Não existe inovação sem investir nas pessoas

Por Júlio Ribeiro*

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Empresas crescem e produzem bons resultados por diversas razões: novos produtos, tecnologias, formatos inteligentes de administração, modelos de negócios inovadores. Um fator que raramente é associado ao bom desempenho de uma companhia é a gestão de pessoas. E, no entanto, me parece que esse é o principal caminho para uma empresa distinguir-se no campo de suas atividades, a forma como as pessoas que trabalham nela sentem-se ao exercer seu ofício.

O bom relacionamento entre os funcionários e a empresa e, por tabela, da empresa com seus clientes, é fundamental para que ela tenha sucesso no mercado, para que seja percebida como promissora, de futuro. Essa base de relações de afeto e confiança garante uma dedicação que vai além do burocrático, do formal.

Durante minha gestão na Talent, recomendei e analisei centenas de pesquisas de empresas que procuravam um caminho para sair da crise ou uma oportunidade de crescimento. Sem surpresa, o ambiente de trabalho sempre apareceu como um fator importante para o desempenho excepcional, o salto necessário, a entrega que faria a diferença.

Por outro lado, conheci muitos cases de fracasso de gestão baseados no que os empresários tinham dificuldade de aceitar, o problema de relacionamento entre funcionários e a empresa ou suas lideranças. Se os colaboradores não se sentirem parte, não se orgulharem ou respeitarem o lugar onde, durante anos, passam o horário nobre de sua vida, será muito difícil criar engajamento e dar um passo ousado em direção ao futuro. Só dá esse passo a mais quem acredita no caminho escolhido pela liderança.

Uma empresa sólida só será possível num ambiente de absoluta confiança. Com esse tipo de lastro, a inovação é apenas uma questão de tempo.

*Julio Ribeiro é empresário, sócio da Julio Ribeiro Planejamento de Empresas (JRP). Durante 34 anos, foi presidente da Talent, uma das principais agências de publicidade do Brasil.

Fonte: Forbes Brasil

Quanto você investe em Pesquisa e Desenvolvimento?

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Ronald Dauscha Diretor de Estratégia & Inovação | Siemens

Quando o assunto é inovação, o mais importante não é o quanto você investe em Pesquisa e Desenvolvimento, mas sim garantir uma constante visão inovativa na sua empresa.

Esta é uma questão estratégica que intriga CEOs e novos empreendedores. Se voltarmos para algumas décadas atrás, o grau de inovatividade das empresas era medido pelo montante, ou melhor pela percentagem em relação ao faturamento, que estas  investiam em pesquisa e desenvolvimento. Ainda hoje, gigantes do mercado farmacêutico investem de 15% a 20% de seu faturamento nestas atividades, visando se manter líderes de mercado em seus setores de reconhecida atuação e competição.

Também o ambiente de inovação e desenvolvimento era restrito às quatro paredes da organização, sem muita interação externa e não contemplando os novos modelos de inovação compartilhada, em conhecimento e financiamento.

Adicionalmente, as tecnologias necessárias para evoluir em produtos e soluções disruptivas – ou com grande grau de diferenciação eram preponderantemente verticais, sem necessidade de diversas áreas de conhecimento como hoje em dia (química, materiais, eletrônica, social, comportamental, etc.), podendo-se manter equipes estanques nas empresas que supriam todas as demandas.

Com a mudança do paradigma dos anos 70 e 80, de um P&D mais fechado e restrito às próprias empresas, para um conceito de inovação mais aberta, incluindo aqui parcerias com universidades, institutos de pesquisa, fornecedores e usuários (através de uma preocupação cada vez maior com os desejos e demandas dos consumidores), o conhecimento não mais necessariamente precisaria vir dos próprios quadros de colaboradores, mas de diversas outras fontes possíveis. A partir desta tendência, excetuando algumas empresas onde a tecnologia ainda precisa continuar sendo muito bem protegida por rígidos processos de propriedade intelectual (como, por exemplo, nos setores farmacêuticos, químicos e de eletrônica de consumo), várias outras fontes de inspiração, conhecimento e tecnologia podem ser utilizadas por empresas de todo o porte, que não mais requeiram estes grandes volumes de P&D anteriormente considerados imprescindíveis para garantir um alto grau de inovação.

Podemos citar aqui vários modelos ou técnicas de compartilhamento ou incorporação de tecnologias, sem obrigatoriamente, ter que se focalizar em grandes equipes de pesquisadores, como grupos de pesquisa pré-competitivos, aquisição de tecnologia ou de empresas (atualmente muito frequente na área farmacêutica pelos enormes gastos e riscos no desenvolvimento de novas moléculas), co-criação (modelo onde de forma não estruturada ou organizada, fornecedores, colaboradores e clientes contribuem com a geração de valor),crowdsorcing (que consiste em usar da inteligência coletiva e distribuída, para gerar soluções de interesse comum), entre outros.

Nestes formatos citados acima, obviamente, o custo total de investimento em pesquisa e desenvolvimento cai drasticamente, por dois motivos; inicialmente, pelo motivo mais claro: menos recursos internos às empresas são utilizados, uma vez que se faz uso de uma rede de pessoas, entidades e empresas externas que compartilham conhecimento que já é fruto de seus investimentos ou estudos próprios (obviamente, todos ganham igualmente neste processo); em segundo lugar, a probabilidade de acerto neste novo modelo de geração de ideias e soluções, em função de uma base externa muito mais ampla de conhecimento, de acertos e erros, e percepções de demanda, acarretam maior eficácia e grau de acerto no investimento feito em inovações, reduzindo o gasto total.

Logo, voltando à pergunta que deu base a este artigo, não existe hoje, em função de todos os argumentos e exemplos colocados acima (modelos de inovação, compartilhamento, parcerias, etc.) um valor ou meta de quanto se deve investir em P&D em uma empresa, nem uma correlação direta entre o montante investido e o sucesso e rentabilidade de uma empresa. Muito mais importante é garantir uma constante visão inovativa na empresa e processos criativos adequados e, uma vez definidas as principais linhas de atuação da organização, desenhar formas de pesquisa e desenvolvimento coerentes com os recursos disponíveis, tecnologias pretendidas e prazos exigidos.

Ronald Dauscha é Diretor Corporativo de Estratégia e Inovação do Grupo Siemens no Brasil e Diretor da ANPEI.

Fonte: Endeavour BR

BRASIL CRIA PROGRAMA NACIONAL DE INCENTIVO À PESQUISA CIENTÍFICA

POR PAULO FLORO 

Foto: Reprodução/Medtrip.

, lançado hoje (25) pelo governo federal, vai começar a valer a partir de 2015, mas a expectativa do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz, é de que os primeiros editais sejam lançados ainda neste ano. Em entrevista a jornalistas, o ministro citou as áreas consideradas prioritárias e disse que a aplicação de recursos no programa vai depender de vontade política do governo.

De acordo com Clélio Campolina, os projetos prioritários do programa são saúde, agricultura e energia. “O projeto é uma articulação de conhecimento científico com o sistema produtivo empresarial. O que constitui a plataforma é a base científica – liderada por um ou mais cientistas, em uma instituição científica – e o sistema empresarial de outro lado”, explicou.

Com base no programa, serão lançadas plataformas como medicamentos, vacinas e serviços na área de saúde, por exemplo. Outras previsões de plataformas são em petróleo, engenharia básica e bioenergia na área de energia, e de melhoramento genético e mudanças climáticas na agricultura.

O ministro disse que não é possível indicar o valor do orçamento federal que será investido no programa, mas adiantou o cenário com que se trabalha: “Nós temos uma ordem de grandeza que as plataformas deveriam ter da ordem R$ 2 bilhões por ano. É uma estimativa preliminar. Sendo que no primeiro ano, que será em 2015, você não terá essa demanda”, informou. Segundo ele, os exemplos internacionais indicam que cada plataforma pode custar entre US$ 100 milhões e 200 milhões por ano, dependendo da natureza.

De acordo com ele, um comitê gestor – integrado pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação – vai definir as plataformas que lançarão os editais. “Será uma composição de uma agência de fomento e uma agência de financiamento. Por exemplo: o CNPQ [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] lançam uma plataforma conjunta, e vai identificar o que precisa de suporte à pesquisa científica, como laboratórios – que seria o fomento – e o que vai ser financiamento para as empresas”, explicou.

Já no que diz respeito aos investimentos, o ministro disse que a parte de financiamento virá de cada uma das instituições que já o fazem no país, e que a parte de fomento vai depender da natureza de cada plataforma. “O sucesso e a quantidade da plataforma vai depender da quantidade de dinheiro que o governo esteja disposto a colocar”, disse, informando que devido a esse motivo o comitê gestor será composto também pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. “Não vai ter nenhum efeito sobre orçamento de 2014. No orçamento de 2015, vai depender da vontade política do governo de pôr mais ou menos dinheiro”, acrescentou Campolina.

O ministro disse ainda que poderão ser convidados especialistas internacionais para julgar, de modo mais criterioso, as plataformas, e elas deverão ter um sistema de acompanhamento para avaliar a sua execução e, se necessário, determinar a sua interrupção, caso não haja desempenho satisfatório. [Da Agência Estado]

Jovem de 19 anos cria tecnologia para limpar oceanos e tem aprovação de especialistas [VÍDEO]

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos.

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos.

Um ano após anunciar a criação de um sistema que promete limpar o lixo dos oceanos, o jovem holandês Boyan Slat apresenta os primeiros resultados alcançados pela tecnologia. O Ocean Cleanup é uma espécie de barreira, que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar. De acordo com os especialistas que acompanharam os testes, a tecnologia é totalmente viável e eficiente.

Para que as análises fossem feitas, um conceito do Ocean Cleanup foi desenvolvido e colocado para funcionar. No teste que mede a captura e concentração, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade, distância em que normalmente esses resíduos são encontrados. Além disso, o sistema recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que segundo os cientistas, facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico.


Imagem: Divulgação

Quando foi divulgado, o projeto recebeu diversas críticas. Isso foi um dos fatores que motivou Slat e sua equipe a contarem com a ajuda de cem especialistas dispostos a analisarem a tecnologia. Os pesquisadores aprovaram e as análises resultaram em um texto com 530 páginas.

Com o embasamento científico, o próximo passo do jovem holandês, de apenas 19 anos, é testar o sistema em grande escala e começar a produção. Para isso, ele está em busca de financiamento coletivo. O alvo é conseguir dois milhões de dólares. A 90 dias do fim da campanha, o projeto já tem 16% da meta atingida.


Foto: Divulgação

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos. De acordo com a divulgação, ele seria capaz de remover mais de sete milhões de toneladas de plástico dos oceanos em apenas dez anos.

Brasil vai criar programa de C&T em parceria com o sistema empresarial

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, disse hoje (6) que recebeu sinal verde da Presidência da República para dar continuidade a um projeto de desenvolvimento do país que aproxime educação e ciência e tecnologia (C&T) do setor empresarial.

“Estamos acompanhando todas as experiências internacionais e entendemos que essa mobilização é necessária, não só na área governamental. O Brasil é um país capitalista, de empresas privadas, e quem materializa a inovação é o sistema produtivo, isso no mundo inteiro”, disse Campolina.

Segundo o ministro, a ideia é construir um programa de longo prazo, com plataformas consistentes para a aplicação prática. “Muitos recursos já estão sendo gastos dentro do sistema acadêmico-universitário brasileiro e já existem as ações de fomento como, por exemplo, o Inova Empresa, em que o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos] estão financiando as empresas. Então, será uma maneira de organizar isso e dar uma orientação mais robusta para o desenvolvimento do país”, ponderou.

Campolina explicou que o programa atenderá questões estruturais de C&T, mas que não tem previsão orçamentária para este ano. “Se nós conseguirmos montar as plataformas e implementá-las a partir do ano que vem estamos satisfeitos. Sempre pensando que C&T e educação tem que estar orientadas para reduzir as desigualdades sociais e regionais e para melhorar a posição do Brasil na ordem global”.

O anúncio foi feito durante o lançamento do edital da nova fase do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (Incts), que vai destinar R$ 641,7 milhões para consolidar as unidades de pesquisa e estimular novas redes de cooperação.

“Os Incts combinam os grupos mais avançados do conhecimento científico brasileiro, permitem não só dar continuidade à produção científica, como irrigar o sistema acadêmico-universitário e fazer a ponte com o sistema produtivo”, disse o ministro.

Para Campolina, o edital é um passo decisivo para dar continuidade ao projeto, que começou com o Programa Institutos do Milênio e o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex).

“A minha expectativa é a mais positiva possível para esse trabalho que está sendo feito e agora, com mais recursos e com mobilização das FAPs [fundações de amparo à pesquisa] dos estados. Isso é muito importante porque contribuirá para diminuir as desigualdades regionais no Brasil e incrementar o conhecimento científico em todas as regiões”, explicou.

Primeira usina solar de Pernambuco está aberta à visitação

A unidade é responsável por até 30% do consumo pela Itaipava Arena Pernambuco

Do JC Online

 / Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A Celpe anunciou, na última terça-feira (27), que a Usina Solar São Lourenço da Mata, a primeira no gênero em Pernambuco, está aberta para visitação. A unidade é responsável pelo abastecimento de 30% da Itaipava Arena Pernambuco. Para aprimorar a visita, o Centro de Visitação foi instalado em meio aos 3.652 painéis solares fotovoltaicos. A unidade possui potência instalada de 1 megawatt pico (MWp), capacidade suficiente para gerar 1.500 MWh por ano, o que equivale ao consumo de seis mil habitantes.

O Centro de Visitação está inserido no  Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e foi criado para funcionar em paralelo com o Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) “Arranjos Técnicos e Comerciais para Inserção da Geração Solar Fotovoltaica na Matriz Energética Brasileira”, da Aneel. Além da usina, o P&D contempla outros investimentos que totalizam R$ 24,5 milhões.

Toda a estrutura para a produção de energia faz parte do roteiro de visitação. A maior atração do local é o pátio com as milhares de placas fotovoltaicas, mas há também a estação meteorológica. Esse equipamento é utilizado para monitorar as condições climáticas locais, disponibilizando dados importantes no âmbito de pesquisas e estudos em energia solar. Os visitantes ainda terão a oportunidade de participar de palestras sobre o uso seguro e eficiente da energia elétrica.

Os grupos interessados em visitar a Usina Solar São Lourenço da Mata devem entrar em contato para agendar a visitação por meio do telefone 3035-8989. As visitas guiadas são realizadas de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h, de forma gratuita.

Governo estuda período de adaptação para empresas implementarem eSocial

Brasil Econômico

Depois de três prorrogações, o governo deverá publicar nos próximos dias as normas e o cronograma para implantação do eSocial, o Sistema de Escrituração Fiscal Digital, que reunirá em uma só plataforma o recebimento das informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais dos empregadores. O eSocial vem sendo testado desde o ano passado, mas ainda provoca temores pela falta de regras claras e por possíveis erros de informação em sua fase de implantação.

Thinkstock/Getty Images

Por todo o país, empresas e organizações vem fazendo apresentações e treinamentos para se preparar para o eSocial

O coordenador do eSocial, José Maia, espera que até o dia 15 de março seja publicada a portaria contendo as regras com os prazos e o manual de orientações. “O cronograma atrasou por uma série de problemas técnicos”, admite Maia, ao informar que o instrumental normativo oficial deveria ter sido publicado em janeiro.

Maia informa ainda que o comitê gestor do eSocial estuda a criação de um período de adaptação, enquanto as empresas se familiarizam com o novo sistema, no qual não serão aplicadas penalidades por conta de erros no fornecimento da informação.

Também é esperada para esta primeira quinzena a instalação do aplicativo para que empregadores possam testar o cadastro dos seus empregados. O aplicativo já estava em funcionamento, mas foi retirado do ar face ao número de informações divergentes que entraram nas bases de dados dos órgãos envolvidos, o que acabou congestionando o sistema. “O novo aplicativo será colocado no ar brevemente e, a partir daí, as empresas poderão testar a qualidade de suas informações”, diz Maia.

O eSocial é desenvolvido conjuntamente pelos Ministérios do Trabalho e da Previdência, pela Receita Federal, pelo INSS e pela Caixa Econômica Federal.

Erros por inconsistência de dados nas informações repassadas são justamente o principal temor de empresários e contadores. “Um simples erro de nome ou documento duplicado pode gerar inconsistência no sistema”, afirma a consultora Débora Carvalho, da Contmatic, empresa especializada no desenvolvimento de softwares contábeis e de gestão. Ela diz que o eSocial é um caminho sem volta e acredita que, após consolidado, facilitará a vida do empresário, já que reunirá em um só formulário, informações sobre 44 diferentes “eventos”, contendo cerca de 160 campos a serem preenchidos com informações sobre funcionários. O novo banco de dados substituirá os formulários que hoje são feitos separadamente e enviados para distintos órgãos.

“São tantas informações e regras que muitos empresários e contadores estão completamente desorientados”, afirma Débora Carvalho. Em sua opinião, a melhor dica é sanar desde já as informações da folha de pagamento e das obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais dos contribuintes.

“O que está sendo pedido são estritamente as informações que já são repassadas hoje. A única diferença é que agora elas vão ter que ser repassadas por meio digital”, rebate o coordenador Maia, auditor fiscal do Ministério do Trabalho.

Como o eSocial vai facilitar o acesso às informações previdenciárias e trabalhistas, a consultora alerta que eventuais erros serão facilmente localizados e as punições também virão de forma automática. No ano passado, a Receita Federal encontrou divergências no processo de apuração de informações declaradas nas guias de recolhimentos do FGTS e da Previdência Social, que somaram cerca de R$ 4 bilhões.

Maia refuta a interpretação de que a meta do governo seja ampliar ainda mais a arrecadação por meio dos cruzamentos. “Este temor é descabido. Não é este o espírito do projeto. O objetivo é, ao contrário, evitar que os erros, que hoje são evitáveis, sejam cometidos”, garante.

O vice-presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), Luiz Carlos Correa, comemora o eSocial. “O eSocial é um caminho que, se bem conduzido, provocará uma simplificação”, diz Correa.