Microcrédito estimulou os bons negócios

A ampliação do acesso ao crédito e a simplificação do recolhimento de tributos a partir das alterações na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em 2008, quando foi criada a figura do Microeempreendedor Individual (MEI), favoreceram o aparecimento de novos negócios em todo o País. Em seis anos, até 2015, cerca de cinco milhões de brasileiros se cadastraram no MEI. O acesso ao microcrédito também cresceu. Somente o Crediamigo – programa de microcrédito urbano do Banco do Nordeste (BNB) – emprestou R$ 566,5 milhões em 2015. No ano de criação do programa, 1998, foram R$ 3,5 milhões emprestados. E, mesmo com a desaceleração da economia, o BNB prevê empréstimos de R$ 600 milhões este ano.

“O microcrédito tomou fôlego no Brasil a partir de 2003, dentro de uma perspectiva de viabilizar a expansão do crédito do Governo Federal, para estimular a atividade econômica. O Crediamigo, por exemplo, é um dos maiores programas da modalidade na América Latina. Desde o ano passado, contudo, houve uma retração do acesso ao crédito de forma geral no País, em virtude da crise econômica que levou muitos empresários à inadimplência”, contextualizou o analista de serviços financeiros do Sebrae, João Albuquerque.

As sócias Ana Paula Lima Santos e Camila Roberta começaram como MEI com um salão em Jardim São Paulo, Zona Oeste do Recife. O Espaço Ellas abriu as portas em 2013, realizando serviços de beleza e estética, uma proposta inovadora na localidade. Elas não revelam o faturamento, apenas que têm mantido o desempenho desejado. Mas o sucesso é notório. Tanto que, no ano passado, em plena crise, as empreendedoras inauguraram uma nova unidade no bairro dos Aflitos, área nobre da cidade. “A nova unidade tem tido excelente adesão, mas nosso forte ainda é Jardim São Paulo”, avalia Ana Paula.

Buscar diferenciais foi preponderante para sobreviver à queda de consumo, na opinião das empresárias. Nesse ponto, não vale achar que o morador do subúrbio aceita qualquer serviço ou produto. “No salão de Jardim São Paulo é onde temos um público que consome mais e paga um ticket médio maior. Nosso tratamento com eles é o mesmo para o público dos Aflitos, oferecemos até espumantes”, diz Cláudia. “Também estamos sempre promovendo cursos com cabeleireiros famosos nos nossos salões e trazendo técnicas inovadoras, como o megahair com fita adesiva. Por causa desse serviço, especificamente, somos procuradas por clientes de vários bairros e até de outros estados”, completa.

(Fonte: Folha PE)

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