Expansão de aeroportos e infraestrutura alcançam números recordes no País

Legado

No começo de 2011, maiores aeroportos podiam receber 215 milhões de viajantes. Agora, capacidade é de 285 milhões de pessoas por ano
por Portal Brasil

Novo aeroporto de Natal, RN

Os principais aeroportos do Brasil chegam ao mês da Copa do Mundo com um salto sem precedentes na sua capacidade. Em três anos e meio, os terminais que atendem as capitais tornaram-se capazes de acomodar por ano mais 70 milhões de passageiros – o equivalente a seis vezes a população de São Paulo, maior cidade do País.

No começo de 2011, os maiores aeroportos brasileiros podiam receber 215 milhões de viajantes. Agora, a capacidade é de 285 milhões de pessoas por ano. No fim de 2014, com a finalização do novo aeroporto de Viracopos, ela será de 295 milhões de passageiros por ano.

A expansão se deu graças aos R$ 11,3 bilhões investidos nos últimos três anos e meio, tanto na rede operada pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) quanto nos quatro aeroportos concedidos à inciativa privada. A mudança foi mais acelerada nestes últimos: somente entre 2012 e 2014, eles tiveram sua capacidade ampliada em 57%. Até o final deste ano, a expansão terá sido de 76%.

Esta é a principal injeção de recursos que os aeroportos brasileiros já receberam em um curto período de tempo. Ela atende à forte expansão na demanda no país na última década, quando o uso do avião quase triplicou.

“Já podemos perceber nitidamente que o transporte aéreo brasileiro entrou em outro patamar. Os investimentos feitos pelo governo federal, além da iniciativa de conceder aeroportos para administração privada, colocaram-nos de vez no século 21”, afirmou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco. “A tendência é que cresçamos cada vez mais, trazendo conforto, modernidade e segurança para passageiros brasileiros e estrangeiros”, acrescentou.

Melhorias para Copa do Mundo

O projeto para a Copa incluiu concessões de seis aeroportos: Brasília (DF), Campinas (SP), Guarulhos (SP), São Gonçalo do Amarante (RN), Galeão (RJ) e Confins (MG). Além disso, investimentos de R$ 6,28 bi para melhoria da infraestrutura aeroportuária em terminais de passageiros, pistas e pátios, e adequações operacionais. Os 21 empreendimentos de reforma e construção de terminais de passageiros aumentarão em 81% a capacidade de recepção de passageiros nos aeroportos da Copa.

A capacidade de atender turistas brasileiros e estrangeiros já é, hoje, maior do que o necessário. Durante os 45 dias que marcam o evento esportivo no Brasil, os aeroportos das cidades-sede terão aumento de 209% no número de funcionários públicos responsáveis pela segurança nos terminais, como os agentes da Polícia Federal e da Receita Federal.

Passagens aéreas

O governo criou um comitê interministerial para discutir e fiscalizar preços, tarifas e a qualidade dos serviços durante a Copa. Em caso de preços abusivos, os órgãos de defesa do consumidor podem agir. Sobre os hotéis, o Ministério do Turismo criou um site sobre hospitalidade para divulgar opções de hospedagens alternativas. Quanto às passagens, a Anac aumentou a malha aérea para estimular a diminuição dos preços.

Quanto à quantidade de voos e demanda, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou um aumento de 1.973 novos voos entre 6 de junho e 20 de julho, com objetivo de reforçar a malha aérea e diminuir os preços das passagens durante a Copa do Mundo.

Inovações tecnológicas

Rotas mais diretas, redução no tempo de voo, menos poluição no meio ambiente, diminuição do ruído e economia de combustível são alguns dos benefícios que novas tecnologias passarão a implementar na infraestrutura aeroportuária brasileira. A otimização do uso do espaço aéreo já é realidade no Brasil por meio de novos sistemas de navegação que vão permitir a capacitação de recursos humanos nos aeroportos, bem como promover a evolução do Sistema de gerenciamento de tráfego aéreo.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) é uma organização subordinada ao Ministério da Defesa e sob Comando da Aeronáutica que é responsável pelo controle estratégico do espaço aéreo brasileiro. Todos os serviços que demandam alto grau de tecnologia, mão-de-obra, pesquisa e planejamento especializados, relacionados ao controle do nosso espaço aéreo, são prestados pelo Decea.

O Programa Sirius Brasil é uma dessas tecnologias e trata-se de um conjunto de empreendimentos que tem modernizado o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab). O Sirius é um programa voltado a modernização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro nas seguintes vertentes:  segurança operacional, gerenciamento de tráfego aéreo, comunicação aeronáutica, vigilância aérea, navegação aérea, meteorologia aeronáutica, gerenciamento de informações aeronáuticas, busca e salvamento e recursos humanos.

A implementação de alguns sistemas previstos nestes empreendimentos viabilizam, dentre outros recursos,  a redução de custo operacional no transporte Aéreo, como por exemplo: RNP AR (procedimento de aproximação para pouso baseado em satélites que torna o voo muito mais preciso e proporciona uma descida em velocidade contínua) ou o ADS-B na Bacia de Campos, ferramenta análoga ao radar, porém de custo muito menor e que pode ser instalada em plataformas de petróleo para monitorar voos de helicópteros.

Com a adoção dos recursos de alta tecnologia e das inovações do Programa Sirius Brasil, afinado ao Conceito Operacional ATM (Gerenciamento de Tráfego Aéreo), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) faz com que o Brasil figure no seleto grupo de países que operam as mais modernas tecnologias de navegação aérea.

Novas regras para acessibilidade

No último dia 16 de abril, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) lançou novas regras de acesso ao transporte aéreo de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (Pnae). Uma das principais mudanças é transferir das companhias para o operador aeroportuário a responsabilidade pelo fornecimento de mecanismos adequados para o embarque ou desembarque de passageiros. O procedimento pode ser feito com equipamento de subida ou descida por rampa, quando é o caso de passageiros que necessitem de macas ou cadeiras de rodas.

Dados

De 2011 até o momento, foi construído 1,4 milhão de metros quadrados de novos pátios, o equivalente a 167 campos de futebol como o Maracanã. Além disso, foram criadas 270 vagas de estacionamento para aeronaves comerciais tipo Boeing-737, que têm capacidade para cerca de 200 pessoas.

Os principais aeroportos do País também receberam 65 novas pontes de embarque, o que representa 39% a mais. Outras 34 serão entregues até o fim deste ano.

A área de terminais de passageiros nos aeródromos brasileiros passou de 1,1 milhão de metros quadrados para 1,5 milhão de metros quadrados. No fim de 2014, serão 47% de expansão, já que a área total será de mais de 1,7 milhão de metros quadrados.

Veja as principais melhorias em alguns aeroportos do País:

 

Galeão  (RJ)

O Aeroporto Internacional Tom Jobim chegou ao mês da Copa com capacidade de atender 30,8 milhões de passageiros por ano. Trata-se de um salto de 77% em relação aos 17,4 milhões de passageiros que o Galeão comportava antes da reforma no Terminal-2. A renovação acrescentou 13 mil metros quadrados ao terminal de passageiros, que ganhou duas novas ilhas de check-in, com 32 balcões de atendimento, e um novo sistema de esteiras de bagagem. Foram instalados novos pórticos de raio-X e banheiros foram reformados. Até o final do ano, mais 35 mil metros quadrados de terminal serão entregues.

 

Brasília (DF)

O terminal principal do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ganhou duas novas alas e 16 novas pontes de embarque. O conjunto de obras aumentou a capacidade do aeroporto de 16 milhões para 25 milhões de pessoas por ano – uma expansão de 56%. Com a construção dos píeres Sul e Norte, as novas alas de embarque e desembarque doméstico e internacional, a área destinada aos passageiros no JK passou de 80 mil para 120 mil metros quadrados. O pátio de aeronaves, outro elemento crítico para a ampliação da capacidade de um aeroporto, cresceu mais de duas vezes e meia. O número de vagas para automóveis mais do que dobrou com a inauguração de um segundo estacionamento.

 

Porto Alegre  (RS)

O Aeroporto Internacional Salgado Filho ganhou quatro novas pontes de embarque e uma reforma que ampliou sua capacidade em quase um terço. Em junho de 2014, o aeroporto da capital gaúcha podia atender até 15,3 milhões de passageiros por ano, contra 11,8 milhões em janeiro de 2011.

 

Confins (MG)

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves triplicou nos últimos três anos e meio sua área de estacionamento de aeronaves. As obras no aeroporto, ainda em curso, já elevaram sua capacidade em 67% – de 10,2 milhões para 17,1 milhões de passageiros por ano.

 

Manaus (AM)

 O aeroporto Eduardo Gomes teve uma expansão de 110% em sua capacidade de receber passageiros. Nos últimos três anos e meio, ela subiu de 6,4 milhões de pessoas por ano para 13,5 milhões. A área disponível aos passageiros cresceu 65%, e o número de vagas de estacionamento saltou de 770 para 1.160.

 

Guarulhos (SP)

O maior aeroporto do País ganhou um novo terminal de passageiros, o terminal 3, cuja área equivale à dos três outros terminais somados. A área para passageiros em Cumbica dobrou, de 191 mil para 387 mil metros quadrados; 20 novas pontes de embarque foram construídas e o pátio de aeronaves cresceu de forma a acomodar mais 47 aviões tipo Boeing-737. A capacidade de passageiros por ano cresceu 68%, de 25 milhões para 42 milhões.

 

Fontes: AnacInfraero

Estudo pode viabilizar aeroporto no Pecém

O Governo do Estado do Ceará está realizando um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), através da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), para a construção do novo aeroporto de cargas e passageiros nas proximidades do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no município de São Gonçalo do Amarante.

A proposta inicial, que vem desde o primeiro mandato do governador Cid Gomes, previa a construção de um terminal exclusivo para cargas na região. No entanto, os primeiros relatórios dos estudos de viabilidade apontaram para a revisão desse planejamento. A ideia que prevalece agora é acrescentar um terminal de passageiros no equipamento. O trabalho é realizado em parceria com a United States Trade and Development Agency (UST DA) – sigla que, em inglês, significa Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento – e a pernambucana Projetec, contratadas pelo Governo por meio da Agência de Desenvolvimento do Ceará, Adece.

Além dos estudos, a USTDA está empenhada em atrair investidores para o projeto. Segundo o Secretário de Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele, ainda não está definida qual será a participação do Estado do Ceará na construção do novo aeroporto. Os resultados do estudo deverão apontar os possíveis encaminhamentos – que vão desde um empreendimento exclusivamente público ou a estruturação de uma parceria público-privada (PPP) envolvendo a construção e operação do novo terminal.

A ideia inicial de um aeroporto exclusivamente de cargas foi afastada pelos estudos iniciais de viabilidade, uma vez que parte considerável da carga embarcada é despachada em aeronaves de passageiros. Além disso, a frequência dos voos de passageiros se adéqua mais a certos perfis de cargas como, por exemplo, o embarque de flores. Os estudos de viabilidade consideram ainda, do ponto de vista de mercado, a presença futura dos aeroportos de cargas do Rio Grande do Norte e de Pernambuco.

A previsão é que o estudo final do empreendimento deverá ser concluído ainda este ano. O valor estimado do novo aeroporto terá um primeiro referencial após a conclusão dos estudos técnicos, que vão apontar também sua viabilidade.

Do Jornal Grande Porto.

Começa cobrança de pedágio no Complexo Viário de Suape

Valor será de R$ 5,60 para veículos de passeio e de R$ 2,80 para motos. Caminhões com reboque e nove eixos pagarão o preço mais alto, de R$ 50,40. Concessão à Rota do Atlântico é de 35 anos

Diario de Pernambuco – Diários Associados

Devem circular 15 mil quilômetros por dia na rodovia / Foto: CRA/Divulgação
Devem circular 15 mil quilômetros por dia na rodovia / Foto: CRA/Divulgação

Começa neste sábado a cobrança de pedágio no Complexo Viário de Suape, entre os municípios do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca. Denominada de Rota do Atlântico, o trecho sujeito à cobrança é um novo acesso ao distrito industrial e às praias do Litoral Sul (Porto de Galinhas, Muro Alto, Cupe e Maracaípe, entre outras).

A tarifa básica cobrada será de R$ 5,60, para veículos de passeio e por trecho para veículos de grande porte. Motos pagam metade do valor. O preço mais alto será cobrado dos caminhões com reboque e nove eixos (R$ 50,40). Os valores serão os mesmos tanto nos dias úteis quanto nos fins de semana. O pagamento para quem pegar a nova rota será cobrado de forma unidirecional. Ou seja, apenas uma vez, somente ao entrar no sistema.

Administrada pela concessionária Rota do Atlântico (CRA) – formada pela Odebrecht Transport (OTP) e pela Investimentos e Participações em Infraestrutura (Invepar) – devem circular pela rodovia cerca de 15 mil carros por dia.

Prevista para começar no dia 28 de dezembro, a cobrança foi adiada para o dia 4 de janeiro porque a Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) emitiu apenas no dia 27 de dezembro as licenças de operação do complexo de 4 quilômetros, com cinco viadutos e 14 alças de acesso próximo ao Hospital Dom Helder e do chamado Contorno do Cabo, com cerca de 8 quilômetros de extensão.

Como recebeu a autorização para operar os novos trechos, a Concessionária Rota do Atlântico (CRA) resolveu iniciar a cobrança em conjunto com os outros 13,6 quilômetros já autorizados.

Desde outubro, duas partes da Via Expressa já funcionavam no sistema “soft open”. Um delas tem 9 quilômetros de extensão e vai do entroncamento da nova rodovia PE-009 com a PE-028, até a rotatória conhecida como Curva do Boi – já dentro de Suape. O outro trecho liberado, com 4,6 quilômetros, é a VPE-052, entre a PE-60 e a Avenida Portuária.

Até o final de janeiro, serão inaugurados outros 5,5 quilômetros da rodovia, ligando Suape à PE-038, no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca. Segundo a CRA, na comparação com o percurso feito pela PE-060, o trajeto para as praias será reduzido em 8,4 quilômetros. Haverá uma economia de 30% no percurso e de 20 minutos no tempo gasto.

A conta considera a velocidade permitida de 100 Km/h. Até o fim do primeiro semestre de 2014 deve ficar pronto o acesso à Ilha de Cocaia, com cerca de 13 quilômetros. Esta será a ligação para o polo naval de Suape. No total, a concessão – que vai durar 35 anos e tem previsão de investimentos privados de cerca de R$ 450 milhões – terá cinco praças de pedágio. Quem for para o Litoral Sul e não quiser saber de pedágio, deve continuar usando a PE-060.

Corredores da RMR não ficam prontos a tempo

 

Obras do corredor Leste/Oeste no Recife - Foto: Nando Chiappetta

Obras do corredor Leste/Oeste no Recife – Foto: Nando Chiappetta

O ano de 2013 era para ser acelerado em relação às obras de mobilidade em Pernambuco. A ideia era fazer acontecer neste ano, o que não foi possível em 2012. Mesmo com a entrega dos viadutos dos Bultrins e Ouro Preto, em Olinda, que compõem o corredor Norte/Sul, ainda não foi bastante para entrar em 2014 sem pressa. Agora o tempo é quase nenhum.

O otimismo da Secretaria das Cidades em relação à entrega dos dois corredores (Norte/Sul e Leste/Oeste), em março de 2014, não encontra eco no ritmo das obras. A essa altura, no entanto, a pressa pode comprometer a qualidade das obras que têm objetivos muito além da Copa do Mundo. A Secretaria de Planejamento já trabalha com o plano B, que significa deixar os corredores em condições de trafegabilidade, mesmo que algumas obras sejam entregues ao longo de 2014.

Entre os projetos que estavam previstos, alguns não tiveram as obras iniciadas ou ainda estão em fase primária. É o caso de algumas obras do corredor Leste/Oeste, projeto mais diretamente ligado à Copa. O túnel da Abolição, por exemplo, que tinha previsão de ficar pronto em 10 meses, não deve ser entregue em março. “Mesmo o túnel sendo entregue depois, o corredor vai poder passar por cima”, explicou o secretário de Planejamento, Fred Amâncio.

Já no município de Camaragibe, uma alternativa de mobilidade para a demanda não se concentrar no Terminal Cosme e Damião – que já provou na Copa das Confederações, neste ano, que não suporta tamanha demanda -, não tem nem sinal de obra. Ou melhor tem no que se refere à demolição de imóveis desapropriados. Na Avenida Belmino Gouveia, houve alteração no projeto que prevê duas estações no centro da via e outras quatro, sendo duas por sentido, nas calçadas. A mudança foi para evitar mais desapropriações.

Obras corredor Norte/Sul - Ttrecho de Olinda - Foto: Nando Chiappetta

Obras corredor Norte/Sul – Ttrecho de Olinda – Foto: Nando Chiappetta

Em agosto, o secretário das Cidades, Danilo Cabral, acreditava que as obras das estações no município seriam iniciadas em setembro. Passados quatro meses, nem sinal das estações. Agora a previsão é iniciar as obras em janeiro.

Situação complicada também no terminal integrado de Camaragibe, que previa expansão para receber os ônibus do BRT. O único indício é um terreno ao lado do terminal com casas demolidas. Mas não é só isso, o ramal da Copa, que ligará o terminal de Camaragibe ao Terminal Cosme e Damião, também está na fase de derrubada de imóveis. “Apesar de ser um ramal curto, há muitas desapropriações a serem feitas”, explicou Fred Amâncio.

Uma das estações do BRT em Obras - Foto - Nando Chiappetta

Uma das estações do BRT em Obras – Foto – Nando Chiappetta

Norte/Sul
No caso do corredor Norte/Sul, os terminais de integração Pelópidas da Silveira, PE-15 e o de Igarassu, que previam obras de expansão, depois reduzidas à adaptação para receber os ônibus no modelo BRT (Bus Rapid Transit), sequer foram iniciadas. “A ideia, por conta do prazo, é fazer uma adaptação nesses terminais e, posteriormente, fazer a obra de expansão”, revelou Fred Amâncio.

No Norte/Sul, o avanço maior é ao longo da PE-15, onde todas as estações foram iniciadas e a maioria se encontra com cobertura e vidro. No trecho entre Igarassu e Abreu e Lima, há um intervalo de 7 km e apenas duas estações, cujas obras estão no início. Os trechos entre Paulista e Olinda são os mais adiantados. No Recife, onde estão previstas 13 estações, o nível das obras ainda é lento.

No Centro da cidade, as obras das estações sequer chegaram na fase do alicerce. Já o ramal da Agamenon Magalhães, que estava com a obra prevista para ser iniciada em dezembro, não tem mais prazo definido. “Não podemos iniciar uma obra na Agamenon sem ter todos os projetos aprovados e estamos aguardando alguns na área ambiental para dar início às obras”, afirmou o governador Eduardo Campos. Ainda segundo o governador, as obras dos corredores serão entregues em 2014. “Nosso compromisso é 2014 e os corredores serão entregues no prazo e com excelência”.

Saiba mais

Obras do Corredor Leste/Oeste

Terminais do Leste/Oeste

Terminal de Camaragibe – expansão não iniciada
Terminal da Caxangá – em operação
Terminal da 4ª Perimetral – em obras
Terminal da 3º Perimetral – em obras

Estações do Corredor Leste/Oeste:

1. Estação do Derby – em obras
2. Estação Benfica – Obra não iniciadas
3. Estação/Abolição – em acabamento
4. Estação/Farmácia em acabamento
5. Estação/FM Veículos – em acabamento
6. Estação/Hospital Getulio Vargas – em acabamento
7. Estação/China in Box – em acabemento
8. Estação/Renault – em acabamento
9. Estação/Big Ben – em acabamento
10. Estação/Caxangá Veículos – em acabamento
11. Estação/Italiana – em acabamento
12. Estação/Golf – em acabamento
13. Estação/Terminal Caxangá – em acabamento
14. Estação/Joaquim Ribeiro.3 – em acabamento
15. Estação/Joaquim Ribeiro.2 – em acabamento
16. Estação/Joaquim Ribeiro.1 – em acabamento
17. Estação/Belmino Correia.5 – não iniciada
18. Estação/Belmino Correia.4 – não iniciada
19. Estação/Belmino Correia.3 – não iniciada
20. Estação/Belmino Correia.2 – não iniciada
21. Estação/Belmino Correia.1 – não iniciada

Obras do corredor Norte/Sul 

Terminais do Norte/Sul
Terminal de Igarassu – Obra não iniciada
Terminal Pelópidas Silveira – Obra não iniciada
Terminal da PE-15 – Obra não iniciada

Estações do Corredor Norte/Sul

Igarassu (1 estação)
Estação em Cruz de Rebouças (obra iniciada)

Abreu e Lima (1 estação)
Estação no centro de Abreu e Lima (não iniciada)

Paulista (4 estações)
Estação José Alencar (em obras)
Estação Escadaria (em obras)
Estação Hospital Central (em acabamento)
Estação BR-101 (em obras)

Olinda (13 estações)
Estação Taguari (em acabamento)
Estação Tabajara (em acabamento)
Estação Jupirá (em obras)
Estação Escola Guedes Alcoforado (em obras)
Estação Praça da Cohab (em obras)
Estação Peixe Agulha (em obras)
Estação Bultrins (em obras)
Estação Quartel (em obras)
Estação Atacadão (em obras)
Estação Kenedy (em obras)
Estação Duarte Coelho (em obras)
Estação Sobradinho (em obras)
Estação Centro de Convenções (em obras)

Recife (13 estações):
Avenida Cruz Cabugá (6 estações)
1- Em frente ao terreno da Marinha (em obras)
2- Em frente à Praça Onze de Junho (não iniciada)
3- Em frente à Praça Gen Abreu e Lima (em obras)
4- Em frente à Rua Arthur Coutinho (não iniciada)
5- Em frente à Assembleia de Deus (não iniciada)
6- Em frente ao Parque 13 de maio (em obras)

Centro do Recife (7 estações)
1 – Em frente ao prédio do Ministério da Justiça (não iniciada)
2- Em frente ao Tribunal Regional da 6ª Região (não iniciada)
3 – Em frente à Rua da União (em obras)
4- Em frente ao Edifício JK (em obras)
5- Em frente ao AIP (em obras)
6- Na Avenida Martins de Barros (em obras)
7- Na Avenida Guararapes (em obras)

Fonte: Secretaria das Cidades / FOLHA DE PE

Empresa adota plano para que profissional deixe o carro em casa

FELIPE GUTIERREZ

DE SÃO PAULO

Empresas de São Paulo começam a pensar em como fazer para que os seus funcionários cheguem mais rápido ao escritório -preferencialmente, deixando o carro na garagem de casa.

Para isso, algumas delas instituíram um “coordenador de mobilidade”, que analisa qual é a melhor forma de os membros da equipe fazerem o caminho até o trabalho.

No Brasil, os moradores da Grande São Paulo são os que mais demoram para chegar à empresa. Gasta-se, em média, 42,8 minutos nesse trajeto. É um dos mais altos índices do mundo, de acordo com uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) publicada neste ano. No Rio, a média é um pouco menor: 42,6 minutos. Em Porto Alegre, são 27,7 minutos; em Xangai, mais de 50.

O Banco Mundial está implementando um projeto-piloto em São Paulo e na Cidade do México para que as empresas passem a interferir mais no deslocamento de seus funcionários até o trabalho. “A meta é reduzir o número de pessoas dirigindo sozinhas”, afirma Andréa Leal, da unidade de desenvolvimento sustentável da instituição.

Ze Carlos Barretta/Folhapress
Suzana Cardozo, do Hotel Hilton, desenvolve plano de mobilidade para os funcionários que começam na empresa
Suzana Cardozo, do Hotel Hilton, desenvolve plano de mobilidade para os funcionários que começam na empresa

O projeto propõe uma série de medidas a companhias com escritórios em dois conjuntos comerciais em São Paulo, o WTC (World Trade Center) e o Cenu (Centro Empresarial Nações Unidas).

Leal conta que 80 estabelecimentos com escritórios nesses conjuntos foram convidados a participar de palestras, e 20 aderiram.

Uma das sugestões é trocar o subsídio ao estacionamento por outro tipo de benefício -pagar uma mensalidade de academia, por exemplo.

O Banco Mundial também pede que as empresas adotem soluções de caronas -a sugestão é entrar no Caronetas, um site que permite aos funcionários das empresas cadastradas descobrir quem são os colegas que moram perto e, assim, dividir carros e custos.

Também há medidas que interferem na forma de organizar o trabalho, com o objetivo de reduzir deslocamentos. Uma delas é que cada pessoa trabalhe de casa uma vez a cada 15 dias, pelo menos. Outra estratégia é adotar a chamada semana comprimida, ou seja, elevar a carga horária do funcionário em determinados dias da semana para que ele ganhe uma folga em outro.

O hotel Hilton, um dos que aderiram ao projeto, iniciou um plano de mobilidade para os novos funcionários, conta Suzana Cardoso, 32, a gerente de marketing da empresa.

A equipe de Cardoso é responsável por um estudo que oferece dicas sobre os melhores trajetos utilizando o transporte público, explicações de como funciona o Caronetas e outras sugestões.

Os funcionários que recebem o plano ficam “aliviados”, ela diz. “Há uma insegurança ao entrar em um novo trabalho e a questão de como chegar contribui para isso. Apresentamos os dados de uma maneira simples e em um lugar só, e eles agradecem bastante.”

Uma das dicas é o contato dos Bike Anjos, uma ONG que auxilia interessados em fazer o trajeto pedalando – eles dão palestras sobre como enfrentar o tráfego em grandes cidades e também acompanham, individualmente, pessoas que têm receio de utilizar a bicicleta como meio de transporte.

Não é o caso do arquiteto de solução Igor Osch Simões, 32, que trabalha nas imediações da avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini, na zona sul de São Paulo, onde a mensalidade de um estacionamento custa cerca de R$ 500.

Há dois anos, ele faz o caminho de casa para o trabalho pedalando. O trajeto é de até 12 quilômetros, dependendo da rota escolhida.

“Acham que sou ‘anormal’ por me propor a andar de bicicleta, mas muita gente quer saber como é, como faço”, afirma.

HORA DO BANHO

Simões conta que tenta convencer os colegas a usar a bicicleta para ir trabalhar, mas não consegue. A maior resistência, ele diz, é pela falta de chuveiros -mais ainda do que o medo de acidentes.

“Todo mundo sabe que [a empresa] não tem um bom vestiário, com chuveiro. Eu explico que trago a camisa dobrada.”

A empresa de Simões, a Compuware, aderiu ao programa do Banco Mundial.

As impressões dele batem com os dados da organização. Leal destaca que uma pesquisa apontou que 20% dos funcionários do conjunto iriam de bicicleta caso houvesse infraestrutura para isso. As empresas estão estudando como melhorar os vestiários.

OS PORQUÊS

Para implementar o programa, o Banco Mundial chamou o consultor norte-americano Peter Valk, especialista em gestão de demanda por viagens.

Ze Carlos Barretta/Folhapress
Igor Osch Simões pedala até o trabalho e tenta convencer os colegas a fazer o mesmo, mas não consegue
Igor Osch Simões pedala até o trabalho e tenta convencer os colegas a fazer o mesmo, mas não consegue

Ele explica que, nos EUA, há cidades que obrigam os empregadores a ter um plano de mobilidade para os funcionários.

Para ele, as companhias também se beneficiam desses planos. Valk aponta que, se quiserem manter os bons funcionários, as empresas precisam “agradá-los”, e essa é uma maneira de fazer isso. Há ainda redução de custos com estacionamentos.

Outro motivo que faz com que o empregador se preocupe com a viagem do funcionário é a produtividade, diz Felipe Moura Xavier, 26, dono de uma cantina de comida italiana em Itapecerica da Serra e de uma escola de inglês em Cotia, ambas na Grande São Paulo.

Ele afirma ter usado o site de recrutamento TrabalhandoPerto.com para contratar um barman, um garçom e um professor que moram a, no máximo, 10 quilômetros dos estabelecimentos.

O site cruza dados de empregadores e candidatos que estão próximos. “A justificativa para atrasos era quase sempre o trânsito. E, se tem um acidente [no caminho], eles perdem metade do dia de trabalho”, afirma Xavier.

Audiência Pública sobre o Arco Viário da RMR

de Fernando Castilho

A Agência Estadual de Meo Ambiente (CPRH) realizará duas audiências públicas sobre o projeto de implantação do arco viário da Região Metropolitana do Recife. A primeira será na próxima terça-feira (26) às 09h30, no Ginásio Poliesportivo Jota Raposo, na cidade de Igarassu. Já a segunda será na quinta-feira (28), também às 09h30, no município de Moreno, no antigo Clube Societe, no centro da cidade.

O Arco Viário da RMR prevê a construção de 77,31 km de estradas, percorrendo terras dos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, São Lourenço da Mata, Paudalho, Abreu e Lima e Igarassu. O empreendimento visa à mobilidade e segurança nos deslocamentos entre os polos de desenvolvimento Norte e Sul do estado.

JC NEGÓCIOS

Saiba mais:

Inaugurados viaduto e trecho de corredor

Com a entrega da via, tempo das viagens feitas pelos ônibus deve diminuir

Com informações de WELLINGTON SILVA, da Folha de Pernambuco

O corredor exclusivo para o transporte coletivo entre o Terminal Integrado de Igarassu e o Terminal Integrado Pelópidas Silveira, em Paulista, começa a funcionar nesta sexta-feira (08). Pelo trecho liberado irá circular 17 linhas de ônibus que voltam a ter ponto de embarque e desembarque no canteiro central, deixando de disputar espaço com os demais veículos no tráfego misto.

Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

Viaduto vai beneficiar cerca de quatro mil veículos

Com a entrega deste trecho, que tem 13 quilômetros de extensão, a expectativa é que o tempo das viagens feitas pelo ônibus diminua. A liberação do viaduto Bajado, nos Bultrins, feita nesta quinta-feira (07) pelo governador Eduardo Campos, também deverá influenciar nesse impacto. O elevado vai beneficiar cerca de quatro mil veículos que trafegam pela área diariamente no sentido Recife/Paulista. Para o governador Eduardo Campos, o tráfego na região passará a ter mais velocidade.

Também está sendo construído um viaduto no sentido Paulista/Recife. A previsão de entrega do equipamento é agosto deste ano. Já em dezembro, todo o corredor deverá estar pronto, operando com veículos do modelo Bus Rapid Transit (BRT), com 33 estações de embarque e desembarque. Juntos, os dois equipamentos somam um investimento de R$ 16 milhões.

Atualmente, dez estações estão com obras em andamento. Em todo o Corredor Norte-Sul, estão sendo investidos cerca de R$ 151 milhões, com recursos do PAC da Copa e do Tesouro Estadual. A intervenção, que começa em Igarassu, segue até a Estação Central do Metrô, passando pela PE-15, Complexo de Salgadinho e avenida Cruz Cabugá. Passa pelos municípios de Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Olinda e Recife, atendendo a uma demanda de 180 mil passageiros. São 33,2 quilômetros de via, com 33 estações interligadas a quatro terminais integrados: Igarassu, Abreu e Lima, Pelópidas Silveira e PE-15.

JC ONLINE