Fiat, refinaria e outras obras aliviam queda no comércio exterior de Pernambuco

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Uma empresa importou robôs para a Fiat em Goiana e a outra, equipamentos para a Refinaria Abreu e Lima. Se não fossem operações atípicas, com prazo para acabar, a balança comercial de Pernambuco com o exterior teria uma queda ainda maior que o recuo de 16% na soma de todas as importações e exportações do Estado, na comparação de janeiro passado com o mesmo mês de 2013. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Só as importações de Pernambuco, o forte do Estado, despencaram 23%, para apenas US$ 68 milhões, enquanto as exportações recuaram 26%, para US$ 746 milhões. O déficit comercial pernambucano (diferença entre importações e exportações) foi de US$ 677 milhões.

Em todo o Brasil, janeiro foi de uma pequena alta no fluxo comercial, de 0,4%. O problema é que as importações cresceram mais que as exportações, resultando no maior déficit comercial da história do País, US$ 4,06 bilhões.

A salvação de Pernambuco foram fábricas ainda na fase de implantação, como o Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava, quinto lugar nas importações, com US$ 10,8 milhões, e a Comau do Brasil, fornecedora de robôs para a futura linha de produção da Fiat, em Goiana, com US$ 9,7 milhões.

O Consórcio Camargo Corrêa/CNEC, que atua nas obras da refinaria, importou US$ 6,8 milhões em equipamentos e ficou na décima segunda posição.

“Isso é natural e aconteceu na época da instalação da PetroquímicaSuape também. Mas se não fossem essas empresas, nosso resultado seria bem pior”, comenta Humberto Bandeira, coordenador do Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe).

Apesar da queda brusca, de 43%, a Petrobras continuou na liderança das importações, com US$ 376 milhões, metade do total, especialmente por causa da compra de óleo diesel no exterior.

A janela de remessa de açúcar para o exterior, pelas usinas locais, dividiu espaço com máquinas, petroquímicos, tampas metálicas e frutas no topo do ranking para evitar uma queda ainda maior nas exportações.

Humberto comenta que a perspectiva atual é ruim pela conjugação de câmbio alto, ano de eleições e pelas discussões em torno das limitações impostas pelo Mercosul, com o bloco comercial cada vez mais isolado. “Ainda assim, os economistas acreditam que até julho pode haver uma melhora”, avalia.

Fonte: Jornal do Commercio (PE)

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