Refinaria Abreu e Lima entra em operação

Atividades de produção de derivados começaram neste sábado em Ipojuca

Agência Estado

Publicação: 06/12/2014 16:13 Atualização: 06/12/2014 17:27

A Petrobras iniciou neste sábado a produção de derivados de petróleo na Unidade de Destilação Atmosférica da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, na região metropolitana de Recife. Os produtos foram enviados para armazenamento em tanques e esferas da refinaria. Em nota, a Petrobras informou que a primeira carga de petróleo, após o processamento na UDA, gerou gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta, diesel e resíduo atmosférico (RAT). Além dos derivados, foi produzido também gás combustível, que será utilizado nos processos da própria refinaria.

A Petrobras foi autorizada a iniciar a produção da refinaria nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) para operar a Unidade de Coqueamento Retardado, responsável pela produção do diesel – o principal foco do complexo de refino.

A autorização, publicada no Diário Oficial da União, limita a capacidade de processamento da unidade. A agência reguladora determinou que a refinaria poderá processar volume de 11.765 m3/dia, o equivalente a 67% da capacidade nominal da refinaria. A Petrobras só poderá operar com carga máxima quando colocar em “perfeito funcionamento” uma unidade responsável pelo controle de resíduos, a Unidade de Abatimento de Emissões (Snox).

A Refinaria de Abreu e Lima, um dos alvos da operação Lava Jato, que investiga esquemas de corrupção na Petrobras, será a maior da estatal em capacidade de produção de diesel quando estiver atuando com capacidade máxima. Com custo inicial previsto de US$ 2 bilhões, a unidade custou US$ 18,8 bilhões.
🎇🎇

Refinaria vai receber primeiro navio de petróleo no próximo dia 3

IMG_3828.JPG

O primeiro navio da Petrobras trazendo óleo da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, para processar na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) tem data prevista para atracar no Porto de Suape, no próximo dia 3. A chegada da embarcação vai marcar o início dos testes da unidade de refino com petróleo passando nas tubovias (estruturas que levam o óleo cru do navio até a planta industrial) e na linha de produção. A expectativa é que a embarcação atraque no píer de granéis líquidos (PGL) 3, um dos três berços construídos exclusivamente para esse tipo de operação.

Com previsão de inaugurar no dia 4 de novembro, a Rnest tem capacidade para processar 230 mil barris por dia. A unidade vai transformar petróleo em óleo diesel, nafta, coque de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e bunker (combustível marítimo). A previsão inicial era que a Rnest recebesse três navios superpetroleiros por semana para abastecer a unidade, mas a falta de conclusão da dragagem do canal externo deve fazer a Petrobras rever a estratégia.

Nesse primeiro teste será usado um navio menor para carregamento de petróleo apenas para teste. Os superpetroleiros (com capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo) precisa de uma profundidade de 20,5 metros. A dragagem do canal de acesso permitiria essa profundidade. Apesar de ter atingido 95,60% de execução, o status atual não permite a atracação desses navios gigantes.

O secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Márcio Stefanni, explica que a conclusão da obra esbarrou em problemas técnicos e financeiros. Orçada inicialmente em R$ 340 milhões, a obra está paralisada desde maio de 2013. A constatação da existência de pedras no fundo do canal fizeram o orçamento da dragagem explodir, em função da necessidade de implodir as pedras. O governo de Pernambuco informou a situação à Secretaria Especial de Portos, com a necessidade de complementar o investimento na obra em quase R$ 100 milhões. O projeto acabou questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a obra não voltou a avançar. Com o problema, a Petrobras terá que mudar a logística, aumentando o número de atracações de navios menores (no lugar dos superpetroleiros) para transportar o petróleo.

TESTE

Em novembro do ano passado, o Porto de Suape realizou a primeira movimentação de carga de petróleo, numa preparação para atender a Abreu e Lima. Operado pela Petrobras, o navio tanque Aliakmon atracou no Pier de Granéis Líquidos (PGL) 3B, com uma carga de 13,5 mil toneladas de petróleo cru proveniente de Xaréu, no Ceará. O material foi descarregado em outra embarcação, o navio tanque Norient Scorpius. O procedimento durou cerca de 24 horas e, depois, o navio seguiu para Manaus. A operação foi um marco para o Porto de Suape.

Do JC ONLINE

2014 será decisivo para a economia de Pernambuco

Ano que começa agora, após o Carnaval, acelera processo de industrialização do Estado

Adriana Guarda / Jornal do Commercio

Estaleiro Atlântico Sul foi um dos primeiros a contribuir para a mudança  na matriz industrial do Estado  / Edmar Melo/JC Imagem

Estaleiro Atlântico Sul foi um dos primeiros a contribuir para a mudança na matriz industrial do Estado

Edmar Melo/JC Imagem

O ano de 2014 entra em fervura agora, depois do cultural banho-maria do primeiro bimestre (que dessa vez se estendeu para março por causa do Carnaval). Nos nove meses pela frente, a promessa de um exercício que vai ficar na memória. Copa, eleições e cenário internacional turvo figuram como capítulos importantes que ainda estão por vir. Na áeaa econômica, investimentos importantes em Suape e o carro nº 0 (o protótipo) da Fiat Chrysler, em Goiana, surgem como grandes destaques.

O calendário anual demarca o ganho de ritmo das operações da PetroquímicaSuape, da Hemobrás e do polo naval. A maturação desses projetos escala Pernambuco para o time dos Estados mais industrializados do País. Pelas contas da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas (Condepe/Fidem), a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) vai sair dos atuais 22% para 28%.

“A economia pernambucana está ancorada no setor de serviços (73%), depois vem indústria (22%) e agropecuária (5%). Os serviços vão continuar no topo, mas os empreendimentos vão fortalecer a presença da indústria e transformar a matriz industrial do Estado, tradicionalmente ancorada na cana”, observa o presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima. Pelo Estudo dos Impactos dos Investimentos na Economia de Pernambuco (realizado pelo Condepe), só a Refinaria Abreu e Lima vai agregar R$ 6,6 bilhões ao PIB do Estado (quando entrar em plena operação). Sobre o PIB estimado para 2014 (R$ 143 bilhões), a unidade de refino significaria uma contribuição de 4,6%. A PetroquímicaSuape (complexo petroquímico integrado por três indústrias), iniciou a operação da primeira planta no início de 2013 e vai disparar as outras duas esse ano. O complexo fabricará resinas para embalagens PET e fios têxteis de poliéster.

O impacto da Fiat na economia pernambucana ainda será calculado. “Ainda não fizemos esse estudo, mas sabemos que será importante e maior do que o inicialmente previsto porque o projeto da montadora mudou e, ao invés de fabricar carro popular, a Fiat vai produzir veículos de maior valor agregado, o Jeep Renegade. Com isso, a cadeia e os insumos na produção vão mudar”, explica o coordenador técnico do estudo do Condepe, Wilson Grimaldi. Além do investimento de R$ 4 bilhões realizado pela empresa, o parque industrial integrado por 16 fornecedores vai agregar outros R$ 2 bilhões. Todo o complexo automotivo vai turbinar o mercado de trabalho no Estado em 8 mil postos.

Além da Fiat, outros empreendimentos da Zona da Mata Norte ganham ritmo em 2014. O ano marca a conclusão da obra física e das instalações da Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobrás). “2014 será fundamental para nós. Até o final do ano vamos contratar 120 profissionais aprovados em concurso, além de aumentar a distribuição do nosso primeiro medicamento autorizado pela Anvisa (Hemo-8R) e de realizar investimento de R$ 180 milhões na planta”, destaca o presidente da Hemobrás, Rômulo Maciel Filho.

Em ano eleitoral, o governo federal vai se empenhar em acelerar o ritmo de obras de infraestrutura. A Transnordestina foi desmobilizada há sete meses, depois da saída da Odebrecht do projeto, e está em fase de contratação das novas empreiteiras para ser retomada. A transposição também enfrentou problemas de mudanças de construtoras. “Na transposição, não penso que o governo federal vai conseguir alocar muito dinheiro, na medida em que estamos numa situação fiscal delicada. A Transnordestina tem problemas de outra natureza. Não acredito numa aceleração das duas obras”, diz o economista Sérgio Buarque.

Em Suape, o polo naval ganha corpo com a entrega do primeiro navio do estaleiro Vard Promar e a aceleração do cronograma do Atlântico Sul. Foram os estaleiros, aliás, que iniciaram o processo de redesenho da economia pernambucana.

Inscrições para o novo concurso da Petrobras começaram nesta segunda

por: Tati Nascimento /

Funcionário da Petrobras. Crédito: Agência Petrobras de NotíciasPara quem está em busca de um concurso para chamar de seu, começam nesta segunda-feira (24) as inscrições para o novo concurso da Petrobras. O edital foi lançado na semana passada.

São 1.232 vagas de níveis médio e superior. Desse total, cem são para contratação imediata. Quem ficar nas outras 1.132 fará parte do cadastro de reserva. Os salários variam de R$ 3.400,47 a R$ 8.081,98. Das cem vagas iniciais, oito são para Pernambuco.

Vamos às vagas para o estado:

4 vagas para o cargo de técnico de operação júnior (nível médio),

2 vagas para técnico de inspeção de equipamentos e instalações júnior (nível médio também)

2 vagas para médico do trabalho júnior (superior).

De acordo com o edital, também existem 96 vagas para Pernambuco para cadastro reserva nessas três funções. Mas não há vagas apenas para esses três cargos. Há postos de trabalho para outros nove, sendo sete de nível médio e dois de nível superior.

Os sete cargos de nível médio são técnico de exploração de petróleo júnior (geodésia), técnico de logística de transporte júnior (controle), técnico de manutenção júnior (mecânica), técnico de projetos, construção e montagem júnior (edificações), técnico de projetos, construção e montagem júnior (mecânica), técnico de segurança júnior e técnico de suprimento de bens e serviços júnior (administração).

Já para nível superior, os outros dois postos são de engenheiro de meio ambiente júnior e engenheiro de produção júnior.

Quem for contratado para um cargo de nível médio vai receber R$ 3.400,47. Para engenheiros a remuneração é de R$ 8.081,98. Os médicos terão rendimento de R$ 7.501,06.

Agora falando sobre as inscrições. Elas podem ser feitas até 17 de março no site da Fundação Cesgranrio, que é a banca organizadora do concurso. A taxa de participação será de R$ 40 para os cargos de nível médio e de R$ 58 para os de nível superior.

Além das vagas para Pernambuco, as chances são para lotação nos estados de Minas Gerais, Paraná, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

A seleção terá provas objetivas, avaliação psicológica, exames médicos e levantamento sociofuncional. As provas objetivas para todos os cargos estão previstas para 18 de maio.

O que se produz com um barril de petróleo

Por meio da atividade de refino, o óleo bruto é transformado em uma série de derivados essenciais para o dia a dia. Cada barril de petróleo, que tem o volume aproximado de 158,98 litros, dá origem a diferentes produtos, como gasolina, diesel, lubrificantes, nafta, querosene de aviação, entre outros.

O percentual de cada derivado depende do tipo de petróleo, das características das unidades de refino e das necessidades da demanda em determinado período e local. Atualmente, a média do que cada  barril produz é:

Diesel: 40%

O óleo diesel é o principal combustível comercializado no mercado brasileiro. Sua utilização é primordial para o transporte de cargas e de passageiros, indústria, geração de energia, máquinas agrícolas e locomotivas, entre outros equipamentos.

Gasolina: 18%

Utilizadas em veículos leves para uso particular e também para transporte de passageiros e de cargas, as gasolinas são os combustíveis mais familiares ao público brasileiro. Saiba mais no site da Petrobras Distribuidora.

Óleo Combustível: 14%

Utilizados na indústria moderna para aquecimento de fornos e caldeiras, ou em motores de combustão interna para geração de calor, os óleos combustíveis subdividem-se em diversos tipos, de acordo com sua origem e características (Leia mais).

Gás Liquefeito de Petróleo: 8%

O “gás de cozinha”, como é conhecido popularmente o gás liquefeito de petróleo, é comercializado diretamente para as distribuidoras. Cabe a elas a venda do GLP para a rede varejista e grandes consumidores.

Nafta: 8%

Matéria-prima petroquímica, a nafta é decomposta e gera eteno, propeno e aromáticos, que são produtos utilizados na produção de resinas.

Querosene de Aviação: 4%

É o combustível usado nas aeronaves com motores a turbina, seja jato-puro, turboélices ou turbofans. Leia sobre o QAV no site da Petrobras Distribuidora.

Outros: 8%

– See more at: http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2014/01/27/saiba-o-que-produzimos-com-cada-barril-de-petroleo/#sthash.TRi30v23.dpuf