Campus da UFRPE no Cabo oferece três mil vagas em cinco cursos de engenharia

Projeto inovador vai permitir a opção entre as modalidades Tecnológico e Bacharelado e a concessão de bolsas de Iniciação Científica a 100% dos discentes

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) anunciou o perfil acadêmico e administrativo da Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho (UACSA/UFRPE), cujas aulas começam no início do segundo semestre de 2014. O campus Abolicionista Joaquim Nabuco, como foi batizado, vai abrigar, inicialmente, três mil alunos em cinco cursos de engenharia. O projeto inovador vai permitir a opção entre as modalidades Tecnológico e Bacharelado e a concessão de bolsas de Iniciação Científica a 100% dos discentes.

Os cursos com vagas abertas para seleção no meio do ano, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu/Enem 2013), são Engenharias Civil, Elétrica, Eletrônica, Mecânica e de Materiais. O formato acadêmico será diferenciado. Além da opção entre obter o diploma de tecnólogo ou de bacharel, o aluno terá aulas presenciais e semipresenciais (EAD), disciplinas de línguas portuguesa e inglesa, e, assim como professores em sala de aula, terá um a figura do preceptor –orientador nas práticas vivenciadas dentro das empresas conveniadas.

A empresa licitada para as obras da UACSA já começa a construção do campus nos próximos dias, com previsão de conclusão em 2016. Até o fim desse período, as aulas serão realizadas em galpão provisório que está sendo instalado no Multimodal Cone Suape – BR-101, com toda a estrutura de salas de aula, laboratórios, biblioteca, administração, entre outros aparatos.  No campus definitivo, o acesso dos alunos, professores e funcionários será feito pelas rodovias BR-101 Sul e PE-60, sendo que o governo de Pernambuco já licitou a obra da PE-33, que ligará as duas vias e dará pleno acesso à UACSA e ao novo campus do IFPE.

De acordo com o professor Romildo Morant, um dos assessores especiais da Reitoria designados para a implantação da nova unidade, o campus definitivo terá 157 mil metros quadrados de área construída. Para a primeira etapa, estão sendo construídos 90 mil metros quadrados. O terreno, de 20ha, foi doado pela Prefeitura do Cabo em novembro de 2012. Entre os diferenciais, está a implantação de um prédio de sete andares onde funcionará o Núcleo de Inovação Tecnológica, com infraestrutura para receber pesquisadores, empresários e especialistas visitantes. “Nossos prédios também seguirão o princípio da sustentabilidade, com processos como a reutilização da água, aquecedores solares, entre outras soluções”, afirmou.

A reitora da UFRPE, Maria José de Sena, ressaltou o caráter diferenciado da UACSA na aproximação do estudante com o mundo do trabalho como modelo a ser adotado futuramente nos outros campi da Instituição. De acordo com a gestora, o método tradicional de aula, em que o aluno permanece a maior parte do tempo em sala, está fadado ao fim.

Segundo a reitora, a parceria com as empresas e indústrias que estarão em contato com a Universidade, seja em projetos e pesquisas, seja no acolhimento ao aluno, será permanente e de extrema importância para a motivação do estudante. “O modelo atual faz com que o aluno só tenha contato com mundo do trabalho no final do curso, e não tem jovem hoje que aguente. Esse é um dos principais motivos da evasão”, sublinha.

O governo federal liberou, no final de 2012, R$ 35 milhões para a primeira etapa da construção da UACSA. Todo o campus deverá custar R$150 milhões.

Além do professor Romildo Morant, participam da Comissão de Implantação do Campus das Engenharias o professor Emídio Cantídio de Oliveira Filho (ex-reitor da UFRPE), o professor Amilton Sinatora (USP) e colaboradores.

Área logística precisa de mais profissionais qualificados

Segmento atravessa impasse entre necessidade de bons profissionais e oferta de bons salários

O desenvolvimento recente da economia de Pernambuco traz a reboque a expansão de diversos campos de trabalho, mas um deles se destaca pela “onipresença”. A logística – com forte atuação em transporte, armazenagem e distribuição – tem ampliado sua importância no Estado, fomentando a oferta de qualificação e aumentando a demanda por pessoas especializadas. No entanto, o segmento enfrenta um impasse: com margem de lucro apertada, resiste em oferecer salários menores, enquanto concorrentes de outros Estados e países, especialmente de grande porte, atraem os melhores profissionais com remunerações mais interessantes.

“Praticamente todas as empresas têm ou precisam de alguma atividade logística. Diria que onde houver movimentação e armazenagem de bens e informações as atividades logísticas estarão presentes”, explica o presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), Fernando Trigueiro. O varejo e a indústria são setores que precisam de empresas da área logística com intensidade, seja para entregar a mercadoria de um fornecedor para o cliente final ou de uma fábrica para atacadistas; ou ainda para a chegada e gestão de matérias-primas para a transformação industrial. Embora seja ligada à administração de empresas, a logística envolve diversos conhecimentos aplicados nesse processo, como planejamento, estatística, engenharia e economia.

Presidente da Dasein, empresa mineira especializada em recrutamento de altos executivos que atua em Pernambuco, Adriana Prates lembra que a logística é uma atividade antiga, mas o atual contexto econômico, especialmente no Nordeste, mudou as necessidades do segmento e faz com que as empresas busquem profissionais com “habilidades diferentes das do passado”. “Essa área deixou de estar no segundo plano para ser prioridade e hoje envolve muitas outras áreas e habilidades”, explica Adriana. Ela estima que, em 2014, o segmento terá um incremento entre 50% e 70% da necessidade de executivos especialistas.

Não há números disponíveis sobre os profissionais no ramo atualmente. No entanto, dados do Senai Pernambuco indicam que a procura pelo curso técnico de logística cresceu 218% em três anos, saindo de 115 matrículas em 2011 para 366 no ano passado. Além do Senai, instituições como Senac, Faculdade Joaquim Nabuco, Grau Técnico, Politec, Universidade de Pernambuco (UPE) e UFPE oferecem treinamentos na área, de cursos técnicos e de aperfeiçoamento a tecnólogos (nível superior) e MBAs.

“É difícil dizer como escolher um bom curso, mas posso afirmar que todos dependem da dedicação do aluno em procurar aprender e ser cada vez melhor”, ensina Rodrigo Parente Costa, 35 anos. Graduado em administração, ele está fazendo carreira em logística. Há dez anos trabalha em uma das empresas pernambucanas que são referência no segmento, a Norlog. Começou como estagiário e hoje é gerente. O trabalho requereu mais conhecimento e ele optou por um MBA, além de outros cursos específicos e participação em palestras e eventos. Um dos colegas de trabalho dele, Evandro Barbosa, 32 anos, que ocupa a função de auxiliar, optou primeiro pelo curso de tecnólogo e logística e hoje está fazendo faculdade de administração: “O tecnólogo oferece uma inserção mais rápida no mercado e agora estou complementando minha formação”.

O coordenador do curso de logística do Senai do Cabo de Santo Agostinho, Marcos André Lima, lembra que há menos de cinco anos não havia capacitações disponíveis em nível técnico na área: “Estamos tendo um incremento forte na área, principalmente devido às transportadoras, o que gera oportunidade para vários níveis, de operador a gestor”.

Universidades de Pernambuco abrem cursos para suprir novas demandas do mercado

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Estudante de engenharia naval, Flávio Moraes espera estar inserido no mercado de trabalho em um ano e meio. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
O perfil das universidades pernambucanas mudou consideravelmente nos últimos 10 anos. De 2004 para cá, mais de 80 cursos foram criados nas principais instituições de ensino superior do estado. Voltando atenção às necessidades do mercado de trabalho local e dos setores que despontaram na última década no estado – como o naval, o petroquímico e até o audiovisual – as universidades estão investindo em cursos que atendam à crescente demanda de profissionais. Até 2017, pelo menos sete novas graduações devem ser criadas, entre elas a esperada engenharia automotiva na UFPE, destinada à formação de mão-de-obra para o polo automotivo da Mata Norte do estado.

Um dos detaques no mercado é o curso de engenharia naval da UFPE, primeira universidade do Nordeste a oferecer a graduação. Os primeiros 10 estudantes devem se formar em junho de 2015. “A criação desse curso foi uma resposta às demandas geradas pela economia do estado. Dessa primeira turma, quatro estudantes fizeram intercâmbio no Japão, no estaleiro da Mitsubishi”, destacou o reitor da universidade, Anísio Brasileiro. Estudante do curso, Flávio Moraes, 22 anos, espera, em um ano e meio, estar inserido no mercado. “Quando fiz vestibular, queria cursar engenharia mecânica, mas o crescimento de Suape me fez optar pela naval”.

A pró-reitora para Assuntos Acadêmicos da UFPE, Ana Cabral, ressaltou que os esforços da instituição para criar novos cursos não se concentram apenas na área das exatas. O bacharelado de cinema e audiovisual, de 2008, tem chamado a atenção dos estudantes que querem se inserir nas produções cinematográficas locais, que alcançaram posição de destaque nos cenários brasileiro e mundial. “A formação acadêmica é importante, mas é preciso produzir bastante para ganhar visibilidade no mercado”, observa o estudante de cinema da UFPE Alan Tonello, que atuou no premiado longa Tatuagem. Até 2017, a Federal deve criar pelo menos cinco novos cursos, entre eles psicologia e biblioteconomia no campus de Vitória de Santo Antão.

Na avaliação do diretor do Fórum Suape Global, Silvio Leimig, houve uma aproximação entre os interesses do mercado e das universidades. “Com o crescimento de determinadas áreas, percebemos que se fazia necessário dar uma guinada no ensino superior”. A assessora técnica da Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo de Pernambuco, Angella Mochel, garantiu que as vagas para quem tem formação superior no estado vão aumentar nos próximos anos. “As oportunidades para nível superior cresceram 30% no segundo semestre de 2013 e a tendência é de crescimento para este ano. Os estudantes das primeiras turmas desses cursos devem ser absorvidos rapidamente pelo mercado”, assegurou.

Principais cursos criados nos últimos 10 anos nas universidades do estado:
2004 – Gastronomia – UFRPE
2005 – Agronomia (campus Garanhuns) – UFRPE
2006 – Enfermagem (campus Petrolina) – UPE
2007 – Medicina (campus Garanhuns) – UPE
2008 – Cinema e audiovisual – UFPE
2009 – Administração pública – UFRPE
2010 – Gestão portuária – Unicap
2011 – Engenharia naval – UFPE
2012 – Bacharelado em ciências biológicas – Unicap
2013 – Direito – UPE
2014 – Medicina (campus Caruaru) – UFPE

Cursos que devem ser criados nos próximos anos:
– Psicologia (campus Vitória de Santo Antão) – UFPE – 2015
– Pedagogia bilíngue/libras – UFPE – 2015
– Biblioteconomia (campus Vitória de Santo Antão) – UFPE – 2015
– Ciências contábeis (campus Caruaru) – UFPE – 2015
– Engenharia automotiva – UFPE – Sem data definida*
– Logística – Unicap – Sem data definida
– Medicina – Unicap – Sem data definida

* até 2017

Engenharia Naval é o curso mais concorrido do Sisu

EXAME.COM

Diante do que se vê na tabela ao fim desta matéria, pode-se ter a impressão (errônea) de que nem é tão difícil passar em medicina nas universidades federais brasileiras. A nota de corte no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o curso de disputa mais acirrada do país, o de engenharia naval, foi de 869,15 pontos, contra 748,45 em medicina. Uma significativa diferença de mais de 120 pontos (16%).

Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Educação, que não revelou, no entanto, quais são as instituições que detém essas altíssimas exigências de entrada. Isso será feito mais tarde, segundo o MEC.

Dos 10 primeiros lugares, apenas um não é da área de engenharia, como pode ser visto abaixo.


As inscrições para quem foi aprovado começam no dia 17 e vão até 21 de janeiro. O resultado da segunda chamada sai no dia 27 deste mês.
No total, 2,5 milhões de estudantes se inscreveram para alguma das 171,4 mil vagas ofertadas pelo Sisu, 31,2% a mais que um ano atrás.

Falta de mão de obra qualificada é um dos principais obstáculos à inovação na indústria

Numa análise retrospectiva, a falta de pessoal qualificado se mostra como gargalo para o avanço da inovação tecnológica…

Agência Brasil

RIO DE JANEIRO – A falta de pessoal qualificado constitui um dos principais obstáculos à inovação tecnológica na indústria. De acordo com a Pesquisa de Inovação Tecnológica 2011 (Pintec), 72,5% das empresas do setor atribuíram importância alta ou média para o problema. O item foi superado apenas por custos elevados (81,7%).

Divulgada nesta quinta-feira (5), a Pintec é um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que tem por objetivo construir indicadores setoriais das atividades de inovação das empresas do setor de indústria, e indicadores nacionais das atividades de inovação nas empresas dos setores de eletricidade e gás e de serviços selecionados – que tem como referência o período 2009-2011.

Nas quatro edições anteriores da Pintec, os principais problemas e obstáculos eram de ordem econômica como ficou constatado à época junto às empresas. “Nas pesquisas anteriores tiveram destaque aquelas dificuldades representadas pelos elevados custos de se inovar, não só pela escassez de fontes apropriadas de financiamento como também pelos riscos econômicos excessivos”.

Numa análise retrospectiva, a falta de pessoal qualificado se mostra como gargalo para o avanço da inovação tecnológica. Na Pintec 2005 (2003-2005) a falta de mão de obra qualificada foi o sexto problema apontado como relevante para a indústria. Em 2008 (2006-2008) o item ocupou a terceira posição. “Esta tendência foi reforçada na Pintec 2011, dado que esta edição marca, pela primeira vez, a identificação de uma dificuldade de natureza não estritamente econômica entre as duas mais importantes indicadas pelas empresas inovadoras do setor de Indústria: 72,5% destas atribuíram importância alta ou média à falta de pessoal qualificado”.

Esse obstáculo é superado apenas pelo item custo, assinalado como gargalo a ser superado por 81,7% das empresas da indústria. Em terceiro lugar estão riscos (71,3%), seguido por escassez de fontes de financiamento (63,1%).

Segundo o IBGE, os elevados custos também foram apontados como obstáculos para o setor de Serviços (81,5%) e Eletricidade e Gás (83,2%).

Fornecedores da indústria de petróleo e gás terão participação ativa no Prominp

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Rio de Janeiro – O primeiro trimestre de 2014 marcará o início do novo modelo de gestão do Programa de Mobilização da Indústria Nacional  de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que contará com a participação ativa, nos processos de seleção, dos fornecedores de bens e serviços para a área de petróleo e gás. Criado pelo Ministério de  Minas e Energia em 2003, o programa capacitou, até setembro passado, 97 mil técnicos em 17 estados, em cursos nos quais foram investidos mais de R$ 290 milhões.

Os recursos do Prominp são procedentes da Participação  Especial, definida pela Lei do Petróleo e equivalente a 0,5% sobre a receita bruta dos poços de petróleo cuja produção excede 20 mil barris diários. Esses recursos formam um fundo que é gerido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“O Prominp é um programa criado para estimular a qualificação do fornecedor da indústria de petróleo e gás, para que ela possa participar de projetos no Brasil e no exterior”, destacou, em entrevista à Agência Brasil, o coordenador executivo do programa, Paulo Sérgio Rodrigues Alonso.

Segundo ele,  levantamento feito em 2013 pelo Prominp e a ANP constatou que apenas 67% do pessoal capacitado estavam empregados de fato na indústria de petróleo e gás e 33% saíam para outras áreas. Havia a necessidade de canalizar esse contingente de técnicos qualificados também para a indústria de petróleo e gás, explicou.

Verificou-se que os editais públicos levavam em conta a necessidade de pessoal dos grandes empreendimentos, mas não incluíam as empresas que iam contratar, como estaleiros e companhias de construção e montagem. Este ano, a ANP e o Prominp  decidiram estabelecer novo modelo que levantou os principais projetos da indústria de petróleo e gás até 2015, entre eles a construção de novas refinarias, 38 plataformas e barcos de apoio, que se juntaram às necessidades dos grandes estaleiros e empresas de construção e montagem.

Os processos de seleção serão conduzidos a partir de agora pelas próprias empresas fornecedoras de bens e serviços do setor, de acordo com a disponibilidade de vagas, que serão anunciadas no site do Prominp. Os fornecedores indicarão as categorias profissionais de que necessitam e também destinarão, juntamente com o Prominp, recursos para a qualificação dos trabalhadores, ao contrário do modelo que vigorava até então.

O novo sistema estabelece que os alunos farão os cursos com metade paga pelo futuro empregador e metade pelo Prominp. “Se ele (aluno) não tiver grau mínimo no fim do curso, a empresa não tem que arcar com o ônus da demissão”, esclareceu Paulo Alonso. A medida, segundo ele, preserva o candidato e a empresa contratante. A Petrobras acompanhará todo o processo.

Nessa nova fase do programa, serão oferecidas 17.207 vagas até 2015. Os profissionais serão absorvidos pela Petrobras e outras operadoras do setor de petróleo e gás e pelo mercado. O novo modelo terá também novo gestor – o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), da Confederação Nacional da Indústria -, uma vez que a instituição anterior que gerenciava os cursos, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimac), encerrou o convênio e não demonstrou interesse em renová-lo, informou Paulo Alonso.  O convênio com o Instituto Euvaldo Lodi já foi assinado.

O coordenador executivo do Prominp não tem dúvidas de que o programa beneficia o mercado brasileiro em termos de aumento de emprego e de renda, contribuindo também para elevar o nível de conteúdo nacional nos projetos da área de petróleo e gás. “A qualificação está ficando mais apurada”, sustentou, acrescentando que há ênfase para a indústria naval. “Focalizando na formação desse pessoal, para conseguir que, no horizonte de cinco anos, os estaleiros brasileiros estejam no mesmo nível dos estaleiros de fora”.

A exploração e produção na região do pré-sal  é objetivo também do Prominp. “De todas as 17.207 vagas previstas para essa nova fase do Prominp, 55% são para trabalhar em obras do pré-sal”, disse Alonso. Os restantes 45% se dividem entre as áreas de petróleo e gás, energia, elétrica e abastecimento. O Prominp vai investir R$ 51 milhões nessas 17.207 novas vagas de qualificação.

Fonte: Agência Brasil

Parceria garante mão de obra para setor de vidros

O SENAI Pernambuco, em parceria com a empresa Top Mix Metais e Esquadrias e a AL Puxadores, realizou o curso Técnicas de Especificação e Aplicação do Vidro Temperado e Laminado, primeiro do Estado voltado para a formação de mão de obra para as indústrias de vidro e acessórios. O aperfeiçoamento, realizado entre os dias 22 e 26 de outubro, teve carga horária de 24 horas e formou 49 profissionais que tinham interesse em se especializar ou reciclar na área.

O curso nasceu da carência de mão de obra no mercado nacional. Hoje o setor do vidro cresce 15% ao ano, e os salários para ajudantes e técnicos variam de R$ 800 a R$ 4 mil. Com aproximadamente 10 horas de teoria e 14 horas de aulas práticas, o curso foi ministrado pelo engenheiro e referência nacional na área Pedro Rogélio Pina. Na capacitação, foram abordados os processos de fabricação e beneficiamento do vidro, corte, instalação, itens de segurança, atendimento aos clientes e outras questões.

“A receptividade dos alunos pôde ser notada pela curiosidade demonstrada com as novidades do setor. O interesse e a procura foi tanta que já está prevista a realização de mais duas turmas para o mês de janeiro”, comentou Rogélio.