Pré-sal chega a 700 mil barris por dia

Registramos recorde de produção diária e superamos patamar de 700 mil barris/dia operados no pré-sal

A Petrobras informa que bateu um novo recorde histórico de produção própria diária de óleo e LGN no último dia 21/12, quando produziu 2 milhões 286 mil barris. O volume produzido não considera a parcela de seus parceiros e supera o recorde anterior de 2 milhões 257 mil barris, alcançado no dia 27/12/2010.

A Petrobras também bateu recorde diário de produção operada no dia 21/12, tendo produzido 2 milhões 470 mil bpd.

O novo patamar histórico decorre principalmente da contribuição de nove sistemas de produção. Cinco deles começaram a operar em 2013 e tiveram novos poços interligados ao longo de 2014. Outros quatro sistemas de produção foram instalados este ano.

Das plataformas instaladas em 2013, contribuíram para esse resultado a P-63, no campo de Papa-Terra, e P-55, no campo de Roncador, ambas na Bacia de Campos; o FPSO Cidade de Itajaí, em Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos; além dos FPSOs Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá, e Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste – ambos no pré-sal da Bacia de Santos.

Os sistemas de produção que entraram em operação em 2014 e que colaboraram para o desempenho foram a P-58, no Parque das Baleias, e P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos; e os FPSOs Cidade de Mangaratiba, na área de Iracema Sul, e Cidade de Ilhabela, na de Sapinhoá Norte, ambos no pré-sal da Bacia de Santos.

A alta eficiência operacional dos campos localizados nas porções fluminense e capixaba da Bacia de Campos, como resultado do Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef), também contribuiu com o recorde. Essas áreas têm mantido a produção sustentável, diante do declínio natural dos reservatórios. Cabe destacar também a alta eficiência operacional e a manutenção da estabilidade da produção nas Unidades Operacionais do Norte e Nordeste do país, que praticamente compensaram todo o declínio natural dos campos maduros da área.

Com a chegada de novas embarcações do tipo PLSV (Pipe Laying Support Vessel) e com a redução do tempo não produtivo dessas unidades – fruto das ações do PRC-Sub -, a companhia interligou 68 novos poços – produtores e injetores – até novembro de 2014, o que já se constitui em um número bem superior aos 45 poços interligados ao longo de todo ano de 2013.

Produção operada pela Petrobras no pré-sal bate novo recorde e ultrapassa o patamar de 700 mil barris de petróleo por dia

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na província do pré-sal das bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd) no dia 16 de dezembro de 2014. Desse volume, cerca de 74% (523 mil bpd) correspondem à parcela da companhia e o restante à das empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.

A produção de 700 mil barris por dia foi alcançada apenas oito anos depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006, e apenas seis meses após a marca dos 500 mil barris, obtida em junho. Essa produção representa uma marca extremamente significativa na indústria do petróleo, especialmente diante do fato de os campos se situarem em lâminas d’água profundas e ultraprofundas.

O patamar de 700 mil bpd foi conseguido com a contribuição de somente 34 poços produtores. Isso evidencia a elevada produtividade dos campos já descobertos na camada pré-sal. Desses poços, 16 estão localizados na Bacia de Santos, que responde por cerca de 61% do volume produzido no pré-sal – aproximadamente 429 mil barris por dia. Os demais 18 poços estão localizados no pré-sal da Bacia de Campos e respondem pelos 39% restantes da produção – cerca de 273 mil barris por dia.

Atualmente, o petróleo do pré-sal é produzido por 12 diferentes plataformas, oito delas produzindo exclusivamente naquela camada geológica.

O aumento da produção deve-se, também, ao excelente desempenho operacional das atividades de construção e interligação de poços, com suporte dos programas estratégicos PRC-Poço (Programa de Redução de Custos em Poços) e PRC-Sub (Programa de Redução de Custos em Sistema Submarinos). Esses programas integram iniciativas que vêm incorporando melhorias contínuas na redução da duração e dos custos não só de poços, como também de instalações submarinas dos projetos de E&P.

Primeiro casco feito no país para o pré-sal deixa Rio Grande na segunda

Casco da plataforma P-66 tem 52 mil toneladas e 30 metros de altura.

Operação de retirada contará com oito rebocadores e 100 pessoas.

Julieta Amaral Da RBS TV

Casco da P-66 será rebocado até Angra dos Reis (Foto: William Silva/RBS TV)
Casco da P-66 será rebocado até Angra dos Reis (Foto: William Silva/RBS TV)

O casco da plataforma P-66, o primeiro construído no Brasil para o pré-sal, deixará nesta segunda-feira (8) o Polo Naval de Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, em direção ao Rio de Janeiro. A data foi definida em reunião no início da noite deste sábado (6) entre representantes da Praticagem da Barra, Superintendência do Porto, Capitania dos Portos e Petrobras.

Inicialmente, a operação seria realizada neste domingo (7), mas foi adiada após uma medição da correnteza. Oito rebocadores serão utilizados, e 100 pessoas participarão das manobras, que têm início previsto para as 3h. Por volta das 6h, o casco deve deixar a costa gaúcha. O casco tem 52 mil toneladas e 30 metros de altura.

Dois dos oito rebocadores que serão utilizados na operação (Foto: Julieta Amaral/RBS TV)
Dois dos oito rebocadores que serão utilizados na
operação (Foto: Julieta Amaral/RBS TV)

Será uma operação inédita no Porto de Rio Grande. A plataforma não tem motor e nem tripulação, e será rebocada até Angra dos Reis, onde será feita a integração com a instalação de 18 módulos.

Toca a construção foi realizada no porto da cidade gaúcha, dentro do dique seco, uma espécie de piscina onde é feita a montagem e, depois, a P-66 é retirada e colocada o canal de acesso do porto. A plataforma é a primeira construída no Brasil, de uma série com outros sete cascos, a primeira encomenda do projeto do pré-sal.

O porto de Rio Grande é a sede da única fabrica do mundo que produz  cascos de plataformas em série. A encomenda dos oito cascos recebeu o nome de replicantes, pois serão todos iguais.

Atualmente, 12 mil metalúrgicos trabalham na construção dos replicantes. As oito estruturas estão avaliadas em US$ 3,46 bilhões, cerca de R$ 9 bilhões, e serão utilizadas  na  exploração de petróleo e gás na camada do pré-sal na Bacia de Santos.

Como a saída da p-66, fica no estaleiro rio grande a P-67, que também está sendo finalizada e, deve deixar o porto em janeiro. A P-66 concluída deixa o porto com pouco mais de um ano de atraso.

Navio pernambucano João Cândido conclui operação inédita do pré-sal

Embarcação exportou petróleo do pré-sal para o Chile

 / Guga Matos

Guga Matos

Primeiro navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo de Suape, o petroleiro  João Cândido concluiu, no início deste mês de agosto, a inédita operação de exportação de petróleo do pré-sal realizada por uma embarcação encomendada pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro. No dia 1º de agosto, o navio ancorou próximo ao Terminal de Angra dos Reis, um mês depois de iniciar a odisseia que o levou até o Chile, comprovando sua segurança e eficiência também em rotas de longo curso.

A viagem, iniciada no próprio terminal fluminense, tinha como objetivo transportar 1 milhão de barris de petróleo até águas chilenas, onde seria descarregado através de operação ship-to-ship, no Porto de Talcahuano, e também no Terminal de San Vicente. As operações de descarregamento foram realizadas com sucesso, mas, antes disso, o navio enfrentou mar agitado e ondas grandes. Ship-to-ship é uma operação que consiste no transbordo de petróleo ou derivados, de um navio para outro amarrados lado a lado com dispositivos de proteção entre eles e conectados por mangueiras especiais.

Na passagem pela costa argentina no caminho de ida, o Suezmax passou, pela primeira vez, por ondas de até 8 metros, acompanhadas de rajadas de vento de cerca de 70 km/h. Já em águas chilenas, após cruzar o Estreito de Magalhães, passagem natural entre os oceanos atlântico e pacífico, enfrentou novos desafios como tempestade de neve e temperaturas negativas. A alta tecnologia da embarcação e seu sistema de calefação garantiram o conforto e segurança da tripulação.

Já no retorno ao Brasil, ainda em águas chilenas, ondas de 15 metros foram enfrentadas pelo navio, que rumou para os canais patagônicos, desviando de novas tempestades e possibilitando uma navegação com mais velocidade. De volta aos mares brasileiros, o gigante de 274 metros foi recebido sem contratempos, completando sua viagem de 7.078 milhas náuticas, equivalente a mais de 13 mil quilômetros.

Atualmente, sete embarcações do Promef estão em operação e outras 14 estão em construção.

JC ONLINE

Produção no pré-sal bate novo recorde e ultrapassa a barreira de 500 mil barris de petróleo por dia

 

A produção de petróleo nos campos que operamos na chamada província do pré-sal nas bacias de Santos e de Campos superou a marca dos 500 mil barris por dia (bpd) – atingindo 520 mil bpd no dia 24 de junho – o que configura novo recorde de produção diária. Desse volume, 78% (406 mil bpd) correspondem a nossa parcela e o restante, à contribuição das nossas empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.

A produção de 520 mil barris por dia foi alcançada apenas oito anos após a primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal ocorrida em 2006. Para chegar a esse marco histórico, contamos com a contribuição de somente 25 poços produtores. A magnitude do resultado obtido pode ser melhor percebida através da comparação com o próprio histórico de nossa produção:

– Fomos fundados em 1953 e foram necessários 31 anos para alcançarmos a marca de 500 mil barris diários, o que ocorreu no final do ano de 1984, com a contribuição de 4.108 poços produtores.

– No pós-sal da Bacia de Campos, onde a primeira descoberta ocorreu em 1974, foram necessários 21 anos para produzirmos 500 mil barris diários de petróleo. Este nível de produção, alcançado em 1995, contou com a contribuição de 411 poços produtores. 

O excelente desempenho do pré-sal brasileiro é, também, realçado pela comparação com outras importantes províncias produtoras no mundo. Na porção americana do Golfo do México, por exemplo, foram necessários 20 anos, a partir da primeira descoberta, para se produzir 500 mil barris diários. No Mar do Norte, o patamar foi atingido em dez anos.

Pré-sal já responde por 22% da produção da Petrobras no Brasil

A produção média do pré-sal respondeu por 22% do total da produção que operamos no mês de maio no Brasil. De 2010 a 2014, a média de produção diária dos reservatórios do pré-sal cresceu dez vezes, avançando de 41 mil barris (média em 2010) para 520 mil barris por dia. Dos 25 poços em operação nessa província, dez estão localizados na Bacia de Santos, que responde por 53% da produção do pré-sal (274 mil barris por dia). Os demais 15 poços estão localizados na Bacia de Campos e respondem pelos 47% restantes (246 mil barris por dia).

A produção acumulada na província do pré-sal já ultrapassou 360 milhões de barris de óleo equivalente. Hoje operam nessa província nove plataformas, quatro delas produzindo exclusivamente da camada pré-sal. São elas: o FPSO Cidade de Angra dos Reis (que produz desde outubro de 2010 no campo de Lula, na Bacia de Santos), o FPSO Cidade de Anchieta (que opera desde setembro de 2012 no campo de Baleia Azul, na Bacia de Campos), além do FPSO Cidade de São Paulo (que começou a operar em janeiro de 2013 no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos) e do FPSO Cidade de Paraty (que produz desde junho de 2013 na área de Lula Nordeste, também na Bacia de Santos).

Outras quatro plataformas já estavam instaladas há alguns anos na Bacia de Campos para a produção de petróleo do pós-sal. Por apresentarem capacidade disponível, essas plataformas viabilizaram a rápida interligação de alguns poços perfurados em horizontes mais profundos, ou seja, na camada pré-sal. São elas: P-48, no campo de Barracuda-Caratinga; P-53 e FPSO Cidade de Niterói, ambas no campo de Marlim Leste, e FPSO Capixaba, no campo de Baleia Franca. Além dessas unidades, outra plataforma que contribuiu para o recorde é a P-58, que entrou em produção em março deste ano, no pré-sal do complexo denominado Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos.

Adicionalmente, um sistema itinerante começou a operar no dia 21 de junho em Iara, através do FPSO Dynamic Producer, executando um teste de longa duração com o objetivo de investigar os reservatórios do pré-sal nesta área.

Produtividade do pré-sal supera a média mundial

Os poços já instalados no pré-sal têm apresentado produtividade muito acima da média mundial. A produtividade média por poço em operação comercial no Polo Pré-sal da Bacia de Santos tem sido da ordem de 25 mil barris de petróleo por dia, maior que a registrada no Mar do Norte (15 mil barris de petróleo por poço/dia) e no Golfo do México (10 mil barris de petróleo por poço/dia).

Alguns poços do pré-sal da Bacia de Santos apresentam produtividade acima de 30 mil barris diários, como o LL-11, no projeto piloto de Lula Nordeste, com vazão média de 31 mil barris por dia, bem como o SPS-77 e o SPH-04, no piloto de Sapinhoá, com produção média de 34 mil barris diários cada um.

Outro bom exemplo disso é o FPSO Cidade de Angra dos Reis, que opera no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, onde apenas quatro poços produzem o suficiente para praticamente ocupar a capacidade operacional total da plataforma, de 100 mil barris por dia (bpd). Essa plataforma foi originalmente projetada para produzir com seis poços, cada um com uma contribuição média de 16 mil barris por dia. Mas, com a alta produtividade dos poços, que vêm apresentando cerca de 24 mil bpd, em média, muito acima da previsão inicial, foram interligados apenas quatro poços à plataforma, o que representou uma enorme economia de investimentos.

SAIBA MAIS SOBRE O PRÉ-SAL
O pré-sal é uma sequência de rochas sedimentares formadas há mais de 100 milhões de anos no espaço geográfico criado pela separação do antigo continente Gondwana. Mais especificamente, pela separação dos atuais continentes Americano e Africano, que começou há cerca de 150 milhões de anos. Entre os dois continentes formaram-se, inicialmente, grandes depressões, que deram origem a grandes lagos. Ali foram depositadas, ao longo de milhões de anos, as rochas geradoras de petróleo do pré-sal. Como todos os rios dos continentes que se separavam corriam para as regiões mais baixas, grandes volumes de matéria orgânica foram ali se depositando.

À medida em que os continentes se distanciavam, os materiais orgânicos então acumulados nesse novo espaço foram sendo cobertos pelas águas do Oceano Atlântico, que então se formava. Dava-se início, ali, à formação de uma camada de sal que atualmente chega a até 2 mil metros de espessura. Essa camada de sal depositou-se sobre a matéria orgânica acumulada, retendo-a por milhões de anos, até que processos termoquímicos a transformasse em hidrocarbonetos (petróleo e gás natural).

No atual contexto exploratório brasileiro, a possibilidade de ocorrência do conjunto de rochas com potencial para gerar e acumular petróleo na camada pré-sal encontra-se na chamada província pré-sal, uma área com aproximadamente 800 km de extensão por 200 km de largura, no litoral entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo. As reservas dessa província ficam a 300 km da região Sudeste, que concentra 55% do Produto Interno Bruto (soma de toda a produção de bens e serviços do país). A área total da província do pré-sal (149 mil km2) corresponde a quase três vezes e meia o estado do Rio de Janeiro.

Produção de petróleo aumenta 2,2% em maio

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Produção de petróleo no Brasil, em maio, atingiu a média de 1 milhão 975 mil barris/dia (bpd) superando em 2,2% a produção de abril, que foi de 1 milhão 933 mil bpd. Incluída a parcela que operamos para nossos parceiros no Brasil, o volume atingiu a marca de 2 milhões e 92 mil bpd, 2,9% acima do volume produzido no mês anterior, que foi de 2 milhões e 34 mil bpd.

Produção de petróleo e gás natural no Brasil, no mesmo mês, foi de 2 milhões 387 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), indicando um  aumento de 2,2% em relação a abril (2 milhões 335 mil boed). Incluída a parcela que operamos para as empresas parceiras no Brasil, o volume atingiu a marca de 2 milhões e 558 mil boed, 2,9% acima da produção alcançada em abril, que foi de 2 milhões 487 mil boed.

Contribuíram para o aumento da produção a entrada em operação de novos poços nas plataformas P-58 (Parque das Baleias), P-63 (Papa-Terra), P-55 (Roncador) e o início da produção da plataforma P-62 (Roncador), todos na Bacia de Campos. A essa última plataforma serão interligados, nos próximos meses, um total de 22 poços, sendo 14 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água. Do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere petróleo, na sigla em inglês), essa unidade tem capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Recordes no pré-sal

No pré-sal das bacias de Santos e Campos, o aumento da produção, em maio, foi de 8,8%, atingindo um volume de 447 mil bpd, configurando mais um recorde mensal. No dia 31 de maio a produção do pré-sal bateu novo recorde diário, chegando a 482 mil bpd. Esses volumes incluem a parte operada para nossos parceiros.

Os recordes no pré-sal são consequência do crescimento da produção da plataforma P-58 e ao excelente desempenho dos demais poços produtores daquele horizonte, com destaque para os campos de Lula e Sapinhoá, onde vazões acima de 30 mil bpd por poço vêm sendo obtidas com frequência.

No dia 9 de maio foi concluída a instalação da última das quatro boias de sustentação de risers (BSR), tecnologia pioneira de sustentação de tubulações por meio de boias submersas. A essas boias estão sendo interligados os poços que produzem para os FPSOs Cidade de São Paulo e Cidade de Paraty.

Paradas de produção para manutenção das plataformas

Seguindo o planejamento plurianual, em maio foram executadas paradas programadas para manutenção em algumas plataformas, sendo a mais relevante a P-51. A unidade, que opera no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, ficou paralisada entre os dias 28 de abril e 12 de maio para manutenção e inspeção de equipamentos. Com isso, a unidade deixou de produzir 24 mil bpd na média do mês de maio.

O Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef), iniciado em 2012, tem demonstrado excelentes resultados: os sistemas de produção da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC) fecharam o mês de maio com o recorde de eficiência operacional dos últimos 47 meses, atingindo o patamar de 81,2%. Atualmente, seis Unidades de Manutenção e Segurança (UMSs) executam atividades de apoio às plataformas da UO-BC, com o objetivo de dar suporte a ações de melhoria na eficiência operacional.

No dia 5 de maio, esse programa será estendido para a Unidade de Operações do Espírito Santo (UO-ES) com o objetivo de garantir que a unidade mantenha elevado nível de eficiência ao longo dos próximos anos, assim como ocorre na UO-Rio.

Deve-se destacar, também, a eficiência das novas plataformas que iniciaram operação no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, cuja eficiência em maio atingiu 96,2%.

Novas plataformas entrarão em operação em 2014

Novos sistemas de produção vão entrar em operação ao longo de 2014 para garantir o crescimento sustentado da produção, conforme o Plano de Negócios e Gestão 2014-2018, que prevê aumento de 7,5%, até o final de 2014, com margem de tolerância de um ponto percentual para mais ou para menos.

No segundo semestre entrará em operação a plataforma P-61, no campo de Papa-Terra (no pós-sal da Bacia de Campos), que será interligada à plataforma semissubmersível SS-88, unidade de apoio do tipo Tender Assisted Drilling (TAD), cujos trabalho de instalação offshore encontram-se em andamento. Também serão instalados, até o final do ano, os FPSOs Cidade de Mangaratiba, no campo Lula/Iracema, e Cidade de Ilhabela, no campo de Sapinhoá, ambos no pré-sal da Bacia de Santos.

O futuro do pré-sal: novas unidades darão contribuição significativa à curva de produção

SapinhoaA contribuição do pré-sal será decisiva para alcançar as metas estabelecidas no Plano de Negócios e Gestão para o período de 2014 a 2018. Se hoje o pré-sal responde por aproximadamente 22% do total da produção de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia, em 2018 responderá por 52% do total produzido, que deverá chegar a 3,2 milhões de barris por dia. Serão 19 novas unidades de produção instaladas no pré-sal da Bacia de Santos até o final de 2018.

Ainda em 2014, duas novas plataformas entrarão em operação no pré-sal da Bacia de Santos: os FPSOs Cidade de Mangaratiba, em Iracema Sul, e Cidade de Ilhabela, em Sapinhoá Norte. Cada uma dessas plataformas terá capacidade de produzir até 150 mil bpd.

Para o quarto trimestre de 2015, a Petrobras planeja colocar em produção o FPSO Cidade de Itaguaí, que irá operar na área de Iracema Norte, na Bacia de Santos, com capacidade de até 150 mil barris por dia. Para 2016, estão programados o FPSO Cidade de Maricá, em Lula Alto, e o FPSO Cidade de Saquarema, em Lula Central, cada um com capacidade de até 150 mil bpd, e o FPSO Cidade de Caraguatatuba, em Lapa.

Além disso, entrarão em operação oito FPSOs do tipo “replicante” (conjunto de plataformas que utilizam o mesmo projeto de engenharia), sendo que o primeiro tem o primeiro óleo previsto para 2016 na área de Lula Sul. O primeiro dos quatro FPSOs programados para operar nas áreas da Cessão Onerosa também está previsto para 2016 na área de Búzios. Para completar os 19 sistemas programados para a Bacia de Santos, será instalado, em 2018, um sistema de produção em Carcará. Com a contribuição desses projetos, nossa expectativa é que produção de petróleo exclusivamente nas áreas do pré-sal, em 2017, ultrapasse a barreira de 1 milhão de barris por dia.

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http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/

Petrobras anuncia novo recorde de produção no pré-sal

“A Petrobras informa que a produção de petróleo nos campos operados pela Companhia no pré-sal atingiu, no último dia 27 de fevereiro, a marca de 412 mil barris de petróleo, novo recorde de produção diária.

Essa marca, obtida com apenas 21 poços produtores, evidencia a elevada produtividade dos campos do pré-sal.

Em 18 de fevereiro entrou em operação o primeiro poço a produzir por meio da Bóia de Sustentação de Risers (BSR) do FPSO Cidade de São Paulo, tecnologia inovadora, alcançando a excepcional marca de 36 mil barris de petróleo por dia (bpd).

Resultados como esses, decorrentes de ações gerenciais objetivas, levaram a Companhia em 2013 a realizar lucro líquido de R$ 23,6 bilhões, 11% superior ao de 2012.

É fato, o resultado do ano de 2013 se destacou pelo sucesso dos Programas Estruturantes que, ao estabelecer metas de produtividade bem como rigor nos projetos de investimento, impôs disciplina no uso dos recursos financeiros da Companhia.

Gestão com Foco na Eficiência, na Produtividade e na Disciplina de Capital

Por meio do PROCOP – Programa de Otimização de Custos Operacionais economizamos R$ 6,6 bilhões, superando em muito a meta de R$ 3,9 bilhões de 2013. As ações do PRODESIN – Programa de Desinvestimentos totalizaram R$ 8,5 bilhões de contribuição ao caixa.

Desde a reestruturação do Programa de Desinvestimentos, em 2012, foram concluídas 21 operações que somaram R$ 23,4 bilhões em vendas de ativos e reestruturações financeiras. Tal fato não ocorreu na contramão das “majors”  BP, Shell, Exxon, Total e Chevron as quais realizaram 127 transações de 2010 a 2012, totalizando US$162 bilhões – 72 desinvestimentos e 55 aquisições.

Outra iniciativa importante foi o PROEF – Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos, levando à produção adicional de 63 mil bpd de petróleo. Em 2013, a eficiência operacional foi de 75% na Unidade Operacional Bacia de Campos e de 92% na Unidade Operacional Rio. Sem o Programa, as eficiências seriam 68% e 90%, respectivamente.

Sem os custos de novas contratações de pessoal, avançamos na adequação do efetivo da Companhia via o Programa Mobiliza resultando em 1.133 transferências internas. Adicionalmente, o PIDV – Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário, voltado aos funcionários elegíveis com 55 anos ou mais, pode alcançar cerca de 10% do efetivo.

Em 2013 implementamos o Programa de Prevenção à Corrupção, ressaltando o compromisso da Petrobras com a ética e a transparência.

Resultados Operacionais em Destaque

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras foi de 2.539 mil bpd em 2013, 2% abaixo da produção de 2012, redução semelhante à noticiada pelas majors, que tiveram queda de 2% da produção de 2012 para 2013, conforme balancetes dessas empresas. Ao analisarmos a performance da Petrobras desde a descoberta do pré-sal, vemos que nossa produção de petróleo e gás natural cresceu 11% entre 2006 e 2013, enquanto as “majors” viram sua produção cair 6% no mesmo período.

Reafirmamos que nossa produção de petróleo no Brasil crescerá 7,5% (+/- 1% p.p.) esse ano. Para tal, em 2013 tivemos a inédita conclusão de 9 plataformas, adicionando mais 1 milhão de barris por dia de capacidade de produção. As unidades P-63 e P-55 iniciaram operação no final de 2013, e as P-58 e P-62 iniciarão produção no 1º e 2º trimestre de 2014, respectivamente, bem como as P-61 e TAD. O crescimento da produção de 2014 será sustentado por mais duas unidades de produção, Cidade de Ilhabela e Cidade de Mangaratiba, em fase de conclusão.

No Refino, alcançamos produção média de 2.124 mil bpd de derivados, 6% acima de 2012, com destaque para a maior produção de gasolina (+12%) e de diesel (+9%).

Desta forma, a Petrobras alcançou lucro operacional de R$ 34,4 bilhões, 6% superior aos R$ 32,2 bilhões de 2012. O EBITDA, por sua vez, teve um crescimento de 18%, elevando-se de R$ 53,4 bilhões em 2012 para R$ 63,3 bilhões em 2013.

As reservas provadas no Brasil alcançaram 16 bilhões de barris de óleo equivalente, Reserva/Produção de 20 anos e Índice de Reposição de Reservas de 131%, acima de 100% pelo 22º ano consecutivo. Nosso sucesso exploratório foi de 75% em 2013, 100% no pré-sal.

Outro destaque foi o Leilão do campo de Libra, primeiro sob o regime de partilha de produção, resultando no consórcio Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC, empresas vencedoras com reconhecida experiência offshore e robustez financeira.

Destacamos que os excelentes resultados operacionais alcançados em 2013, assim como as menores taxas de ocorrências registráveis de acidentes fatais e de volume vazado em toda a história da Companhia, deram-se mesmo com a crescente elevação do homem-hora exposto ao risco.

O Planejamento Estratégico Horizonte 2030: PE 2030

A Petrobras teve aprovado pelo CA – Conselho de Administração em 25 de fevereiro de 2014, o seu Plano Estratégico – Horizonte 2030. Ao analisar o ambiente de negócios no mundo (shale gas, tight oil e outras fontes fósseis e renováveis) além das mudanças do marco regulatório brasileiro, com a criação dos regimes de Cessão Onerosa e Partilha, dentre outras, a nossa Companhia pavimenta seus caminhos para produzir, em média, 4 milhões bpd de óleo de 2020 a 2030. Assim nos posicionaremos entre as cinco maiores empresas integradas de energia do mundo.

A partir desta média de produção de 4 milhões de bpd, foram estabelecidas as estratégias para os demais segmentos de negócio, como a expansão da capacidade de refino para 3,9 milhões bpd em 2030, em sintonia com o crescimento do mercado doméstico, bem como a atuação da área internacional com ênfase na exploração de óleo e gás na América Latina, África e EUA.

Com o Plano Estratégico 2030, a Petrobras reafirma sua Missão de “atuar na indústria de petróleo e gás de forma ética, segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, fornecendo produtos adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua”.

O Plano de Negócios e Gestão: PNG 2014 – 2018

Alinhado ao PE 2030, o CA também aprovou o PNG 2014-2018, totalizando US$ 220,6 bilhões a serem investidos pela Petrobras nos próximos 5 anos. Outros US$ 63,0 bilhões deverão ser aportados por empresas parceiras em projetos no Brasil, totalizando US$ 283,6 bilhões.

As metas de produção de petróleo da Petrobras no Brasil são de 3,2 milhões bpd em 2018 e de 4,2 milhões bpd em 2020. Em 2018, o pré-sal representará 52% da nossa produção de petróleo.

Para atingir esses objetivos, a Petrobras investirá US$ 153,9 bilhões em E&P no Brasil, dos quais 60% destinados ao pré-sal e 40% ao pós-sal. Destaque também para a conclusão da Refinaria Abreu e Lima, já em 2014, e do primeiro trem de refino do Comperj em 2016.

 

Assim, ao adotar premissas de preços internacionais de petróleo decrescentes e de taxas de câmbio mais baixas (Real mais valorizado em relação ao Dólar americano), as condições para a análise de financiabilidade são, sim, mais rigorosas. Nossas simulações demonstram que trajetória de câmbio com taxas mais elevadas (Real desvalorizando em relação ao Dólar americano) melhoram os resultados da Petrobras no horizonte 2014-2018, mesmo nos casos em que não se considera a imediata paridade dos combustíveis aos preços internacionais.Como fonte de recursos para esses investimentos, a Petrobras utilizará, principalmente, sua geração operacional de caixa. O crescimento da produção nos tornará exportadores líquidos, e, desse modo, nossas receitas totais em Reais serão maiores se a taxa de câmbio for mais alta (Real mais desvalorizado em relação ao Dólar americano) ou se o preço internacional do petróleo subir.

Os Programas Estruturantes estão mantidos no PNG 2014-2018, como ferramenta de gestão que assegurará, junto com os projetos de investimento, o crescimento da Companhia nos próximos anos.

Sim, estamos construindo uma Empresa de maior valor: a capacitação de nossos empregados, o domínio das tecnologias necessárias para a implantação dos projetos, nossas relevantes reservas de petróleo, a produção crescente e a incessante busca pelo aumento da eficiência, produtividade e disciplina de capital nos levarão a resultados melhores. A valorização das ações e o justo retorno aos acionistas é consequência natural do cumprimento de nossas obrigações.”