Abrir empresa vai ficar mais fácil em Pernambuco

A partir desta segunda (21) procedimentos serão feitos pela web

Meta é cada vez menos pessoas tenham que se dirigir ao órgão  / Guga Matos/JC Imagem

Meta é cada vez menos pessoas tenham que se dirigir ao órgão

Guga Matos/JC Imagem

A partir desta segunda-feira (22), o processo de abrir uma empresa vai ficar mais simples. A garantia é da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe), que digitalizou parte dos procedimentos necessários a quem quer ter um CNPJ. Segundo o órgão, as melhorias vão permitir que cerca de 10 mil pessoas não precisem mais ir à Jucepe para resolver pendências.

De acordo com o presidente da Junta, Luís Lima, em vez de envolver diversos papéis e idas e vindas ao órgão, o novo sistema permitirá que praticamente todas as operações de abertura de empresa sejam digitais. O interessado deve entrar no site www.jucepe.pe.gov.br, preencher o formulário e levar o contrato social à Jucepe (em qualquer mídia, inclusive impresso) para ser digitalizado.

“A partir daí, toda comunicação será via web”, assegura Lima. O candidato acompanhará o processo pela internet, pois será feita uma análise do CNPJ pela Receita Federal e, com tudo certo, a documentação é assinada digitalmente pela Junta. Assim, será eliminada a necessidade de uso de etiquetas adesivas de autenticação de documentos. Atualmente, elas são coladas manualmente. Com as mudanças, a via destinada ao cliente será enviada pela internet com um quadro de informações contendo as assinaturas digitais do secretário geral e do analista que deferiu o processo, além do código de autenticação que permite a qualquer cidadão validar o documento no site da Jucepe.

Outras operações também serão simplificadas, como alteração ou extinção de empresas: será necessário entregar somente uma via dos documentos; não mais quatro, como ocorre atualmente nos casos de registro de empresário (antiga firma individual).

Pelas estimativas do órgão, o sistema que começa a funcionar amanhã vai permitir a migração, do ambiente físico para o virtual, de aproximadamente 900 procedimentos diários.

VIA ÚNICA – Os novos processos digitais são parte do sistema Via Única, desenvolvido e implantado pela própria equipe de tecnologia do governo estadual. Através dele, a Jucepe deverá levar todo o seu atendimento para a web até o fim do próximo ano. As mudanças atendem a uma instrução normativa da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, do governo federal, para que os Estados desburocratizem a abertura de novas empresas.

“A Jucepe quer se tornar uma empresa digital, sem a necessidade da presença física”, destaca Lima. Para isso, em breve a Junta vai exigir dos usuários a certificação digital, com a Receita Federal já faz. “Com ela evitamos fraudes, golpes e erros”, justifica o presidente.

Maçãs produzidas no Vale do São Francisco chegarão ao mercado em 2016

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Macieiras com dois anos de plantadas alcançaram uma média de produção de 40 toneladas por hectare no lote do agricultor Andrea Pavesi, do perímetro Senador Nilo Coelho, em Petrolina, semiárido pernambucano. O desempenho é muito superior ao da média desse cultivo no sul do país, onde o clima mais frio e chuvoso favorece a fruta: lá, são de 12 a 15 toneladas por hectare ao ano, em média.

Pavesi é um dos produtores cujo lote está em área de cultivo experimental de projeto em parceria entre a Embrapa Semiárido e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para desenvolver, no Submédio São Francisco, cultivos alternativos como maçã, pera, caqui, cacau, rambutã.

“Acreditei no projeto e vejo que a região tem potencial produtivo. A maçã já tem seu processo consolidado. O plantio da fruta começa no próximo ano e em 2016 já teremos maçã nordestina do Vale do São Francisco no mercado”, aposta o produtor, um dos palestrantes do seminário Novas Frutíferas para o Semiárido Irrigado, que integrou a programação da 25ª Feira Nacional de Agricultura Irrigada (Fenagri), evento que vai até sábado (31) em Petrolina.

De cinco variedades testadas para o plantio da maçã nos perímetros irrigados da região do Vale do São Francisco, duas serão postas no mercado: eva e princesinha.

O seminário debateu as novas culturas que estão sendo testadas na área irrigada do Vale do São Francisco. Frutas como pera, maçã e caqui estão em processo final de experiência para tornar essas culturas viáveis comercialmente.

A diversificação de novas frutíferas para a região irrigada vem sendo testada em áreas do perímetro irrigado Nilo Coelho para o desenvolvimento da experiência. Uma dessas áreas pertence a Pavesi, agricultor e engenheiro agrônomo, 50 anos, sendo 30 dedicados a produzir no Vale do São Francisco.

Pavesi tem um lote empresarial com 60 hectares produzindo uva e manga. Desde 2011, ele cultiva meio hectare de maçã e meio hectare de pera dentro do projeto de viabilização das novas culturas para a região.

MaçãDe acordo com os testes, a melhor época para a colheita da maçã ficará entre agosto e setembro. Por isso, nessa terceira safra da experiência, será feita a antecipação da colheita diferente das primeiras safras em que foram colhidas nos meses de novembro e dezembro. “Mesmo tendo a concorrência de outras regiões produtoras, é nesse período que descobrimos uma melhor qualidade da fruta”, explicou Andrea Pavesi.

Outro grande entusiasta da nova fase da fruticultura regional do polo Petrolina-Juazeiro é o produtor Milton Bin, que também tem área testada com pera, maçã e caqui. Milton também falou com entusiasmo das novas frutíferas para uma plateia formada por profissionais da área, pesquisadores e estudantes. Ele acredita que o caqui é considerado a mais exótica para a região, das culturas em experiência, e deverá ser a que agradará mais o gosto local.

“Temos que buscar as novas potencialidades para a região. A uva e a manga já estão consolidadas e, no caso do caqui, acredito que cairá no gosto da população”, frisou Milton, que planta em área irrigada do Nilo Coelho e que pretende levar a experiência para uma área do Salitre, em Juazeiro (BA), perímetro também implantado e gerido pela Codevasf.

Outro entusiasta do perímetro Nilo Coelho é o produtor Hiroto Yukihare que, além de disponibilizar um espaço de seu lote para os experimentos da Embrapa, ele resolveu apostar também nas novas potencialidades por conta própria. “Tenho um hectare com pera e outros dois que estou utilizando fora da parceria com a Embrapa por acreditar que as novas culturas serão viáveis em nossa região”, contou durante o seminário.

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Integração Nacional planeja integrar a Rota do Cordeiro com o Programa Bioma Caatinga

A união dos programas vai somar conhecimentos e fortalecer ainda mais a produção regional

Brasília-DF, 10/06/2014 – O Ministério da Integração Nacional, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae) e o Banco do Brasil, iniciam ações de aproximação entre a Rota do Cordeiro e o Programa Bioma Caatinga. A iniciativa busca o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura no sertão do São Francisco, território que possui a metade do rebanho de caprinos e ovinos da Bahia. A união dos programas vai somar conhecimentos e fortalecer ainda mais a produção regional, ampliando o acesso à assistência técnica, crédito e atração de investimentos públicos e privados.

O Programa Bioma Caatinga é o resultado de uma ação conjunta de vários agentes institucionais (Banco do Brasil, SEBRAE/BA, Casa Civil, SEAGRI, FAEB, SENAR-BA, FETAG, UNIVASF, UNEB, EBDA, ADAB, CAR, CEF, MDA, EMBRAPA SEMI-ÁRIDO, CHESF, CONAB, CODEVASF e ADS-CUT) e tem por objetivo, por meio de análise detalhada da cadeia produtiva da caprinovinocultura, investir no Desenvolvimento Regional Sustentável.

“A proposta é estruturar os Arranjos Produtivos Locais (APLs) associados à ovinocaprinocultura, envolvendo os esforços de capacitação e estruturação produtiva já existentes, com o objetivo de gerar emprego e renda para a população local. Em virtude da última seca, foi fundamental desenvolver alternativas sustentáveis para alimentar os animais, sobretudo mediante a produção e conservação de forragens,  e assim, evitar o uso da cobertura vegetal da caatinga como fonte de alimentos”, explica o gestor de projetos da Secretaria de Desenvolvimento Regional do ministério, Vitarque Coelho.

Além da inclusão produtiva, o projeto também é voltado para a sustentabilidade da atividade, articulando subsistemas de produção, processamento e comercialização, por meio da criação de sistemas agroindustriais integrados. Segundo Vitarque, uma primeira iniciativa pode ser a reestruturação da Fazenda Icó, que já conta com infraestrutura de acesso à água.

“A unidade pode ser convertida em um núcleo regional de produção de alimentos, além de um espaço para o aprendizado das tecnologias de manejo animal e produção de forragens para os produtores da região. Também é viável a instalação de uma Central de Terminação de ovinos e caprinos neste espaço, para facilitar a comercialização coletiva e o abate certificado. O apoio foi solicitado para a concepção e implementação deste projeto”, explica.

Rota do Cordeiro

Parte do programa Rotas da Integração Nacional, a Rota do Cordeiro já possui ações em andamento no Estado da Bahia, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a Seagri-BA e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (Car-BA), com ações de apoio à ovinocaprinocultura de leite e corte nos territórios da Bacia do Jacuípe, Irecê e Sertão do São Francisco.

MINISTERIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL

Primeira usina solar de Pernambuco está aberta à visitação

A unidade é responsável por até 30% do consumo pela Itaipava Arena Pernambuco

Do JC Online

 / Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A Celpe anunciou, na última terça-feira (27), que a Usina Solar São Lourenço da Mata, a primeira no gênero em Pernambuco, está aberta para visitação. A unidade é responsável pelo abastecimento de 30% da Itaipava Arena Pernambuco. Para aprimorar a visita, o Centro de Visitação foi instalado em meio aos 3.652 painéis solares fotovoltaicos. A unidade possui potência instalada de 1 megawatt pico (MWp), capacidade suficiente para gerar 1.500 MWh por ano, o que equivale ao consumo de seis mil habitantes.

O Centro de Visitação está inserido no  Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e foi criado para funcionar em paralelo com o Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) “Arranjos Técnicos e Comerciais para Inserção da Geração Solar Fotovoltaica na Matriz Energética Brasileira”, da Aneel. Além da usina, o P&D contempla outros investimentos que totalizam R$ 24,5 milhões.

Toda a estrutura para a produção de energia faz parte do roteiro de visitação. A maior atração do local é o pátio com as milhares de placas fotovoltaicas, mas há também a estação meteorológica. Esse equipamento é utilizado para monitorar as condições climáticas locais, disponibilizando dados importantes no âmbito de pesquisas e estudos em energia solar. Os visitantes ainda terão a oportunidade de participar de palestras sobre o uso seguro e eficiente da energia elétrica.

Os grupos interessados em visitar a Usina Solar São Lourenço da Mata devem entrar em contato para agendar a visitação por meio do telefone 3035-8989. As visitas guiadas são realizadas de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h, de forma gratuita.

Grupo Novartis amplia área da fábrica que está sendo construída em Jaboatão

Rochelli Dantas – Diario de Pernambuco
Em 2013, Novartis adquiriu um terreno vizinho de 13 hectares e, agora, outra área de quatro hectares está sendo alugada (Novartis/Divulgação)

Em 2013, Novartis adquiriu um terreno vizinho de 13 hectares e, agora, outra área de quatro hectares está sendo alugada

O projeto da fábrica da Novartis, empresa do setor de medicamentos que está se instalando em Jaboatão dos Guararapes, passa por uma nova expansão, a segunda desde a ida do projeto para o município. O lote inicial tinha uma área de quatro hectares. No ano passado, o grupo adquiriu um terreno vizinho de 13 hectares e, agora, outra área de quatro hectares está sendo alugada. Com isso, o terreno totalizará 21 hectares.
A multinacional não informou em quanto a nova aquisição irá impactar no valor do novo investimento, que estava estimado em R$ 1 bilhão. A expansão também não altera o cronograma formalizado anteriormente com o governo de Pernambuco. De acordo com o diretor da fábrica, Markus Schneider, após uma intensa fase de qualificação de todos os equipamentos, a transferência da tecnologia da planta acontecerá em 2016 e a produção será iniciada no primeiro semestre de 2017.

“Em função da aprovação formal da Anvisa, a operação comercial está prevista para o final de 2018”, explicou Schneider. Quando estiver em operação, a fábrica irá gerar 120 empregos diretos. As mudanças do projeto pernambucano não param por aí. Com a troca de ativos realizada entre a Novartis e a GSK, na semana passada, envolvendo a divisão de Vacinas, a farmacêutica suíça não irá mais produzir em Pernambuco vacinas no combate à meningite B, como previsto inicialmente.

“A Novartis decidiu manter a fábrica de biotecnologia no grupo, reforçando o compromisso da empresa no Brasil. Porém, a empresa está definindo quais serão as decisões estratégicas sobre o futuro da produção em Pernambuco”, informou a empresa por meio de nota enviada ao Diario.
O projeto pernambucano foi anunciado em 2007. Em setembro de 2009, a empresa lançou a pedra fundamental do empreendimento em um terreno localizado no Polo Farmacoquímico, em Goiana, Zona da Mata Norte do estado. Mas após análises, a empresa suíça considerou que o solo e a distância dos polos de exportação do produto (portos e aeroportos) não eram ideais e optou pela transferência do empreendimento para Jaboatão dos Guararapes.

A construção segue em ritmo avançado. A unidade está sendo construída em blocos, que estão sendo fabricados nos Estados Unidos e chegarão ao estado em contêineres. A previsão é de que os primeiros módulos cheguem em agosto.

Entreposto da Zona Franca de Manaus em Pernambuco inicia operação por Suape

Diario de Pernambuco – Diários Associados

O Porto de Suape realizou sua primeira operação para o Entreposto da Zona Franca de Manaus (EZFM) em Pernambuco, que começou a funcionar na semana passada no município de Ipojuca. A carga de contêiner foi recebida pela empresa responsável pelo entreposto, a Bertolini Armazéns Gerais, instalada a dez quilômetros do Complexo de Suape. A mercadoria será distribuída em toda a Região Nordeste.

Com o EZFM no Estado, o porto deve movimentar 250 contêineres a mais por mês. A média atual é de 21,5 mil contêineres a cada 30 dias. Em 2013, o Porto de Suape movimentou 395.636 TEUs (unidade de medida de contêiner de 20 pés). O EZFM em Pernambuco é o primeiro no Nordeste e o terceiro em operação no Brasil, juntando-se ao de Uberlândia, em Minas Gerais, e ao de Resende, no Rio de Janeiro.

O entreposto pernambucano tem autorização para funcionar devido a um protocolo celebrado entre o governo local e o do Amazonas que isenta por 180 dias a cobrança do ICMS sobre os produtos fabricados na Zona França de Manaus (ZFM) e enviados para Ipojuca. Caso a venda ao atacado ou varejo não aconteça no prazo estipulado, o imposto será recolhido em favor do Amazonas. Na ZFM são fabricados televisores, tablets, notebooks, celulares, aparelhos de ar-condicionado, videogames, motocicletas, concentrados para refrigerantes, entre outros.

O transporte de cargas da Zona Franca de Manaus para Suape e o estoque no EZFM em Ipojuca, sem cobrança imediata de ICMS, permitirão que a oferta de produtos aos consumidores nordestinos ocorra de forma mais rápida.  Estimativas da Secretaria da Fazenda do Amazonas apontam redução de tempo de duas semanas para dois dias.

As mercadorias poderão ser estocadas no entreposto de Ipojuca, cuja área de 55 mil metros quadrados contempla 26 mil metros quadrados só de armazém, com capacidade máxima de 37 mil posições de pallets, além de 92 docas para recepção e expedição de cargas. “Já investimentos R$ 1,8 milhão para iniciar a operação do entreposto, que hoje conta com 13 colaboradores”, disse o diretor executivo da Bertolini Armazéns Gerais, Osvaldo Moz.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Márcio Stefanni Monteiro, o EZFM no Estado é estratégico porque Suape fica a um raio de 800 quilômetros de sete capitais nordestinas, que compreendem 90% do Produto Interno Bruto do Nordeste (PIB). “Num raio de 300 quilômetros, Suape atinge quatro capitais (Recife, João Pessoa, Maceió e Natal), o que significa um mercado consumidor de 12 milhões de pessoas que somam mais de 35% do PIB do Nordeste”, complementou.

Massas pernambucanas premium serão distribuídas para todo o Nordeste

Jorge Reis acredita que Pernambuco continuará crescendo mais que o Brasil (Áquila/Reprodução)A fábrica pernambucana Unitá, responsável pelas marcas Cadoro di Venezia e Vòglia (ambas de massas premium) começará a distribuir seus produtos em todo o Nordeste a partir do próximo mês. A expansão das operações da fábrica, que teve sua planta ampliada em 50% no primeiro trimestre deste ano, deve-se a mudança recente de gestão, uma vez que a empresa – originalmente familiar – foi comprada pelo braço pernambucano de um grupo paulista de investimentos.Com sede em São Paulo e escritórios do Rio de Janeiro, a Unitá é o primeiro grande passo da Áquila, que atua na administração de fundos diversos, na região Nordeste.

“Já temos um escritório no Recife há dois anos e, como o estado vem crescendo mais que o Brasil há um bom tempo, percebemos que seria o local ideial para um investimento de maior porte. Como queríamos entrar no setor de alimentação, a Unitá, que faz massas artesanais de nível internacional, foi a escolha perfeita. Acreditamos que o boom de Pernambucano ainda durará por mais uma década e queremos participar disso”, explica Jorge Reis, diretor da Áquila no estado.

Massa Cadoro Di Venezia é fabricada artesanalmente e tem qualidade internacional (Únita/Divulgação)Segundo ele, com a expansão de produção da fábrica, eles estão preparados para levar as duas marcas para todos os estados da região. “A qualidade das massas, que são produzidos a partir de receitas familiares, é imbatível. Simplesmente não temos concorrentes à altura. Já testamos no mercado e tivemos uma ótima resposta. Atualmente, estamos fechando com distribuidores de Sergipe, Bahia, Maranhão e Píaiu e até o mês de agosto queremos levar os produtos também para a Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará”, completa.

Jorge Reis ressalta, contudo, que para expandir a produção, a Àquila também está investindo em novas tecnologias para a fábrica. “Muita coisa estava obsoleta”, detalha. A logística também é um problema para o empresário. “Uma dificuldade hoje no Nordeste é que não existe qualidade nas estradas e nem investimentos em transporte ferroviário. Isso acaba provocando uma perda de competitividade, principalmente para quem quer distribuir dentro da região”, completa.

Ele enfatiza ainda que, apesar dos obstáculos, Pernambuco têm chamado tanta atenção do grupo que até o final deste semestre a Áquila deverá lançar um fundo imobiliário especificamente para o mercado local. “Existe demanda”, finaliza. Atualmente, a empresa prioriza os segmentos de cosméticos, alimentos e soluções ambientais. Em 2013, o grupo fechou um ano com um patrimônio de R$ 1,5 bilhão sob sua gestão.