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O presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Silvio Sinedino, denunciou a tentativa de cerco à Petrobras para esvaziar o papel da empresa na economia do país. Ele criticou os que, se aproveitando do momento delicado por que passa a estatal, com a investigação dos escândalos pela Operação Lava Jato e a forte baixa do preço internacional do petróleo, defendem a mudança no modelo de partilha. O objetivo, salienta, é retirar da companhia a condição de operadora exclusiva do pré-sal.

Sinedino refuta a alegação de que a Petrobras não teria fôlego financeiro para manter o Plano de Negócios já aprovado até 2018, o que levaria o governo a não promover novas licitações no pré-sal. Para o presidente da Aepet, a empresa tem total capacidade de cumprir o planejamento e seguir sendo a operadora única.

“Na última reunião do Conselho de Administração, sexta-feira, ficou claro que a Petrobras não terá necessidade de contrair novos empréstimos em 2015. E mesmo que seja preciso reduzir o ritmo dos investimentos, há margem para isto no Plano Estratégico”, afirma Sinedino, que participou da reunião do Conselho de Administração, na qualidade de representante dos funcionários.

As investidas contra a principal empresa brasileira tiveram novo desdobramento, nesta segunda-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou em queda de 2,05%, puxada por um violento ataque especulativo contra as ações da Petrobras. Num dia de vencimento de opções – já propício a especulações mais fortes – os papéis da estatal chegaram a entrar em leilão, deixando de ser negociados a preços livres, após sofrerem queda de 10%.

As ações preferenciais da Petrobras perderam 10,38%, fechando a R$ 9,06, menor cotação desde maio de 2005. Os papéis ordinários cederam 10,88%, a R$ 8,43, mínima desde julho de 2004. Trata-se da maior queda desde o final de outubro.

Fonte: Monitor Mercantil

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