Problema não é ser pequeno, mas estar sozinho

O Brasil, pródigo de bons exemplos privados, não pode deixar de fazer um brinde aos micro e pequenos empreendedores, donos de uma fantástica potencialidade de crescimento e de real valor para seus negócios. As micro e pequenas empresas estão mudando as estatísticas econômicas, e na esteira destas inovações, as Associações Comerciais ganham novo status, porque representam, em cada comunidade, a condição de agentes de desenvolvimento fortalecendo a economia local, o desenvolvimento, a geração de empregos e a redução da informalidade. Neste cenário, portanto, os ganhos começam na comunidade e terminam nas estatísticas nacionais.

Desde que a Lei Geral da Pequena Empresa começou, em 1988, muitas mudanças foram processadas na economia que garantiram força e representatividade: hoje, são mais de 8 milhões de optantes no Simples; quase 4 milhões de micro empreendedores individuais (MEI), que assinam 52% das carteiras de trabalho e representam mais de 16 milhões de empregos e, em uma década, abriram o equivalente a 85% das novas vagas de trabalho. Em dez anos, as médias e grandes empresas, segundo fontes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, geraram 14,68% do saldo de empregos. Os 85,32% das vagas foram preenchidas por oportunidades vindas das micro e pequenas empresas. Este fantástico universo e seus números de crescimento têm uma razão: pesquisa do Sebrae mostra que 43,5% dos brasileiros sonham em ter seu próprio negócio. A inclusão de 40 milhões de brasileiros no mercado consumidor modificam as estatísticas e mudam os gráficos de crescimento de negócios no País. Diante deste universo, ainda a ser desbravado, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil – CACB – vem lutando para aprimorar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Alguns exemplos: a universalização do Simples e a redução, para cinco dias no tempo de abrir e fechar uma empresa.

Neste cenário, a força das parcerias empresariais para o desenvolvimento representadas pelas Associações Comerciais e de Serviços amplia a importância dessas instituições, que funcionam, nas comunidades, como verdadeiros agentes de fomento. A nossa representação, regida pelo sistema associativista, conquista, portanto, mais adeptos pela sua vocação cooperativa e de confiança.

José Paulo Dornelles Cairoli)

Presidente da CACB

(Fonte: Jornal do Comércio)

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