Cresce interesse de PMEs pelos serviços coletivos

Um estudo recente da International Data Corporation (IDC) – que opera com inteligência de mercado e serviços de consultoria – mostra que os serviços públicos e privados de TI, em nuvem, devem gerar aproximadamente 14 milhões de empregos em todo o mundo até 2015. Mais da metade desses postos estarão concentrados em pequenas e médias empresas (PMEs), segmento que, no Brasil, representa 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e 99% dos estabelecimentos formais.

“Boa parte das PMEs já fez investimentos na área e muitas vislumbram colocar uma parcela de seu processamento em nuvens e, para isso, já estão trabalhando com essa visão”, afirma Flávio Duarte, executivo de serviços da IBM Brasil.

As pequenas e médias empresas estão se valendo das vantagens oferecidas pelos chamados data centers públicos, ou “nuvens coletivas”, serviços compartilhados por vários usuários. Em lugar de construir seu próprio banco de processamento de dados – que chega a custar entre R$ 10 mil e R$ 50 mil o metro quadrado, envolvendo investimentos de pelo menos R$ 5 milhões -, o empresário aluga os serviços, gastando, por mês, a partir de R$ 2 mil.

“As PMES crescem mais que as companhias de grande porte porque quanto menor a empresa, menor a capacidade de investimentos em data center próprio. Há um grande interesse por parte dessas empresas em enxugar seus gastos com bancos de dados e se concentrar no próprio negócio, deixando a responsabilidade de seus dados a cargo do processamento em nuvens”, diz André Echeverria, gerente geral de Enterprise e Cloud da Microsoft Brasil. “O segmento que mais cresce na Microsoft é o de pequenas e médias empresas e a computação nas nuvens tem um apelo muito forte para esse empresário”, afirma. Segundo ele, são muitas as vantagens.

Uma delas é que a empresa não precisa fazer investimentos e se restringe a pagar pelos serviços recebidos, além de contar com parte de serviços de gestão. “Temos uma parceria com uma empresa que oferece serviços de lojas virtuais e o pequeno e médio empreendedor podem comprar uma loja na internet pré-montada, gerando receita para o seu negócio. Os setores que mais demandam data centers na área de PMEs são os de e-commerce, startup de toda natureza, varejo como um todo, saúde e finanças”, diz o executivo.

Por todas essas razões, a demanda por computação em nuvem por parte das PMES – prática já adotada na Europa e Estados Unidos – ganha corpo rapidamente no Brasil. “Quando se olha para esse perfil de empresas, tanto na Europa como nos Estados Unidos, constata-se que existe uma demanda forte por armazenamento em nuvens e as nossas PMEs começam a trilhar o mesmo caminho. Algumas delas já nascem ‘cloud’, como as incubadoras”, acrescenta Duarte.

Segundo estimativas da IBM, o mercado global de nuvem deve chegar a US$ 200 bilhões em 2020. Os negócios serão impulsionados, principalmente, por empresas e órgãos de governo que implementam serviços de nuvem para comercializar, vender, desenvolver produtos, gerenciar sua cadeia de suprimentos e transformar suas práticas de negócio. De olho nesse mercado, a companhia investiu mais de US$ 1,2 bilhão para expandir sua estrutura de serviços de ‘cloud’.

Ney Acyr Rodrigues, diretor executivo da Embratel, acredita que hoje é vantajoso, para as PMEs, ter um data center virtual porque permite que elas contratem serviços e compartilhem a plataforma com vários outros. “O espaço para cada uma delas é reservado e contém todas as ferramentas de segurança”, afirma. “É um ambiente compartilhado, que proporciona redução de custos. Ferramentas de segurança garantem o sigilo dos dados”, afirma. Essas soluções para as PMEs custam, em média, entre R$ 2 mil a R$ 3 mil mensais, segundo Rodrigues. “A demanda por esse tipo de serviço tem crescido em torno de 40% ao ano, sobretudo por conta de mudanças da tecnologia, ampliando seu uso e popularizando mais essa solução”.

Felippe Mello, diretor do Banco IBM Brasil, afirma que o banco baixou o ticket médio de financiamentos e hoje concede linhas de crédito a partir de R$ 11,5 mil para atender as necessidades das PMEs. “A demanda por parte das pequenas e médias empresas vem em um crescente entre 30% e 40% ao ano nos últimos três anos, e deve continuar no patamar de 30% nos próximos dois anos. O Brasil, por ser um país em desenvolvimento, tende a ter um investimento maior em tecnologia comparado aos países mais desenvolvidos como Estados Unidos e Europa”, afirma. Segundo o executivo, essa demanda se manterá nos próximos cinco anos em busca de maior eficiência. “O acesso a tecnologia continua forte nas PMEs”, afirma.

(Fonte: Valor Econômico)

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