Rivais só em campo, Brasil e Alemanha triplicam volume comercial em dez anos

Fora de campo, os dois países colhem os frutos de uma relação centenária, mas que se intensificou nos últimos anos.

A Alemanha é um dos maiores investidores estrangeiros no país. O volume de comércio entre as duas nações praticamente triplicou na última década, passando de US$ 7,3 bilhões, em 2003, para US$ 21,7 bilhões no ano passado.

Segundo a Câmara Brasil-Alemanha, entidade que atua para fomentar as relações entre os dois países, existem aproximadamente 1.400 empresas de origem alemã no país. Elas empregam cerca de 250 mil pessoas e são responsáveis por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial brasileiro. A região metropolitana de São Paulo sedia 900 dessas companhias, a maior concentração de subsidiárias germânicas em todo o mundo.

A balança comercial, porém, ainda pende favorável aos europeus, que importam principalmente matérias-primas, como minérios e café, e exportam produtos industrializados, máquinas e automóveis à frente. Um saldo positivo de US$ 8,6 bilhões.

“Reafirmei a determinação do Brasil e do Mercosul em avançar nas negociações do Acordo de Associação Comercial com a União Europeia, que nos permitirá ampliar e diversificar nosso intercâmbio comercial. Queremos também aumentar a participação de bens de maior valor agregado na pauta de exportações brasileiras para a Alemanha”, disse a presidenta Dilma Rousseff durante encontro com a chanceler alemã Angela Merkel, que veio ao Brasil acompanhar o início da Copa do Mundo em junho.

Roberto Stuckert Filho/PR

Angela Merkel se encontrou com Dilma Rousseff em junho e assistiu ao primeiro jogo da Alemanha na Copa (vitória por 4 x 0 sobre Portugal)

Segundo o diretor de comunicação Mercosul da Câmara, Eckart Michael Pohl, os principais produtos exportados pelos alemães, atualmente, são medicamentos para a medicina humana e veterinária, instrumentos e aparelhos de medida e verificação, bombas e compressores, entre outros. “Mas entendemos que, futuramente, as áreas de infraestrutura e sua modernização, tecnologias para medicina e saúde, agrobusiness, transportes, eficiência energética e outros negócios relacionados a tecnologias ambientais em geral irão ganhar mais importância”, declarou.

Relacionamento estável

“O Brasil é um país muito receptivo”, afirmou Erik Boettcher, diretor de administração e controladoria da Bayer, química que chegou ao país há 118 anos. “A empresa acreditou no potencial do país muito cedo, ainda no século retrasado, e temos o compromisso de investir por uma presença cada vez mais sólida”.

A Bayer apresentou um crescimento de 24% no Brasil em 2013, o quarto maior mercado do grupo no mundo. A empresa investiu cerca de R$ 200 milhões no ano passado e de sua fábrica de hormônios sólidos, em São Paulo, saíram cerca de dois bilhões de pílulas exportadas para 42 países da América Latina e Ásia.

“As relações entre Brasil e Alemanha têm um fundamento muito estável, cresceram de forma sustentável”, avaliou Ingo Dietz, diretor de relações institucionais da Allianz, maior seguradora da Europa. “O país vai abrir muitas possibilidades nos próximos anos e a gente tem que trabalhar juntos por um futuro melhor”.

O Brasil responde por 61% de todo o faturamento da Allianz na América Latina e a companhia anunciou, em 2013, o maior acordo de naming rights no país em um negócio de R$ 300 milhões para batizar o estádio do Palmeiras pelos próximos 20 anos – a arena, na Zona Oeste de São Paulo, deve ser entregue no segundo semestre.

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