Parque tecnológico de farmacos e biotecnologia começa a sair do papel

Raíssa Ebrahim

Jornal do Comércio

Começou a ser estruturada no Curado, Zona Oeste do Recife, a nova aposta científica do Estado: o Parque Tecnológico de Fármacos e Biotecnologia, previsto num terreno de cinco hectares, por trás do Parque Tecnológico de Eletro-eletrônica de Pernambuco (Parqtel). Com terraplenagem já concluída, o local será um ambiente de inovação para uma das principais cadeias produtivas locais.

Segundo o presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), Abraham Sicsu, já está com o BNDES a carta-consulta elaborada pelo governo para conseguir um financiamento de R$ 44 milhões para tocar o empreendimento, que também tem fontes acessórias, como da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Facepe e Sudene. “A princípio, a carta-consulta foi considerada válida, mas é necessário agora elaborar o projeto executivo para dar encaminhamento ao projeto”, diz. O recurso para essa elaboração é da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Sectec), no valor de R$ 1,5 milhão e ficará pronto no primeiro semestre de 2015.

Sicsu observa que os trabalhos já começaram por lá. “Alguns produtos fármacos, por exemplo, já têm patente e irão passar da escala de bancada para a de produção”. Um dos gargalos do setor no Estado é conseguir escala. Pernambuco tem grandes grupos acadêmicos e diversas pequenas empresas no ramo de biotecnologia e farmacoquímica, mas é preciso ganhar escala comercial. “Será uma oportunidade de uni-los num só ambiente”, destaca o presidente.

O local será dividido em quatro grandes eixos: Produção de Fármacos e Medicamentos (Sist-Farma), Biotecnologia (Biotec), Fitoterápico e Plantas Medicinais (FitoPlaM) e Centro de Treinamento. O parque é um compromisso assumido entre UFPE, Sectec, UPE, Itep e empresas de biotecnologia do Estado. A Novartis, que está erguendo uma planta em Jaboatão dos Guararapes – um investimento próximo de R$ 1 bilhão, ainda com a nova linha de produção não revelada – é quem capitaneará o Centro de Treinamento, com alcance a outros locais da América Latina.

O parque terá laboratórios de síntese, caracterização estrutural e ensaios pré-clínicos de novos fármacos e descoberta de novos alvos para fármacos. Segundo Sicsu, a ideia é que, no futuro, o parque se transforme numa Organização Social (OS). Até lá, quem fará a gestão é o Instituto Suely Galdino, que deu o pontapé inicial na ideia, junto com a Sectec. O parque demora, no mínimo, cinco anos para se estruturar por completo.

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