Consórcio integrado por Odebrecht ganha concessão de gasoduto no Peru

 
O consórcio Gasoduto Sul-Peruano, formado pela empresa brasileira Odebrecht e pela espanhola Enagás, ganhou nesta segunda-feira (30) a concessão do projeto do sistema de transporte de gás no sul de Peru, com a oferta de 7,32 bilhões de dólares, informou a agência governamental de investimentos.

O consórcio hispano-brasileiro foi o único licitante depois que a Agência de Promoção de Investimentos Privados (ProInversión) rejeitou a proposta técnica do consórcio Gasoduto Peruano do Sul liderado pela francesa GDF Suez.

A dupla ganhadora apresentou uma proposta por 7,328 bilhões de dólares, muito acima do investimento mínimo exigido pelas autoridades peruanas de aproximadamente 4 bilhões de dólares.

O projeto, que vai gerar empregos para mais de cinco mil pessoas, consiste em desenho, financiamento, construção, operação, manutenção e transferência ao Estado Peruano de um sistema de transporte de gás natural na região sul do país com uma extensão de 1.000 km.

As autoridades peruanas não especificaram as razões técnicas, pelas quais rejeitaram o consórcio Gasoduto Peruano do Sul, integrado pelas empresas GDF Suez, Sempra, Techint e TGI.

Um terceiro licitante, o Energy Transfer, absteve-se de participar da licitação, embora tenha anunciado que o faria.

Fonte: AFP

Aeroporto de Brasília é o maior hub doméstico do País

Concedido à inciativa privada, aeroporto recebeu R$ 900 milhões em investimento para obras de ampliação visando à Copa

por Portal Brasil

Jua Pita/Inframerica

Foto: Blog do Planalto/Divulgação#

Passageiros caminham pelo Pier Sul, uma das novas estruturas do Aeroporto de Brasília

O Aeroporto de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek recebe atualmente cerca de 16 milhões de passageiros por ano, sendo hoje o maior hub (centro de conexões) doméstico do País. Segundo informações do consórcio Inframerica, o primeiro quadrimestre de 2014 registrou aumento de 27% no número de conexões realizados no aeródromo em comparação a igual período em 2013.

Para atender a demanda crescente e sendo a cidade uma das sedes da Copa do Mundo, o projeto de modernização e expansão considerou a necessidade de ampliar os terminais de passageiros, para receber 25 milhões de passageiros/ano, as pistas e o estacionamento.

Com investimento de R$ 900 milhões, as obras tiveram início em dezembro de 2012, com previsão de término até o início da Copa do Mundo, o que se concretizou no fim de maio deste ano.

Visando ao conforto do passageiro, o projeto incluiu a ampliação do estacionamento, de 1.234 vagas para 3.100 vagas, uma nova área de embarque, mais ampla, e a reforma completa do Terminal 2. Ao todo, o aeroporto conta com 110 mil m2 de terminais de passageiros.

Duas das principais partes do projeto são o Píer Sul (nova sala de embarque e ponto de aeronaves), com 10 novos fingers disponíveis, e o Píer Norte, com uma sala de embarque com 8 fingers (pontes de embarque). Com as duas alas em operação, o aeroporto de Brasília passa a ter 29 pontes de embarque, podendo atender 25 milhões de passageiros por ano.

O aeroporto ganhou um novo posto médico, assim como uma nova central de água gelada para abastecimento do ar-condicionado dos píeres norte e sul e novos sanitários. O embarque internacional foi reformado e o embarque doméstico passou por mudanças, para reduzir o tempo de espera nas filas de check-in. As salas de desembarque doméstico e internacional foram ampliadas, com a substituição de esteiras. A nova sala VIP, de 1.500m², tem capacidade para atender até 300 passageiros simultaneamente.

Ao todo, 95 novos balcões de check-in de uso compartilhado estão disponíveis aos usuários na aviação doméstica.

Presidenta Dilma vai vistoriar Via Mangue. 77% dos investimentos são do Governo Federal

A assessoria da Presidência da República confirmou a visita da presidente Dilma Rousseff ao Recife na próxima terça-feira, dia 3 de junho. O objetivo da viagem é vistoriar as obras da Via Mangue. Esta é a terceira  vez que desembarca em solo pernambucano nos últimos três meses.

No início de maio, a presidente viajou a Cabrobó, no Sertão do São Francisco, para vistoriar as estação de bombeamento do projeto de Transposição do Rio São Francisco. Em abril, ela participou da inauguração da primeira etapa da Adutora do Pajeú, assinou a ordem de serviço para construção da segunda etapa e lançou edital para construção do Ramal do Agreste.

Trecho das obras da Via Mangue. Foto: Rodrigo Lobo/Acervo JC Imagem

A proposta da Via Mangue é ser um corredor viário expresso, sem semáforos ou interferências. A pista oeste (do lado do mangue) terá duas faixas, enquanto a pista leste contará com três – duas de tráfego e uma para aceleração e desaceleração dos veículos que entrarem na via pelos 13 acessos previstos inicialmente. A obra custou, até agora, R$ 433 milhões.

Via Mangue começou a ser construída em abril de 2011, na gestão do prefeito João da Costa (PT). E 77% dos investimentos são do governo federal.

Antes de vir ao Recife, Dilma fará uma parada em Caruaru para inaugurar o Hospital Regional Mestre Vitalino. A unidade de saúde estava prevista para ser entregue à população nos últimos dias da gestão de Eduardo Campos, mas não ficou pronta a tempo.

BNDES cria área para financiar bens de capital

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou, na virada do ano, o Departamento de Bens de Capital. Em funcionamento há pouco mais de mais um mês, o departamento já começou os trabalhos com uma carteira de 114 projetos de financiamento, somando R$ 2,7 bilhões.

Segundo Luciano Velasco, chefe da nova equipe (com dez funcionários), dois programas de crédito deverão ser lançados neste ano: um com foco em inovação e outro com condições específicas para o setor de máquinas e equipamentos. Dos 87 projetos já contratados, R$ 200 milhões deverão ser liberados neste ano.

O lançamento do Inova BK, linha inserida no programa Inova Empresa, está previsto para maio. O modelo será o mesmo já adotado no País (biocombustíveis) e no Inova Petro (para a cadeia de petróleo e gás), com editais para selecionar projetos de inovação, com recursos do BNDES e da Finep, agência de fomento à inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Uma estimativa inicial aponta que o Inova BK poderia ter orçamento de R$ 3 bilhões em cinco anos.

Já o ProBK, nome do futuro programa dedicado ao setor, deverá ficar mais para o fim de 2014. O principal objetivo será permitir uma redução no limite mínimo para empréstimos diretos (R$ 20 milhões), atraindo empresas de menor porte.

O financiamento do BNDES é fundamental para o setor de bens de capital. A maior parte do apoio se dá por meio de crédito para comercialização – ou seja, o financiamento aos clientes dos fabricantes de máquinas e equipamentos. Ano passado, o Finame, linha de crédito para esses clientes, liberou nada menos que R$ 70,460 bilhões, ou 37% do total desembolsado pelo banco.

O Departamento de Bens de Capital, porém, será responsável pelo financiamento aos investimentos dos fabricantes – em suas linhas de produção, novas fábricas, etc. Os 114 projetos em carteira migraram de outros departamentos do BNDES. Antes, o apoio a esses investimentos era pulverizado: o departamento responsável pelos setores olhava para a respectiva cadeia de fornecedores de bens de capital.

“Vemos com muitos bons olhos. É a correção de um erro histórico. Um banco para o financiamento de investimentos não ter um departamento de bens de capital não faz sentido”, diz Carlos Pastoriza, diretor secretário da Abimaq, entidade representante do setor.

Agora, a análise desses empréstimos será centralizada no novo departamento, na Área Industrial. Só ficaram de fora os fabricantes de máquinas e equipamentos da cadeia de óleo e gás, acompanhados por um departamento específico na Área de Insumos Básicos do BNDES e os bens de capital de transportes (ônibus, caminhões, locomotivas e aviões), em outro departamento da Área Industrial.

Com a centralização, a expectativa é ampliar o número de empresas, sobretudo entre as de médio e pequeno portes. “As grandes empresas já estão aqui e conhecem o banco. Estamos conseguindo chegar ao pequeno e médio fabricante de bens de capital”, diz Velasco.

Pastoriza, da Abimaq, vê também a oportunidade de o banco de fomento apoiar um processo de consolidação do setor, hoje muito fragmentado em empresas de menor porte. “Há a necessidade de termos empresas que sejam players globais”, disse.

Segundo Velasco, do BNDES, a mudança já está colhendo frutos. Desde o início do ano, técnicos do novo departamento têm participado das reuniões das câmaras setoriais da Abimaq para apresentar a mudança na estrutura. Já foram cinco encontros e a agenda vai até abril. Com base nesses contatos, seis empresas de menor porte buscaram o banco para se informar sobre os empréstimos. “Estamos com a esperança de trazer de 20 a 30 empresas para dentro do banco neste ano.” Com o Departamento de Bens de Capital, o BNDES quer facilitar o acesso das empresas a empréstimos para financiar os investimentos necessários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mariel, um bom negócio?

Você que investe na educação de seus filhos muitas vezes uma pequena fortuna, privando-se de fazer o passeio dos seus sonhos ou comprar aquele carro tão cobiçado, não sabe se esse investimento terá retorno. Mas tem uma expectativa razoável de que haja um resultado ótimo, na forma de uma descendência sadia e com mais oportunidades de conquistar as oportunidades que a vida oferece, não é?

Assim é com o Brasil, que teoricamente poderia investir na melhoria de seus portos e rodovias os mesmos US$ 682 milhões aplicados na melhoria do porto cubano de Mariel. Mas é uma forma de conquistar uma cabeça-de-ponte na América Central, próxima ao Canal do Panamá e aos Estados Unidos, um lugar que dentro de alguns anos pode ser um apoio muito estratégico nos nossos negócios mundiais.

Não deixa de ser uma aposta, mas é uma boa aposta, dentro dos cenários hoje disponíveis do desenvolvimento do comércio internacional. Em poucos anos, Cuba precisará adotar um novo modelo de negócios, implicando também num outro modelo político, talvez parecido em certos aspectos com o “social-capitalismo” chinês. Recorde-se ainda que, mais que um porto, Mariel é uma zona especial de desenvolvimento econômico, plataforma para a instalação de empresas de tecnologia.

O valor investido pelo BNDES, na verdade, nem saiu do país, oficialmente, pois foi utilizado por empresas aqui sediadas, encarregadas da instalação desse porto, além de gerar empregos no país (156 mil entre diretos, indiretos e induzidos) e exportação de insumos nacionais. Implica ainda na entrada de mais US$ 120 milhões em recursos externos para financiar a exportação de bens e serviços, além do financiamento nacional Se existirem manobras com os recursos, é história para policiais, não para planejadores.

Muita chiadeira em relação ao porto de Mariel é política partidária, oposição pelo simples fato de querer se opor a qualquer programa dos adversários. Também há muitos interesses contrariados. E existem ainda os desinformados, afirmando que o dinheiro poderia ser usado para outra coisa: esquecem que o problema no Brasil não é a disponibilidade de recursos: ora faltam projetos consistentes para usá-los, ora falta o consenso político que permita empregá-los, ora falta a vontade de completar o que já foi iniciado por outrem.

Podiam ser esses recursos usados em Educação, Saúde, Segurança… mas quantos projetos existem no País que, além de serem bons (e não apenas esquemas para amigos faturarem), conseguem consenso para aprovação entre políticos com tantos interesses particulares em jogo? Há muito dinheiro parado por falta desse consenso ou perdido por falhas de projeto ou de execução, pelo simples abandono da obra recém-começada, ou ainda porque, depois de pronta a estrutura física, faltam funcionários, móveis ou a decisão de colocá-la em uso. O porto cubano é apenas a opção que conseguiu avançar, entre tantas outras (talvez melhores) que vão ficando pelo caminho.


Porto de Mariel, em vista aérea

Mariel abre portas para o Brasil num lugar estratégico do mundo, ok. Mas o Mercosul também deveria abrir portas e elas estão fechadas. Inúmeros mercados estão abandonados ou sequer começaram a ser explorados. Muitas oportunidades são perdidas por falta de um trabalho com foco e persistência, não só do governo, mas de empresas que preferem o lucro fácil imediato (e às vezes sem futuro) a um programa de longo prazo de conquista e manutenção de mercados.

Mariel será um desses programas abandonados no meio do caminho, após o lucro fácil inicial? Será um trabalho bem feito ou adernará como uma plataforma de petróleo? Frutificará como resultado de uma visão de longo prazo? Do mesmo modo que nas bolsas de valores ou nas corridas de cavalos, o problema não é a análise do cenário e das perspectivas, mas o desempenho posterior: façam as suas apostas, senhores.

 

Logo Portogente

por Carlos Pimentel

Transposição já tem 9 mil trabalhadores

André Clemente – Diario de Pernambuco
O projeto está orçado em R$ 8,2 bilhões e tem previsão funcionar completamente em dezembro de 2015. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press
O projeto está orçado em R$ 8,2 bilhões e tem previsão funcionar completamente em dezembro de 2015. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

O plano de chegar aos mais de 10 mil trabalhadores na obra da Transposição do Rio São Francisco até junho deste ano está próximo. Depois de ter a obra novamente em atividade forte, o ministério da integração nacioanl anuncia que são mais de 9 mil trabalhadores no projeto, sendo mil contratados neste ano.

O empreendimento tem 477 quilômetros de canais de concreto, formando os Eixos Norte e Leste e outras estruturas para conduzir a água no semiárido nordestino. A construção contém dois canais com nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, 14 aquedutos e quatro túneis. Somente neste ano, mais de mil pessoas foram integradas à Transposição.

No total, o empreendimento vai levar água a uma população estimada em 12 milhões de pessoas, em 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. “Todo o nosso esforço é para concluir a obra em 2015”, afirma o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, que acompanha a execução das obras em visitas periódicas aos canteiros.

O projeto é orçado em R$ 8,2 bilhões e é previsto para funcionar 100% em dezembro de 2015. No próximo mês de abril, a primeira etapa promete ser entregue. Serão 16 quilômetros (Meta 1L), do Eixo Leste, que serão utilizados para testar todos os equipamentos da operação.

Avançam obras da nova estrutura da feira de confecções de Santa Cruz do Capibaribe

Em visita à obra, o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Cruz do Capibaribe, Bruno Bezerra, compartilhou os comentários e fotos abaixo:

“A construção segue num ritmo excelente. As tesouras da cobertura já estão sendo colocadas no lugar e a estrutura começa ganhar contornos mais definidos.

Um projeto de mais de 23.000 m2 de área construída, numa parceria da Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe com o Governo de Pernambuco.”

Santa Cruz do Capibaribe é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Sendo a terceira maior cidade da Agreste Pernambucano em população com 96 908 habitantes segundo IBGE/2013, atrás apenas de Caruaru eGaranhuns. Santa Cruz do Capibaribe além de uma cidade pólo é a maior produtora de confecções de Pernambuco segundo o SENAI e a 2º maior produtora de confecções do Brasil, possuí o maior parque de confecções da América Latina em sua categoria, o Moda Center Santa Cruz. É também conhecida como a Capital da Sulanca ou Capital das Confecções.

Santa Cruz do Capibaribe é o principal ponto de escoação e vendas de confecções de Pernambuco, que com Toritama e Caruaru formam o destacado Triângulo das confecções.

Veja algumas fotos da obra: