Erradicação da pobreza garante desenvolvimento e inclusão social no Brasil

Em entrevista exclusiva ao PNUD, especialistas apontam caminhos para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Proteção social, das pessoas e do meio ambiente são condições vitais para esta conquista.

Crianças quilombolas. Foto: Flickr/ Dasha Gaian (CC)

Reduzir pelo menos à metade, até 2030, a proporção de homens, mulheres e crianças que vivem na pobreza extrema, em todas as suas dimensões. Essa é uma das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 1: “Erradicação da Pobreza”. De acordo com as realidades nacionais, cada país deverá assumir o compromisso de cumprir a meta e colaborar com o desenvolvimento local. No Brasil, o tema faz parte da agenda de trabalho de diversos segmentos: governo, setor privado, academia e sociedade civil organizada.

Na última década, mais de 36 milhões de pessoas deixaram a pobreza crônica e multidimensional no Brasil, de acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em 2005, aproximadamente 7% da população não tinha acesso adequado a saúde, educação, habitação e bens e serviços essenciais. Em 2014, esse número caiu para 1%.

“Conseguimos avançar no tema exatamente porque não tratamos a pobreza como fenômeno natural. O Estado tem um papel fundamental, não só aportando ações como a construção de um piso social, como é o caso do programa Bolsa Família, mas olhar a pobreza nas suas várias dimensões. Essa é uma agenda que estava em prática quando começamos a trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio com o PNUD Brasil e, agora, está colocada de forma evidente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, em entrevista exclusiva ao Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD).

Para erradicar a pobreza, o ODS 1 estabelece que a mobilização significativa de recursos a partir de uma variedade de fontes, incluindo a cooperação para o desenvolvimento, é essencial ao cumprimento das metas. Outro foco é a construção da resiliência dos pobres e daqueles em situação de vulnerabilidade, com acesso às novas tecnologias e serviços financeiros, incluindo microfinanças.

Erradicação da pobreza, crescimento econômico e sustentabilidade formam o tripé para a construção de um planeta mais sustentável nos próximos 15 anos, dentro da Agenda 2030. Para o cumprimento dos Objetivos Globais e a erradicação da pobreza, a participação de governos, setor privado, academia e sociedade civil é fundamental.

Na avaliação do professor-titular do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, Marcel Bursztyn, a pobreza está associada a desigualdades e, para alcançar um nível sustentável de desenvolvimento, é essencial trabalhar com esses dois conceitos de forma integrada.

“O Brasil inovou em proteção social associada à redução da pobreza, ao inserir um imenso contingente de pessoas na política de transferência de renda, como é o caso do Bolsa Família. Foi seguido por vários países e, sem dúvida, promoveu-se uma formidável redução da pobreza extrema, ainda que não tenha sido reduzida a desigualdade. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável abrem uma oportunidade para integrar as três dimensões do desenvolvimento: proteger a economia, as pessoas e o ambiente de forma sinérgica”, avalia Marcel Bursztyn.

No setor privado, o desenvolvimento de projetos inclusivos, focados no empoderamento dos trabalhadores e das regiões afetadas pelas atividades das empresas, contribui para a erradicação da pobreza. Um exemplo é o desenvolvimento de cisternas de plástico, pela Braskem, para levar água aos habitantes do semiárido nordestino. Aproximadamente 5 milhões de habitantes possuem, agora, acesso à água de qualidade para o consumo.

“Além do investimento e geração de empregos diretos e indiretos, o fortalecimento do uso da mão de obra local colabora com o ODS da erradicação da pobreza. Com a oferta de soluções de produtos e serviços, apoiamos o desenvolvimento da sociedade, como foi o caso das cisternas no semiárido. Na área de investimento social, com o projeto Ser+ realizador, apoiamos a inclusão de mais de três mil catadores de recicláveis, apoiando a gestão e fomentando as melhorias das instalações das cooperativas, o que gerou o aumento da renda”, afirma o diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, Jorge Soto.

Desafios para 2030

Com o início da Agenda 2030, o desafio será integrar os diferentes temas de desenvolvimento em uma agenda que unifique o crescimento econômico e a inclusão social com a sustentabilidade.

“Apesar de o Brasil ter reduzido a extrema pobreza, o país continua sendo um dos mais desiguais do mundo. Ainda há grandes diferenças entre a população pobre e a população rica. Superamos a fome como um problema endêmico no país, mas ainda temos públicos em situação de fome: comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações isoladas. E também aliar a agenda da pobreza com o aumento dos anos de escolaridade da população é o grande desafio dos próximos anos”, afirma a ministra Tereza Campello.

Na avaliação do representante do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas junto ao Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC), Rafael Osório, a erradicação da pobreza deve ser formulada de maneira integrada para o cumprimento dos ODS. “Para atingirmos as metas da Agenda 2030, é necessário pensarmos em uma estratégia nacional integrada, com planejamento que envolva todas as dimensões do desenvolvimento: a ambiental, a social e econômica”, avalia Osório.

Fonte: https://nacoesunidas.org/

Jovem de 19 anos cria tecnologia para limpar oceanos e tem aprovação de especialistas [VÍDEO]

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos.

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos.

Um ano após anunciar a criação de um sistema que promete limpar o lixo dos oceanos, o jovem holandês Boyan Slat apresenta os primeiros resultados alcançados pela tecnologia. O Ocean Cleanup é uma espécie de barreira, que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar. De acordo com os especialistas que acompanharam os testes, a tecnologia é totalmente viável e eficiente.

Para que as análises fossem feitas, um conceito do Ocean Cleanup foi desenvolvido e colocado para funcionar. No teste que mede a captura e concentração, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade, distância em que normalmente esses resíduos são encontrados. Além disso, o sistema recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que segundo os cientistas, facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico.


Imagem: Divulgação

Quando foi divulgado, o projeto recebeu diversas críticas. Isso foi um dos fatores que motivou Slat e sua equipe a contarem com a ajuda de cem especialistas dispostos a analisarem a tecnologia. Os pesquisadores aprovaram e as análises resultaram em um texto com 530 páginas.

Com o embasamento científico, o próximo passo do jovem holandês, de apenas 19 anos, é testar o sistema em grande escala e começar a produção. Para isso, ele está em busca de financiamento coletivo. O alvo é conseguir dois milhões de dólares. A 90 dias do fim da campanha, o projeto já tem 16% da meta atingida.


Foto: Divulgação

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos. De acordo com a divulgação, ele seria capaz de remover mais de sete milhões de toneladas de plástico dos oceanos em apenas dez anos.

Porto de Roterdã estimula novas tecnologias para economizar energia

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O Porto de Roterdã, na Holanda, o mais movimentado da Europa, sediou o primeiro evento no continente sobre eficiência energética. O objetivo é divulgar novas tecnologias que auxiliem na redução de gasto de energia.Vários tipos de soluções de economia de energia foram apresentadas em Roterdã, especialmente no setor de infraestrutura. O desafio lançado foi de implementar cada instalação em exposição em algum lugar no porto holandês. A Autoridade Portuária tem com meta aumentar em 2% a eficiência de energia por ano.

Foto: Porto de Roterdã

Evento reuniu vários expositores especializados em novas tecnologias

O diretor da empresa Shell Pernis, Bart Voet, disse estar entusiasmado com o novo mercado de eficiência energética. “Compartilhar o conhecimento sobre a segurança das atividades já é comum, mas o progresso tem de ser feito em troca de informações sobre como ser mais eficiente em energia. E este é um grande passo na direção certa. Estou aqui para aprender”.

As informações são do Porto de Roterdã.

Soluções para reduzir a emissão de CO2 na cadeia logística

O ano de 2013 foi o sexto mais quente da história e 2014 não será diferente. De acordo com dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), as temperaturas médias da superfície da Terra e dos oceanos ficaram cerca de 0,5 grau Celsius acima da média entre 1961 e 1990.

O que chama a atenção da OMM é que, em 2013, nem o fenômeno do El Nino e nem o da La Nina foram registrados, uma vez que eles são considerados os principais fatores naturais de influência da variação de temperaturas no planeta. Para a entidade, não há outra alternativa senão uma ação global para mitigar os impactos do aquecimento e limitar as emissões de CO2 e outros gases com urgência.

Muitas empresas já estão preocupadas com a situação há alguns anos e, inclusive, já desenvolveram ações internas para contribuir com o meio ambiente. A Panalpina, operadora logística, criou o PanGreen, programa global para soluções verdes e parte de sua estratégia de crescimento sustentável.

Recentemente, a empresa lançou o “EcoTransIT World”, ferramenta que calcula automaticamente as emissões de CO2 de todos os clientes dos serviços de transporte com base no padrão EN 16258, norma europeia recentemente lançada e que já inclui emissões para a produção de combustível, gases de efeito estufa, além de CO2 e o consumo de energia.

A ferramenta calcula as emissões para cada embarque, incluindo a movimentação antes e durante o transporte em função da distância, peso, modo de transporte e o tipo de navio ou aeronave utilizado. Por via aérea, a rota real – isto pode envolver vários aeroportos – é utilizada. Para frete marítimo, são considerados o tamanho do navio e as reduções de velocidade.

O EcoTransIT vai além dos relatórios tradicionais de CO2 e apresenta as emissões de outros gases do efeito estufa como equivalentes de CO2 (CO2e). Os processos de transporte incluem o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), que são convertidos em equivalentes de CO2 com um fator de 25 e 298, respectivamente (ou seja, 1 kg de CH4 é igual a 25 kg de CO2). Emissões ocasionadas pela produção de combustível também estão incluídas no novo padrão.

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CPRH faz consulta pública para criar novas Unidades de Conservação

Publicado em 08/02/2014 por 

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) realiza, nos próximos dias 10 e 11 de fevereiro, consultas públicas sobre as propostas de criação das Unidades de Conservação (UC) localizadas em Suape, no litoral sul de Pernambuco. Nas ocasiões, a população, os representantes municipais, organizações da sociedade civil, pesquisadores, entre outros, serão informados e poderão opinar sobre as propostas de criação das UC’s.

Na segunda-feira, a consulta pública será realizada às 9h30, no auditório da Escola Municipal Santo Cristo, em Ipojuca, para verificar a proposta de criação da Unidade de Conservação no Estuário Ipojuca/Merepe. No dia 11 de fevereiro, a comunidade poderá participar da Consulta Pública sobre a criação da Unidade de Conservação no Engenho Ilha. O encontro está marcado para as 9h30, no auditório da Escola Municipal Vereador Reginaldo Loreto da Silva, em Ponte dos Carvalhos, Cabo de Santo Agostinho.

A meta para 2014 é a criar 16 novas Unidades de Conservação. No dia 30 de janeiro uma audiência pública foi realizada em Petrolina, no sertão para discutir a criação de duas novas UC’s : o Parque Estadual Reserva do Areial, com 1.600 hectares, e o Refúgio de Vida Silvestre Riacho Pontal, com 4.627 hectares.

Unidade de Conservação no Estuário Ipojuca/ Merepe:

Localizada ao sul do Porto de Suape, a Unidade De Conservação Ipojuca /Merepe tem aproximadamente 1400 hectares de área apresentando grande parte de seu ecossistema de mangue e restinga. A proposta de criação desta UC sugere que a área seja categorizada como Unidade de Conservação de Uso Sustentável, onde é permitido o uso direto dos bens naturais de forma sustentável.

Unidade de Conservação no Engenho Ilha:

Com área de aproximadamente 1500 hectares, a UC do Engenho Ilha está situada ao norte do Porto de Suape em local com fragmento importante de mangue e restinga. A categoria proposta para essa Unidade também é de Uso Sustentável e prioriza a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos naturais.

Fonte: Diario de Pernambuco

Energia eólica já abastece metade da Dinamarca

Em dezembro, a energia eólica garantiu cerca de 55% de toda a eletricidade consumida na Dinamarca. Foi a primeira vez que um país recebeu mais da metade de sua energia a partir de fonte eólica em um mês inteiro, segundo o principal operador de rede da Dinamarca, Energinet.dk.

Determinados períodos do mês chegaram a registrar índices ainda maiores. No primeiro dia de dezembro, a força dos ventos foi suficiente para prover 100% das necessidades do país. Já na semana do Natal, forneceu 68,5% na média.

O país, que é um dos líderes mundiais em energia eólica, tem planos ambiciosos para essa fonte limpa e renovável – almeja repetir o feito todos os meses.

A meta é receber 50% de sua eletricidade a partir de energia eólica em uma base anual até 2020. Para 2050, quer obter 100% de sua energia proveniente de fontes renováveis.

Segundo o site WindPowerMonthly, o registro foi conseguido principalmente através da instalação de mais parques eólicos em 2013. O comissionamento do parque eólico offshore de 400MW Anholt foi o acréscimo mais significativo.

BNDES deve financiar até 55% da linha de Belo Monte, diz Eletrobras

Consórcio de estatais com chineses venceu leilão realizado nesta sexta.

Segundo empresa, capital chinês deverá entrar com 10% do financiamento.

Darlan Alvarenga – Do G1, em São Paulo

Consórcio de chineses e Eletrobrás vence leilão de linha de Belo Monte (Foto: Editoria de Arte/G1)

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, afirmou nesta sexta-feira (7) que grande parte da obra da construção da linha de transmissão que irá escoar a energia produzida pela hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para a região Sudeste, deverá ser financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Eu diria que a maior parte vai ser o financiamento com o BNDES”, disse o executivo. “Entre 50% e 55%”, explicou o porta-voz do consórcio vencedor do leilão desta sexta.

O consórcio IE Belo Monte, formado por State Grid Brazil Holding S.A. (51%), além de Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A.  e Eletronorte (24,5% cada uma), foi o vencedor do leilão com uma proposta de remuneração anual de R$ 434.647.038 – valor 38% menor que o teto fixado pelo governo.

Furnas e Eletronorte são empresas subsidiárias da Eletrobras, estatal brasileira do setor elétrico. Já a State Grid é uma estatal chinesa, que está no Brasil desde 2010, quando adquiriu sete companhias nacionais de transmissão de energia

Carvalho Neto disse que o consórcio avalia ainda outras modalidades de financiamento, como a emissão de debêntures, e que a parceira State Grid deverá entrar com 10% de financiamento de capital chinês.

Ele explicou que a proposta agressiva feita pela empresa – com deságio bem maior que o das concorrentes – foi possível mediante acordos prévios com construtoras e fornecedores, que permitiram ao consórcio orçar a obra por um preço abaixo dos R$ 5,1 bilhões previstos pela  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A parceira no fornecimento de equipamentos para subestações, segundo Carvalho Neto, será a Siemens, que fechou com o consórcio contrato de cerca de R$ 2 bilhões.

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto (à direita), e José Carlos Miranda Farias, da EPE, falam à imprensa após o leilão (Foto: Darlan Alvarenga/G1)O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho
Neto (à direita), e José Carlos Miranda Farias, da
EPE, falam à imprensa após o leilão
(Foto: Darlan Alvarenga/G1)

O executivo informou ainda que, pela negociação feita com os fornecedores, todos os equipamentos necessários com fabricação no Brasil serão comprados da indústria brasileira. “E aqueles que ainda não são, vão ter mais de 60% de grau de nacionalização”, disse.

Segundo a Eletrobras, a prioridade agora será avançar com as licenças ambientais. O consórcio disse que acredita que será possível entregar a obra antes do prazo contratual de 46 meses.

O presidente da estatal destacou a experiência do parceiro chinês na nova tecnologia que será adotada no projeto. Essa vai ser a primeira linha de transmissão do país com tensão de 800 kv, que permite menor perda de energia durante o transporte.

“A State Grid é hoje em ativos a maior empresa de energia elétrica do mundo. Tem uma experiência muito grande já em sistemas de extra e alta tensão em corrente contínua em 800 kv”, disse Carvalho Neto.

O presidente destacou também o salto tecnológico que a construção da nova linha representará para o país.

“A performance desta linha de transmissão será ainda superior à excelente performance que nós temos na operação da linha de Itaipu, que é operada por Furnas”, disse.

Segundo o executivo, o centro de pesquisa da Eletrobras passará a testar equipamentos em correntes alternadas e contínuas mais elevadas, de até 1100 kv.

“No hemisfério sul, na América Latina, é o único laboratório que vai ter essa condição. E fora disso, talvez só na China”, disse. ““Isso põe o Brasil numa posição de vanguarda. Uma fronteira do conhecimento em tecnologia da energia elétrica no mundo”, completou.

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No final do mês passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que as condições de financiamento para a linha de transmissão de Belo Monte também serão mais favoráveis do que aquelas oferecidas em leilões anteriores.

A linha
A linha de 2,1 mil quilômetros de extensão terá capacidade para transmitir 4 mil megawatts (MW) de energia, ligando as subestações de Xingu (PA) e Estreito (MG), passando pelos estados do Pará, onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, Tocantins, Goiás e Minas Gerais.

A energia será entregue na subestação de Xingu pela concessionária da usina, e então transportada até Estreito pela obra leiloada nesta sexta. A partir desse ponto, a energia será distribuída por outras linhas para os estados da região Sudeste.

Grupo apresentou proposta de remuneração 38% menor que o teto (Foto: Darlan Alvarenga/G1)Grupo apresentou proposta de remuneração 38%
menor que o teto (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Essa vai ser a primeira linha de transmissão do país com tensão de 800 kv, que permite menor perda de energia durante o transporte.

Os mais de R$ 5 bilhões em investimentos previstos incluem a compra e instalação de 28 transformadores, cada um com 450 toneladas, 25 mil quilômetros de fios e 4,5 mil torres que sustentam os cabos. De acordo com a Aneel, a obra deve gerar 12,5 mil empregos diretos.

A hidrelétrica de Belo Monte deve entrar em operação em fevereiro de 2015 – previsão do consórcio Norte Energia, responsável pelo empreendimento. A conclusão das obras, porém, é prevista para janeiro de 2019. Com investimento estimado em R$ 28,9 bilhões, a usina terá potência de 11.233 MW e deve gerar 4.571 MW médios.

Essas medidas de potência significam que, em condições perfeitas (excelente nível de água na hidrelétrica e nenhuma perda física ou mecânica no processo), podem sair das turbinas de Belo Monte até 11.233 MW – uma geração permanente, sem um período definido. Mas como no ano todo, por causa de períodos de seca, principalmente, a situação ideal não é alcançada, a usina deve produzir, em média, 4.571 MW.