A Copa do Mundo anda arrancando sorrisos dos torcedores brasileiros. Mas não só dos torcedores. Os turistas estão movimentando os negócios nas cidades-sede.

Na praia, nos pontos turísticos ou nas mesas dos restaurantes, é fácil medir o índice de satisfação dos turistas. Os amigos que vieram da Suécia elogiam o policiamento e o metrô, mas reclamam dos preços mais altos do que o previsto.

Os equatorianos dizem que se prepararam para gastar até US$ 5 mil na viagem – cerca de R$ 11 mil. É o dobro da média estimada pelo Ministério do Turismo para os gastos de 600 mil estrangeiros durante a Copa.

Uma das principais empresas de cartão de crédito registrou, em junho, um aumento de 143% nos gastos de estrangeiros pelo Brasil, em relação ao mesmo período do ano passado. É, nós já podemos comemorar o aquecimento da economia!

Na primeira semana do Mundial, a taxa de ocupação nos hotéis das 12 cidades-sede ficou 45% acima do esperado. Bares e restaurantes estão sempre lotados.

“Um movimento muito importante. Um mês típico, como esse, no ano passado teve um faturamento do setor de R$ 9 bilhões, imaginamos que vamos chegar a R$ 12 bilhões”, diz Paulo Solmucci Júnior da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

As belas paisagens vão ficar nas fotos e nas memórias dos turistas. Nas lembranças, eles estão levando também algo que será muito valioso para o Brasil no futuro: as impressões, as opiniões de cada um sobre como recebemos as visitas devem trazer mais benefícios para o país nos próximos anos.

Nos elogios, o cenário perde para a simpatia do povo. O iraniano conta que pediu informações em Belo Horizonte e um grupo de mineiros decidiu dar uma carona para ele até a rodoviária. Ele diz: “Eu aprecio muito isso”.

E a alegria deles envaidece os brasileiros, como o Adriano. “Muito orgulhoso! Estamos fazendo uma bela Copa do Mundo, estamos quebrando todas as estatísticas. Na minha opinião, melhor Copa do Mundo está sendo aqui no Brasil”, disse.

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