Copa do Mundo rende R$ 12 bi aos bares em junho

Agência Estado

Com a bola rolando e sem o registro de grandes manifestações e protestos violentos, os bares comemoram o movimento que a Copa do Mundo levou aos estabelecimentos. Diante da demanda acima das expectativas, o segmento deve faturar R$ 12 bilhões no mês do Mundial de futebol, segundo previsão da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

No ano passado, a Copa das Confederações já havia incrementado a receita de bares e restaurantes, que ficou entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões no período entre junho e julho. “É a primeira vez que estamos vivendo um evento de impacto nacional tão prolongado. Não tínhamos essa expectativa”, diz o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior.

No balanço da entidade para as primeiras duas semanas do Mundial o movimento nos bares cresceu em média 70% nos dias de jogos do Brasil – mas alguns locais receberam número de clientes duas ou até três vezes maior que o normal. O tempo de permanência dos clientes também é maior. Em outras Copas, o público aumentava de 50% a 70% nos jogos da seleção, lembra Solmucci Júnior.

“As pessoas estão assistindo ao máximo de partidas que podem”, diz. Seleções campeãs como Uruguai e Itália e até menos favoritas como Irã têm atraído torcedores. Daqui para frente, com menos jogos na segunda fase da Copa, a animação deve ser menor, mas a expectativa continua alta. “As pessoas devem continuar acompanhando, independentemente de o Brasil continuar na Copa”, prevê Solmucci.

Expansão de aeroportos e infraestrutura alcançam números recordes no País

Legado

No começo de 2011, maiores aeroportos podiam receber 215 milhões de viajantes. Agora, capacidade é de 285 milhões de pessoas por ano
por Portal Brasil

Novo aeroporto de Natal, RN

Os principais aeroportos do Brasil chegam ao mês da Copa do Mundo com um salto sem precedentes na sua capacidade. Em três anos e meio, os terminais que atendem as capitais tornaram-se capazes de acomodar por ano mais 70 milhões de passageiros – o equivalente a seis vezes a população de São Paulo, maior cidade do País.

No começo de 2011, os maiores aeroportos brasileiros podiam receber 215 milhões de viajantes. Agora, a capacidade é de 285 milhões de pessoas por ano. No fim de 2014, com a finalização do novo aeroporto de Viracopos, ela será de 295 milhões de passageiros por ano.

A expansão se deu graças aos R$ 11,3 bilhões investidos nos últimos três anos e meio, tanto na rede operada pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) quanto nos quatro aeroportos concedidos à inciativa privada. A mudança foi mais acelerada nestes últimos: somente entre 2012 e 2014, eles tiveram sua capacidade ampliada em 57%. Até o final deste ano, a expansão terá sido de 76%.

Esta é a principal injeção de recursos que os aeroportos brasileiros já receberam em um curto período de tempo. Ela atende à forte expansão na demanda no país na última década, quando o uso do avião quase triplicou.

“Já podemos perceber nitidamente que o transporte aéreo brasileiro entrou em outro patamar. Os investimentos feitos pelo governo federal, além da iniciativa de conceder aeroportos para administração privada, colocaram-nos de vez no século 21”, afirmou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco. “A tendência é que cresçamos cada vez mais, trazendo conforto, modernidade e segurança para passageiros brasileiros e estrangeiros”, acrescentou.

Melhorias para Copa do Mundo

O projeto para a Copa incluiu concessões de seis aeroportos: Brasília (DF), Campinas (SP), Guarulhos (SP), São Gonçalo do Amarante (RN), Galeão (RJ) e Confins (MG). Além disso, investimentos de R$ 6,28 bi para melhoria da infraestrutura aeroportuária em terminais de passageiros, pistas e pátios, e adequações operacionais. Os 21 empreendimentos de reforma e construção de terminais de passageiros aumentarão em 81% a capacidade de recepção de passageiros nos aeroportos da Copa.

A capacidade de atender turistas brasileiros e estrangeiros já é, hoje, maior do que o necessário. Durante os 45 dias que marcam o evento esportivo no Brasil, os aeroportos das cidades-sede terão aumento de 209% no número de funcionários públicos responsáveis pela segurança nos terminais, como os agentes da Polícia Federal e da Receita Federal.

Passagens aéreas

O governo criou um comitê interministerial para discutir e fiscalizar preços, tarifas e a qualidade dos serviços durante a Copa. Em caso de preços abusivos, os órgãos de defesa do consumidor podem agir. Sobre os hotéis, o Ministério do Turismo criou um site sobre hospitalidade para divulgar opções de hospedagens alternativas. Quanto às passagens, a Anac aumentou a malha aérea para estimular a diminuição dos preços.

Quanto à quantidade de voos e demanda, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou um aumento de 1.973 novos voos entre 6 de junho e 20 de julho, com objetivo de reforçar a malha aérea e diminuir os preços das passagens durante a Copa do Mundo.

Inovações tecnológicas

Rotas mais diretas, redução no tempo de voo, menos poluição no meio ambiente, diminuição do ruído e economia de combustível são alguns dos benefícios que novas tecnologias passarão a implementar na infraestrutura aeroportuária brasileira. A otimização do uso do espaço aéreo já é realidade no Brasil por meio de novos sistemas de navegação que vão permitir a capacitação de recursos humanos nos aeroportos, bem como promover a evolução do Sistema de gerenciamento de tráfego aéreo.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) é uma organização subordinada ao Ministério da Defesa e sob Comando da Aeronáutica que é responsável pelo controle estratégico do espaço aéreo brasileiro. Todos os serviços que demandam alto grau de tecnologia, mão-de-obra, pesquisa e planejamento especializados, relacionados ao controle do nosso espaço aéreo, são prestados pelo Decea.

O Programa Sirius Brasil é uma dessas tecnologias e trata-se de um conjunto de empreendimentos que tem modernizado o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab). O Sirius é um programa voltado a modernização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro nas seguintes vertentes:  segurança operacional, gerenciamento de tráfego aéreo, comunicação aeronáutica, vigilância aérea, navegação aérea, meteorologia aeronáutica, gerenciamento de informações aeronáuticas, busca e salvamento e recursos humanos.

A implementação de alguns sistemas previstos nestes empreendimentos viabilizam, dentre outros recursos,  a redução de custo operacional no transporte Aéreo, como por exemplo: RNP AR (procedimento de aproximação para pouso baseado em satélites que torna o voo muito mais preciso e proporciona uma descida em velocidade contínua) ou o ADS-B na Bacia de Campos, ferramenta análoga ao radar, porém de custo muito menor e que pode ser instalada em plataformas de petróleo para monitorar voos de helicópteros.

Com a adoção dos recursos de alta tecnologia e das inovações do Programa Sirius Brasil, afinado ao Conceito Operacional ATM (Gerenciamento de Tráfego Aéreo), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) faz com que o Brasil figure no seleto grupo de países que operam as mais modernas tecnologias de navegação aérea.

Novas regras para acessibilidade

No último dia 16 de abril, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) lançou novas regras de acesso ao transporte aéreo de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (Pnae). Uma das principais mudanças é transferir das companhias para o operador aeroportuário a responsabilidade pelo fornecimento de mecanismos adequados para o embarque ou desembarque de passageiros. O procedimento pode ser feito com equipamento de subida ou descida por rampa, quando é o caso de passageiros que necessitem de macas ou cadeiras de rodas.

Dados

De 2011 até o momento, foi construído 1,4 milhão de metros quadrados de novos pátios, o equivalente a 167 campos de futebol como o Maracanã. Além disso, foram criadas 270 vagas de estacionamento para aeronaves comerciais tipo Boeing-737, que têm capacidade para cerca de 200 pessoas.

Os principais aeroportos do País também receberam 65 novas pontes de embarque, o que representa 39% a mais. Outras 34 serão entregues até o fim deste ano.

A área de terminais de passageiros nos aeródromos brasileiros passou de 1,1 milhão de metros quadrados para 1,5 milhão de metros quadrados. No fim de 2014, serão 47% de expansão, já que a área total será de mais de 1,7 milhão de metros quadrados.

Veja as principais melhorias em alguns aeroportos do País:

 

Galeão  (RJ)

O Aeroporto Internacional Tom Jobim chegou ao mês da Copa com capacidade de atender 30,8 milhões de passageiros por ano. Trata-se de um salto de 77% em relação aos 17,4 milhões de passageiros que o Galeão comportava antes da reforma no Terminal-2. A renovação acrescentou 13 mil metros quadrados ao terminal de passageiros, que ganhou duas novas ilhas de check-in, com 32 balcões de atendimento, e um novo sistema de esteiras de bagagem. Foram instalados novos pórticos de raio-X e banheiros foram reformados. Até o final do ano, mais 35 mil metros quadrados de terminal serão entregues.

 

Brasília (DF)

O terminal principal do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ganhou duas novas alas e 16 novas pontes de embarque. O conjunto de obras aumentou a capacidade do aeroporto de 16 milhões para 25 milhões de pessoas por ano – uma expansão de 56%. Com a construção dos píeres Sul e Norte, as novas alas de embarque e desembarque doméstico e internacional, a área destinada aos passageiros no JK passou de 80 mil para 120 mil metros quadrados. O pátio de aeronaves, outro elemento crítico para a ampliação da capacidade de um aeroporto, cresceu mais de duas vezes e meia. O número de vagas para automóveis mais do que dobrou com a inauguração de um segundo estacionamento.

 

Porto Alegre  (RS)

O Aeroporto Internacional Salgado Filho ganhou quatro novas pontes de embarque e uma reforma que ampliou sua capacidade em quase um terço. Em junho de 2014, o aeroporto da capital gaúcha podia atender até 15,3 milhões de passageiros por ano, contra 11,8 milhões em janeiro de 2011.

 

Confins (MG)

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves triplicou nos últimos três anos e meio sua área de estacionamento de aeronaves. As obras no aeroporto, ainda em curso, já elevaram sua capacidade em 67% – de 10,2 milhões para 17,1 milhões de passageiros por ano.

 

Manaus (AM)

 O aeroporto Eduardo Gomes teve uma expansão de 110% em sua capacidade de receber passageiros. Nos últimos três anos e meio, ela subiu de 6,4 milhões de pessoas por ano para 13,5 milhões. A área disponível aos passageiros cresceu 65%, e o número de vagas de estacionamento saltou de 770 para 1.160.

 

Guarulhos (SP)

O maior aeroporto do País ganhou um novo terminal de passageiros, o terminal 3, cuja área equivale à dos três outros terminais somados. A área para passageiros em Cumbica dobrou, de 191 mil para 387 mil metros quadrados; 20 novas pontes de embarque foram construídas e o pátio de aeronaves cresceu de forma a acomodar mais 47 aviões tipo Boeing-737. A capacidade de passageiros por ano cresceu 68%, de 25 milhões para 42 milhões.

 

Fontes: AnacInfraero

Oportunidades crescem com proximidade do mundial

Emprego na Copa

Micro e Pequenas Empresas brasileiras já arrecadaram R$ 281 milhões com a Copa 2014 por meio de negócios, segundo Sebrae

por Portal Brasil

A Copa do Mundo 2014 deve gerar uma série de oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede em todas as regiões do Brasil. As Micro e pequenas empresas brasileiras já arrecadaram R$ 281 milhões com a Copa 2014 por meio de negócios, segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Preparar os empresários para essas oportunidades é o foco do Sebrae em 2014. O mapa de oportunidades engloba nove setores da economia: agronegócio, comércio varejista, construção civil, madeira e móveis, economia criativa (artesanato, gastronomia, entretenimento etc.), moda (têxtil e confecção), serviços, tecnologia da informação e comunicação (TIC) e turismo.

Além do Mapa, o Sebrae reuniu estudos, indicadores e mapeamentos, em diversas áreas da economia, para que o empreendedor tivesse a sua disposição um completo arsenal de informações para direcionar com precisão seus investimentos com vistas ao Mundial de 2014.

A participação das micro e pequenas empresas (MPEs) nacionais ganhou corpo por meio da atuação dos programas coordenados pelo Sebrae Nacional, como a “Rodada de Negócios”, que foram encontros de empresários com metas de aproximar fornecedores e compradores.

No total, 41 mil empresas foram atendidas por esses eventos ou programas relacionados ao Mundial. Nos meses que antecedem a Copa do Mundo o setor do turismo, artesanato e serviços em geral devem ser os setores mais aquecidos. O Sebrae estima que sejam gerados R$ 500 milhões para micro e pequenas empresas até o fim da competição.

Copa do Mundo como oportunidade para pequenas empresas

Os investimentos relacionados à organização e realização da Copa do Mundo no Brasil, bem como o maior volume de movimentação econômica durante (e após) o evento, representam oportunidade de apropriação desses montantes pelas MPEs brasileiras situadas nos estados das cidades-sede onde ocorrerão os jogos.

Conforme consultoria do Sebrae Nacional em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o valor investido em obras de infraestrutura e organização do País será de R$ 22,46 bilhões. Adicionalmente, a competição deverá injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos diretos, indiretos e induzidos. Estima-se que, no período de 2010 a 2014, tenham sido movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais no País. Apenas para o setor de tecnologia da informação (TI), a demanda de investimentos chegou a R$ 309 milhões para acomodar o grande fluxo de dados associado ao megaevento.

Geração de empregos

De acordo com o levantamento do Sebrae, a geração de emprego temporário é relativo a 3,63 milhões de empregos-ano. A distribuição exata desses empregos-ano ao longo do período 2010-2014 foi relativo ao cronograma preciso de realização das obras e ações. Os setores mais beneficiados pela Copa do Mundo foram os de construção civil, alimentos e bebidas, serviços prestados às empresas, serviços de utilidade pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana) e serviços de informação. Em conjunto, todas essas áreas deverão ter sua produção aumentada em R$ 50,18 bilhões até o final do evento. No topo da lista dos beneficiados, a construção civil gerará R$ 8,14 bilhões a mais no período 2010-2014.

Aeroporto de Brasília é o maior hub doméstico do País

Concedido à inciativa privada, aeroporto recebeu R$ 900 milhões em investimento para obras de ampliação visando à Copa

por Portal Brasil

Jua Pita/Inframerica

Foto: Blog do Planalto/Divulgação#

Passageiros caminham pelo Pier Sul, uma das novas estruturas do Aeroporto de Brasília

O Aeroporto de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek recebe atualmente cerca de 16 milhões de passageiros por ano, sendo hoje o maior hub (centro de conexões) doméstico do País. Segundo informações do consórcio Inframerica, o primeiro quadrimestre de 2014 registrou aumento de 27% no número de conexões realizados no aeródromo em comparação a igual período em 2013.

Para atender a demanda crescente e sendo a cidade uma das sedes da Copa do Mundo, o projeto de modernização e expansão considerou a necessidade de ampliar os terminais de passageiros, para receber 25 milhões de passageiros/ano, as pistas e o estacionamento.

Com investimento de R$ 900 milhões, as obras tiveram início em dezembro de 2012, com previsão de término até o início da Copa do Mundo, o que se concretizou no fim de maio deste ano.

Visando ao conforto do passageiro, o projeto incluiu a ampliação do estacionamento, de 1.234 vagas para 3.100 vagas, uma nova área de embarque, mais ampla, e a reforma completa do Terminal 2. Ao todo, o aeroporto conta com 110 mil m2 de terminais de passageiros.

Duas das principais partes do projeto são o Píer Sul (nova sala de embarque e ponto de aeronaves), com 10 novos fingers disponíveis, e o Píer Norte, com uma sala de embarque com 8 fingers (pontes de embarque). Com as duas alas em operação, o aeroporto de Brasília passa a ter 29 pontes de embarque, podendo atender 25 milhões de passageiros por ano.

O aeroporto ganhou um novo posto médico, assim como uma nova central de água gelada para abastecimento do ar-condicionado dos píeres norte e sul e novos sanitários. O embarque internacional foi reformado e o embarque doméstico passou por mudanças, para reduzir o tempo de espera nas filas de check-in. As salas de desembarque doméstico e internacional foram ampliadas, com a substituição de esteiras. A nova sala VIP, de 1.500m², tem capacidade para atender até 300 passageiros simultaneamente.

Ao todo, 95 novos balcões de check-in de uso compartilhado estão disponíveis aos usuários na aviação doméstica.

Pernambuco recebeu uma média de 5 milhões de visitantes em 2013

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Segundo a Infraero, o estado de Pernambuco apresentou um crescimento de 3,5% no desembarque de passageiros nacionais e internacionais no último ano. Trata-se de um aumento significativo se comparado aos demais destinos da região Nordeste, que registraram queda na movimentação: Salvador (-11,80%), Fortaleza (-1,76%) e Natal (-14,27%). Pernambuco recebeu em 2013 mais de 5 milhões de visitantes. Segundo a secretaria do estado, os resultados refletem o trabalho realizado na estruturação e promoção turística efetuado pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).

O fluxo de turistas em Pernambuco continua crescendo a uma média de 7% ao ano. “Pernambuco é o estado nordestino com o maior e melhor crescimento. Registramos também um aumento de 9% no número de leitos no Estado. Até a Copa teremos mais 1,7 mil leitos em novos hotéis e ampliações”, declarou o presidente da Empetur, André Correia. Entre os principais destinos emissores, São Paulo continua na liderança (30%), seguido de Rio de Janeiro (12%), Bahia (8%), Minas Gerais (6%) e Ceará (5%). No mercado internacional, o primeiro lugar fica com os Estados Unidos (14,47%), tendo na sequência Alemanha (13,38%) e Argentina (13,21%).

Promoção

No ano passado foram realizadas 85 ações no Brasil e no mundo. Entre os investimentos em promoção turística, destaca-se a Semana de Pernambuco em Nova York. Cem profissionais de operadoras de viagem e companhias aéreas foram capacitados. Houve ainda show com o cantor André Rio, apresentações com os bonecos gigantes e a participação no Brazilian Day. Outra ação estratégica foi o Workshop Pernambuco é só chegar, composto por apresentação do destino, rodada de negócios e show cultural. Foram visitadas 16 cidades no Brasil e no exterior (Panamá, Estados Unidos e Portugal). O projeto atingiu 3.850 profissionais.

A Setur firmou ainda parceria com as principais operadoras do país, como a CVC, a Flytour e a Visual Turismo. Por fim, a Campanha Mais Noronha e o Natal de Gravatá repetiram o sucesso e superaram as expectativas. Em 2013, o desembarque de passageiros no arquipélago foi 6,7% maior que no ano anterior. Enquanto isso, a terceira edição do espetáculo no Agreste pernambucano atraiu 110 mil pessoas para conferir “A Festa de Reis” no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar. Para este ano, uma boa notícia é que a campanha Mais Noronha com preços mais acessíveis na baixa temporada está confirmada com início em abril.

Estruturação

A evolução do turismo passa também pela estruturação da atividade. Para facilitar a elaboração de roteiros pelos próprios visitantes, a Empetur lançou ano passado os guias Pernambuco de 1 a 8 dias, disponível também na versão Braille; o Rota da Fé e o Rota Rural. O material é oferecido gratuitamente nos Centros de Atendimento ao Turista (CAT´s), que receberam 5.208 pessoas em 2013. Em 2014, os turistas poderão contar com a ajuda de novos guias impressos.

Ainda este mês será lançado o Rota da Confecção. Outros dois estão previstos para o ano: Rota das Cidades Serranas e do Vale do São Francisco. Ainda como parte da estruturação do turismo, está o projeto Taxista Amigo do Turista. Cerca de mil taxistas receberam ano passado tablets com mais de três mil pontos catalogados com atrativos, meios de hospedagem, opções de entretenimento e informações úteis. Além disso, cerca de 190 gestores públicos municipais ligados ao setor foram capacitados pelo Perquali em nove polos anfitriões.

Para este ano, os taxistas de cooperativas do Recife, Olinda, Jaboatão, Ipojuca e Fernando de Noronha receberão este ano 640 tablets. Além disso, a partir de um pedido de entidades de classe como a Abrasel e a ABIH-PE será realizado o dobro de capacitações beneficiando 300 profissionais no entorno de áreas vizinhas ao projeto Praia Sem Barreiras, contribuindo para atender melhor o turista com mobilidade reduzida ou deficiência física, visual ou auditiva.

Anac autoriza 1973 novos voos para período da Copa

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As rotas mais pedidas foram Galeão-Ezeiza (Argentina), com 262 novos voos e 59.756 assentos extras, e Brasília-Guarulhos, com 288 voos e 45.558 assentos

Laryssa Borges, de Brasília

Nova malha aérea: Rotas entre RJ e Buenos Aires, e Brasília e SP são as mais procuradas (Mário Angelo/Sigmapress/Folhapress)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta quinta-feira ter autorizado 1973 novos voos para o período de 6 de junho a 20 de julho, data em que as autoridades estimam o fluxo em massa de turistas e torcedores para a Copa do Mundo. Os números da agência reguladora ainda podem ser alterados, já que as companhias aéreas que pediram para ter o direito de novos voos e horários de pousos e decolagens ainda podem fazer ajustes internos antes de comercializar as passagens.

Além dos novos voos, cerca de 78.000 voos tiveram alguma alteração de horário em território brasileiro para atender a demanda dos torcedores. Ao todo, a Anac recebeu mais de 160.000 pedidos de novos horários ou alteração dos pousos e decolagens já existentes em 25 aeroportos. Com a nova malha aérea, o governo trabalha com a possibilidade de existir voos em horários de baixa demanda, como de noite, madrugada e no meio da tarde.

As cinco rotas mais pedidas à Anac foram Galeão-Ezeiza (Argentina), com 262 novos voos e 59.756 assentos extras ofertados; Brasília-Guarulhos, com 288 voos e 45.558 assentos; Fortaleza-Guarulhos, com 205 voos e 35.214 assentos; Santos Dumont (RJ)-Viracopos (Campinas), com 284 voos e 33.512 assentos e, por fim, Galeão (RJ)-Aeroparque (Argentina), com 242 voos e 30.100 assentos.

Entre as cidades-sede do campeonato, as rotas mais pedidas foram Brasília-Guarulhos (228 voos), Fortaleza-Guarulhos (205 voos), Santos Dumont-Campinas (284 voos), Natal-Guarulhos (105 voos) e Recife-Guarulhos (59 voos).

Desde o final do ano passado, os aeroportos tiveram de informar sua capacidade de fluxo de passageiros. Em dezembro, as empresas apresentaram os pedidos de voos para avaliação do governo federal. Nos próximos meses, elas podem continuar apresentando novas solicitações.

Embora tenha evitado falar em risco de “caos aéreo”, o diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, disse que os aeroportos vão operar com limites de movimentação altos, mas não acima da capacidade. “As empresas, diante da intenção de voo, pediram para a Anac, que viu a capacidade em aeroportos e se empresas tinham condições de prestar esses voos, com aeronaves que cabem na pista, por exemplo”, disse. “Garantimos que os voos estão sendo aprovados dentro da capacidade dos aeroportos”, completou.

Ao aprovar os novos voos e as alterações de rotas, a Anac levou em conta a capacidade de aviões liberarem a pista rapidamente após o pouso, o tamanho dos pátios onde os aviões esperam estacionados, a capacidade do terminal de passageiros e a capacidade de controle de tráfego aéreo. Para os aeroportos de maior movimentação de passageiros – Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo – a agência reguladora vai monitorar os terminais durante todo o período de 6 de junho a 20 de julho. Em aeroportos com fluxo localizado de passageiros, como os de Fortaleza, Salvador ou Cuiabá, cidades que sediarão poucos jogos da Copa do Mundo, o monitoramento do governo será apenas no período próximo das partidas.

Ministério do Turismo investirá R$ 37 mi para atender turistas na Copa

Das nove cidades que receberão investimentos Recife será o 3º montante, no valor de  R$ 6,56 milhões

O Ministério do Turismo (MTur) anunciou nesta segunda-feira que investirá R$ 37 milhões para a construção de 105 Centros de Atendimento ao Turista (CATs) nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil. Atualmente, o País tem 96 postos do tipo nas capitais. O objetivo da ação, que tem parceria com Estados e municípios, é melhorar o atendimento em língua estrangeira. Segundo a pasta, são esperados 600 mil turistas de fora do País para o Mundial, bem acima dos 25 mil que estiveram no Brasil para a Copa das Confederações.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), mostra que o atendimento em idioma estrangeiro recebeu reclamações de metade dos turistas que visitaram o País durante a Copa das Confederações. Foram ouvidos 1.338 turistas estrangeiros em aeroportos brasileiros. Para melhorar a situação, estão previstos reformas de CATs antigos, construção de novas unidades fixas e investimentos em unidades móveis, como vans e patinetes elétricos, numa experiência inédita no País.

Segundo a pasta, os postos de atendimento têm por objetivo atender profissionais que falam até oito idiomas, informam sobre pontos turísticos da região e oferecem material impresso, como mapas. Das nove cidades que receberão investimentos, Porto Alegre terá o maior montante, com R$ 10,7 milhões. Belo Horizonte (R$ 8,53 milhões) aparece em segundo lugar no ranking de recursos para centros de atendimento ao turista, seguido de Recife (R$ 6,56 milhões), Manaus (R$ 6,44 milhões) e Curitiba (R$ 1,89 milhão).