PIB mostra país pronto a retomar crescimento

PIB mostra país pronto a retomar crescimento

28 de novembro de 2014 | 10:46 Autor: Fernando Brito

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O mundo, todos sabem, vive uma imensa crise de estagnação.

Anteontem, o Estadão comemorou o fato de a Alemanha, governada pela nada “bolivariana” Ângela Merkel ter conseguido uma proeza:

“PIB da Alemanha cresce 0,1% no 3º trimestre e economia do país escapa da recessão”.

Repare a diferença de tratamento à uma situação exatamente igual no Brasil, registrada pelo IBGE no terceiro trimestre.

Repare que, não fosse a queda do PIB agrícola, que foi determinada pela queda do preço das commodities exportadas pelo Brasil, poderia ter chegado ao dobro.

E pela retração do consumo das famílias, sobre o qual influenciou, além dos juros, o clima de terror econômico espalhado sobre o Brasil.

O fato objetivo é que a reversão da queda registrada nos dois primeiros trimestres cria um clima positivo para o novo período de governo.

Mais uma razão para não se esperar que, da nova equipe econômica, venha qualquer “choque”, como o tão pedido pelo “mercado”.

Que, em matéria de siglas, prefere uma Selic a um PIB.

Leia, abaixo, anota-resumo da Agência Brasil sobre os números do PIB:

“O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o período anterior. A soma do PIB no trimestre correspondeu a R$ 1,29 trilhão. No segundo trimestre, a economia brasileira caiu 0,6%. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a economia brasileira recuou 0,2%. No ano, o PIB acumula alta de 0,2%. Já no período de 12 meses, a taxa acumulada de crescimento é de 0,7%.

Na comparação do terceiro com o segundo trimestre deste ano, entre os setores produtivos da economia, a principal alta foi observada na indústria: 1,7%. Os serviços também tiveram crescimento (0,5%). Por outro lado, a agropecuária recuou 1,9%.

Pelo lado da demanda, o crescimento de 0,1% foi puxado pela formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, e pela despesa de consumo do governo, ambos com alta de 1,3%. O consumo das famílias caiu 0,3%.

No setor externo, as exportações tiveram um crescimento menor (1%) do que as importações (2,4%).”

Economia chinesa cresce 7,7% em 2013

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A economia chinesa apresentou uma leve desaceleração no quarto trimestre de 2013, com um crescimento de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, informou a agência oficial de estatísticas da China.

No terceiro trimestre, o PIB da China havia apresentado uma expansão de 7,8%. O resultado, no entanto, ficou um pouco acima da expectativa do mercado, que aguardava uma taxa de 7,6% para o quarto trimestre.

Em todo o ano de 2013, a economia chinesa também cresceu 7,7%, o mesmo percentual verificado em 2012.

O ritmo de crescimento da economia chinesa tem impacto direto sobre as exportações brasileiras –o país é o maior parceiro comercial do Brasil e o principal importador da maioria

Economia global deve crescer 3,2% este ano, prevê Banco Mundial

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Brasília – A economia mundial vai crescer 3,2% em 2014, estabilizando nos 3,4 e 3,5% nos dois anos seguintes – aumento de cerca de 1 ponto percentual em relação aos 2,4% de 2013, prevê o Banco Mundial em seu relatório bianual Perspectivas Econômicas Globais. De acordo com o documento, divulgado hoje (15) em Washington, a economia mundial deverá se fortalecer em 2014, e os países desenvolvidos devem conseguir se recuperar da crise financeira mundial, ao fim de cinco anos.

A estabilização do crescimento acima dos 3% neste e nos próximos dois anos terá como base não só a produção de riqueza nos países em desenvolvimento e o forte crescimento chinês, mas também a aceleração econômica dos países desenvolvidos, segundo o relatório. Porém, o documento aponta risco para esse resultado otimista, entre os quais, o aumento das taxas de juros e as consequências do fim do estímulo à economia nos Estados Unidos.

“O crescimento parece se fortalecer, quer nos países em desenvolvimento quer nos países desenvolvidos, mas os riscos continuam a ameaçar a recuperação econômica global”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, considerando que “o desempenho das economias avançadas está ganhando fôlego, o que deve suportar um crescimento mais forte nos próximos meses nos países em desenvolvimento”.

No entanto, “para acelerar a redução da pobreza, as nações em desenvolvimento têm de implementar reformas que promovam a criação de emprego, o fortalecimento dos sistemas financeiros, além de lançar redes de segurança social”, alertou Jim Yong Kim.

O crescimento nos países em desenvolvimento vai aumentar de 4,8% em 2013 para 5,3% este ano e 5,5 e 5,7% nos dois anos seguintes, indicando um crescimento mais baixo do que nos anos antes da crise financeira, algo que, considera o Banco Mundial, não é preocupante, uma vez que essas taxas de crescimento acima de 7% eram insustentáveis no médio prazo.

Os países desenvolvidos deverão crescer 2,2% este ano, estabilizando nos 2,4% em 2015 e 2016, liderados pelos Estados Unidos, que deverão ter aumento de aproximadamente 3% ao ano, ao passo que na zona do euro o crescimento da economia deve ficar em 1,1% este ano e 1,4 e 1,5% nos próximos dois anos.

“Os indicadores econômicos globais mostram melhorias, mas não é preciso ser especialmente astuto para ver que há perigos escondidos por baixo da superfície. A zona do euro já saiu da recessão, mas o rendimento individual continua a cair em vários países. Esperamos que os países em desenvolvimento cresçam acima de 5% em 2014, com alguns países comportando-se consideravelmente melhor, como Angola, com 8%, China, com 7,7%, e Índia, com 6,2%”, disse o economista-chefe e vice-presidente do Banco Mundial, Kaushik Basu.

O relatório sobre as perspectivas econômicas globais nota ainda que “apesar de os principais riscos que preocupavam a economia mundial nos últimos cinco anos terem sido ultrapassados, os desafios subjacentes continuam” e, pior, os orçamentos, principalmente nos países em desenvolvimento, já não têm margem para manter os estímulos fiscais e orçamentais.

Assim, o Banco Mundial sugere aos líderes políticos que se concentrem agora na resposta que vão dar à significativa contração do sistema financeiro, visível no aumento das taxas de juros para empréstimos, na redução dos fluxos de capital e na redobrada cautela com que os bancos, de uma forma geral, encaram novos investimentos e créditos.

*Com informações da Agência Lusa

Edição: Talita Cavalcante

Pib de Pernambuco cresce duas vezes mais que a média no Brasil

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Rosa Falcão

Nem pibinho, nem pibão. A economia pernambucana cresceu 2,3% em 2012, duas vezes superior ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,9% do Brasil. Os efeitos da seca puxaram para baixo o PIB de Pernambuco, cuja projeção inicial da Agência Condepe/Fidem apontava para o crescimento de 4,5% no ano. Os dados foram divulgados pela agência nesta segunda-feira (11).

Segundo a agência, a estiagem dizimou os rebanhos bovinos e atingiu em cheio a avicultura, além de ter reduzido as lavouras permanentes, o que resultou na queda de 15% da atividade agropecuária. Em valores correntes, o total das riquezas produzidas no Estado totalizou R$ 115,6 bilhões em 2012. Com exceção da agropecuária, os demais setores da economia pernambucana reagiram positivamente em 2012.

A indústria cresceu 3,7%, alavancada pelo bom desempenho da construção civil com 3% de aumento no ano. No setor da construção estão incluídos os investimentos em obras públicas de infraestrutura, bem como o boom do setor imobiliário. O efeito seca também rebateu na indústria de utilidade pública, com a queda da geração de energia nas usinas da Chesf em Petrolândia.

O PIB do setor de serviços em Pernambuco cresceu 2,7% em 2012 , superior ao 1,7% do desempenho anual do país. O destaque ficou com o setor de transportes rodoviários e de carga, o que demonstra o aumento da movimentação de mercadorias nas rodovias do estado. Em relação a atividade comercial, o comércio varejista cresceu 3,7%, sendo o responsável pelo bom desempenho em 2012 no estado.

DIARIO DE PE

PIB fraco justifica manutenção da Selic, avalia CNI


Segundo a entidade, combater a inflação com a elevação dos juros põe em sério risco
a recuperação da atividade econômica sinalizada nesse início de ano

O fraco desempenho da economia em 2012, com crescimento de apenas 0,9%, justifica como acertada a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom)  de manter  a taxa Selic em 7,25% ao ano, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, em especial da indústria, que recuou 0,8%,  mostra a necessidade de se manterem as condições para a recuperação da atividade econômica, sinalizada nesse início de ano.

A CNI reconhece que a inflação preocupa, em função principalmente da alta dos preços dos alimentos e dos serviços, mas sublinha haver expectativas de que desacelere. A entidade enfatiza que, se forem  necessárias medidas para conter a taxa inflacionária, porque a política econômica deve manter o foco na estabilidade dos preços, que se lance mão de outros mecanismos que não seja a elevação dos juros, como a redução dos gastos públicos.

Na visão da CNI, o uso da política monetária como único instrumento de combate à inflação coloca em sério risco a retomada da atividade econômica em curso.

Prévia do PIB registra crescimento de 1,64% em 2012

Brasília – A atividade econômica brasileira cresceu 1,64% no ano passado. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (20) pela instituição.

No último mês do ano, a economia estava em ritmo de crescimento menor do que em novembro. De acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), em dezembro, na comparação com o mês anterior, a atividade econômica cresceu 0,26%. Em novembro, a expansão, segundo os dados revisados, ficou em 0,57%. Na comparação entre dezembro de 2012 e o mesmo mês do ano anterior, o crescimento ficou em 1,19%, de acordo com o índice sem ajustes para o período, considerado o mais adequado para esse tipo de comparação.

Os dados trimestrais também mostram desaceleração da economia. No último trimestre do ano passado, comparado com o período anterior de três meses, a expansão ficou em 0,62%, de acordo com os dados ajustados para o período. No terceiro trimestre em relação ao segundo, houve crescimento de 1,12%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar a evolução da atividade econômica brasileira. O acompanhamento do IBC-Br é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica. Esse acompanhamento também contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, atualmente, em 7,25% ao ano.

Em 2012, o governo adotou uma série de medidas para tentar aquecer a economia, como concessões de rodovias e ferrovias, aumento no limite de contratação de operação de crédito para estados, redução de impostos, entre outras. Além disso, o Copom reduziu a Selic até outubro, ao menor patamar já registrado. Em novembro, decidiu manter a Selic em 7,25% ao ano, o que também ocorreu em janeiro deste ano.

Fonte: Abr / by Moroz Assessoria

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Custo de logistica estimado em 10,6% do PIB

LogísticaTransporteFuturoEstratégia

ComexLinks | @comexblog

Para reduzir o custo de logística do país, estimado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) em 10,6% do Produto Interno Bruto (PIB), quase 50% mais alto do que o verificado nos Estados Unidos, o governo federal irá acelerar a transferência de parte de sua malha rodoviária à iniciativa privada.

Em agosto, foi anunciada a retomada da terceira etapa de concessões, que envolve 7,5 mil quilômetros de estradas federais que cortam oito Estados (Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal). Os nove trechos a serem concedidos receberão no total R$ 42 bilhões, sendo que R$ 23,5 bilhões serão investidos em cinco anos, e R$ 18,5 bilhões em 20 anos. “A retomada é um sinal muito positivo para o setor”, diz o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte.

Segundo as regras estipuladas pelo governo nestas concessões, os investimentos nas rodovias serão concentrados nos primeiros cinco anos, com foco na aplicação de recursos em duplicações, contornos, travessias e obras de arte. O vencedor da licitação será o que oferecer a menor tarifa de pedágio, que só começará a ser cobrada quando 10% das obras estiverem concluídas. A expectativa é de que os primeiros lotes sejam leiloados até o fim do primeiro semestre.

Para gerenciar os projetos e as obras, o governo criou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), em moldes semelhantes ao da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), que faz o planejamento do setor elétrico desde 2004. Se de um lado o governo busca conceder mais lotes de rodovias, de outro trabalha para colocar de pé mais de dez mil quilômetros de trilhos, para aumentar a participação das ferrovias no transporte de cargas, o que terá impacto sobre o modal rodoviário. “Se todos os projetos de ferrovias saírem mesmo, uma parte das cargas poderá ir para os trilhos e reduzir a participação geral das rodovias”, diz o diretor do Ilos, Paulo Fleury.

Nos Estados Unidos, 43% da circulação de cargas é feita por ferrovias e 32% pelas estradas, enquanto na China 50% é feita pelas rodovias e 37% por trilhos. No Brasil, quase 60% das cargas trafegam sobre rodas. Pior: sem contabilizar o transporte de minério de ferro, feito exclusivamente por trilhos e um dos principais produtos exportados pelo país, o modal rodoviário responderia por 73% da circulação de mercadorias, com as ferrovias respondendo por 5% e o transporte aquaviário por 16%. As condições das estradas brasileiras são ruins. Dos 1,7 milhão de quilômetros que cortam o país, apenas 200 mil quilômetros são pavimentados, sendo que desse montante cerca de 50 mil quilômetros estão nas mãos da União. “O Brasil precisa melhorar muito sua malha rodoviária, e os recursos privados são importantes nessa equação de melhoria”, afirma Fleury, do Ilos.

A ampliação dos investimentos em ferrovias e rodovias deverá manter uma tendência em alta: o crescimento dos serviços de operadores de logística, segmento que vem crescendo a dois dígitos anuais. “A multimodalidade tenderá a crescer, criando oportunidades para prestadores de serviços logísticos”, afirma Fleury. Com a malha férrea crescendo no Centro-Oeste e no Nordeste, um produtor de soja que mandava toda sua safra pela rodovia agora ganha uma nova opção. “Se ele estiver a 300 quilômetros da ferrovia, precisará de transporte rodoviário e armazenamento da sua carga até os trilhos”, exemplifica Fleury.

As 142 maiores empresas do setor faturaram R$ 48 bilhões em 2011, 20% de alta sobre 2010. A expansão tem se dado pela terceirização de operações a empresas especializadas na área. “Há espaço para ampliar esse mercado, porque as deficiências da malha de transporte pesam no bolso do setor produtivo”, diz Fleury. Pesquisa do Ilos aponta que, em 2008, 37% das empresas faziam elas próprias sua logística, enquanto 63% contratavam prestadores de serviços. Três anos depois, 69% das consultadas contratavam serviços de terceiros. Nos EUA, esse percentual está em 47%. Há uma grande pulverização de operadoras logísticas no Brasil. No setor rodoviário, estima-se que haja mais de 200 mil transportadoras, sendo que 75% delas possuem até cinco caminhões. A idade média da frota de caminhões é antiga: estava em 17,6 anos em 2011. Diante de clientes cada vez mais exigentes, ganhar mercado pressupõe ter serviços diferenciados e maior profissionalização da gestão.

Por Roberto Rockmann | Para o Valor, de São Paulo
Valor Econômico