Primeiro casco feito no país para o pré-sal deixa Rio Grande na segunda

Casco da plataforma P-66 tem 52 mil toneladas e 30 metros de altura.

Operação de retirada contará com oito rebocadores e 100 pessoas.

Julieta Amaral Da RBS TV

Casco da P-66 será rebocado até Angra dos Reis (Foto: William Silva/RBS TV)
Casco da P-66 será rebocado até Angra dos Reis (Foto: William Silva/RBS TV)

O casco da plataforma P-66, o primeiro construído no Brasil para o pré-sal, deixará nesta segunda-feira (8) o Polo Naval de Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, em direção ao Rio de Janeiro. A data foi definida em reunião no início da noite deste sábado (6) entre representantes da Praticagem da Barra, Superintendência do Porto, Capitania dos Portos e Petrobras.

Inicialmente, a operação seria realizada neste domingo (7), mas foi adiada após uma medição da correnteza. Oito rebocadores serão utilizados, e 100 pessoas participarão das manobras, que têm início previsto para as 3h. Por volta das 6h, o casco deve deixar a costa gaúcha. O casco tem 52 mil toneladas e 30 metros de altura.

Dois dos oito rebocadores que serão utilizados na operação (Foto: Julieta Amaral/RBS TV)
Dois dos oito rebocadores que serão utilizados na
operação (Foto: Julieta Amaral/RBS TV)

Será uma operação inédita no Porto de Rio Grande. A plataforma não tem motor e nem tripulação, e será rebocada até Angra dos Reis, onde será feita a integração com a instalação de 18 módulos.

Toca a construção foi realizada no porto da cidade gaúcha, dentro do dique seco, uma espécie de piscina onde é feita a montagem e, depois, a P-66 é retirada e colocada o canal de acesso do porto. A plataforma é a primeira construída no Brasil, de uma série com outros sete cascos, a primeira encomenda do projeto do pré-sal.

O porto de Rio Grande é a sede da única fabrica do mundo que produz  cascos de plataformas em série. A encomenda dos oito cascos recebeu o nome de replicantes, pois serão todos iguais.

Atualmente, 12 mil metalúrgicos trabalham na construção dos replicantes. As oito estruturas estão avaliadas em US$ 3,46 bilhões, cerca de R$ 9 bilhões, e serão utilizadas  na  exploração de petróleo e gás na camada do pré-sal na Bacia de Santos.

Como a saída da p-66, fica no estaleiro rio grande a P-67, que também está sendo finalizada e, deve deixar o porto em janeiro. A P-66 concluída deixa o porto com pouco mais de um ano de atraso.

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