Indústria reage com alta de 1,7% no trimestre e puxa fim da recessão técnica do PIB

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A indústria, que amargava resultados negativos há quatro trimestres, surpreendeu o mercado e liderou a volta do crescimento do Produto Interno Brasileiro (PIB), com avanço de 1,7% neste trimestre frente aos três meses anteriores, já descontados os fatores temporários (sazonais). A expectativa do mercado era de um crescimento em torno de 0,8% neste setor

Com isso, entre outros fatores, o PIB brasileiro saiu da chamada recessão técnica e cresceu 0,1% de julho a setembro, na comparação com o trimestre anterior, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento na indústria é importante porque significa maior valor agregado nos produtos para exportação, estímulo à tecnologia e inovação e empregos mais qualificados no mercado interno.

Ao mesmo tempo, a taxa de investimento, representada pela formação bruta de capital fixo, avançou 1,3% – mais um dado positivo que pode ter ajudado a alavancar a recuperação da indústria. A taxa de investimento atingiu 17,4% do PIB no terceiro trimestre.

Crescimento na indústria é generalizado

No setor da indústria, que tem mostrado reação frente aos estímulos concedidos pelo governo, todos os subsetores cresceram em relação ao trimestre anterior. Destaque para o avanço de 2,2% da extrativa mineral, seguido por construção civil (1,3%), indústria de transformação (0,7%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,1%).

Em relação a igual período de 2013, a indústria extrativa mineral teve expansão de 8,2%, com aumento das extrações de petróleo e gás natural e de minerais ferrosos.

Outro semento que puxou o avanço do PIB no trimestre foi o de serviços, com alta de 0,5%.

Segundo o IBGE, no acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2014, o PIB registrou crescimento de 0,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, a variação positiva foi de 0,2% em relação a igual período de 2013. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2014 alcançou R$ 1.289,1 bilhões.

Setores

Nos serviços, o crescimento foi puxado por transporte, armazenagem e correio (1,4%) e intermediação financeira e seguros (0,6%). As demais atividades também registraram variação positiva: atividades imobiliárias e aluguel (0,5%), comércio (0,4%), administração, saúde e educação pública(0,4%), outros serviços (0,3%) e serviços de informação (0,1%).

Na comparação com o 3º trimestre de 2013, os serviços apresentaram crescimento de 0,5%, novamente com destaque para intermediação financeira e seguros (3,2%), além de serviços imobiliários e aluguel (2,0%) e serviços de informação (2,0%).

Na comparação com igual período de 2013, o PIB do terceiro trimestre apresentou variação negativa de -0,2%. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País. A recessão técnica é caracterizada pela queda do PIB em dois trimestres seguidos, como ocorreu no primeiro e no segundo trimestres deste ano (quedas de 0,2% e 0,6%, respectivamente).

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaultcnt.shtm.

Fonte: Portal Brasil com informações do IBG

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