Petrobras anuncia novo recorde de produção no pré-sal

“A Petrobras informa que a produção de petróleo nos campos operados pela Companhia no pré-sal atingiu, no último dia 27 de fevereiro, a marca de 412 mil barris de petróleo, novo recorde de produção diária.

Essa marca, obtida com apenas 21 poços produtores, evidencia a elevada produtividade dos campos do pré-sal.

Em 18 de fevereiro entrou em operação o primeiro poço a produzir por meio da Bóia de Sustentação de Risers (BSR) do FPSO Cidade de São Paulo, tecnologia inovadora, alcançando a excepcional marca de 36 mil barris de petróleo por dia (bpd).

Resultados como esses, decorrentes de ações gerenciais objetivas, levaram a Companhia em 2013 a realizar lucro líquido de R$ 23,6 bilhões, 11% superior ao de 2012.

É fato, o resultado do ano de 2013 se destacou pelo sucesso dos Programas Estruturantes que, ao estabelecer metas de produtividade bem como rigor nos projetos de investimento, impôs disciplina no uso dos recursos financeiros da Companhia.

Gestão com Foco na Eficiência, na Produtividade e na Disciplina de Capital

Por meio do PROCOP – Programa de Otimização de Custos Operacionais economizamos R$ 6,6 bilhões, superando em muito a meta de R$ 3,9 bilhões de 2013. As ações do PRODESIN – Programa de Desinvestimentos totalizaram R$ 8,5 bilhões de contribuição ao caixa.

Desde a reestruturação do Programa de Desinvestimentos, em 2012, foram concluídas 21 operações que somaram R$ 23,4 bilhões em vendas de ativos e reestruturações financeiras. Tal fato não ocorreu na contramão das “majors”  BP, Shell, Exxon, Total e Chevron as quais realizaram 127 transações de 2010 a 2012, totalizando US$162 bilhões – 72 desinvestimentos e 55 aquisições.

Outra iniciativa importante foi o PROEF – Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos, levando à produção adicional de 63 mil bpd de petróleo. Em 2013, a eficiência operacional foi de 75% na Unidade Operacional Bacia de Campos e de 92% na Unidade Operacional Rio. Sem o Programa, as eficiências seriam 68% e 90%, respectivamente.

Sem os custos de novas contratações de pessoal, avançamos na adequação do efetivo da Companhia via o Programa Mobiliza resultando em 1.133 transferências internas. Adicionalmente, o PIDV – Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário, voltado aos funcionários elegíveis com 55 anos ou mais, pode alcançar cerca de 10% do efetivo.

Em 2013 implementamos o Programa de Prevenção à Corrupção, ressaltando o compromisso da Petrobras com a ética e a transparência.

Resultados Operacionais em Destaque

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras foi de 2.539 mil bpd em 2013, 2% abaixo da produção de 2012, redução semelhante à noticiada pelas majors, que tiveram queda de 2% da produção de 2012 para 2013, conforme balancetes dessas empresas. Ao analisarmos a performance da Petrobras desde a descoberta do pré-sal, vemos que nossa produção de petróleo e gás natural cresceu 11% entre 2006 e 2013, enquanto as “majors” viram sua produção cair 6% no mesmo período.

Reafirmamos que nossa produção de petróleo no Brasil crescerá 7,5% (+/- 1% p.p.) esse ano. Para tal, em 2013 tivemos a inédita conclusão de 9 plataformas, adicionando mais 1 milhão de barris por dia de capacidade de produção. As unidades P-63 e P-55 iniciaram operação no final de 2013, e as P-58 e P-62 iniciarão produção no 1º e 2º trimestre de 2014, respectivamente, bem como as P-61 e TAD. O crescimento da produção de 2014 será sustentado por mais duas unidades de produção, Cidade de Ilhabela e Cidade de Mangaratiba, em fase de conclusão.

No Refino, alcançamos produção média de 2.124 mil bpd de derivados, 6% acima de 2012, com destaque para a maior produção de gasolina (+12%) e de diesel (+9%).

Desta forma, a Petrobras alcançou lucro operacional de R$ 34,4 bilhões, 6% superior aos R$ 32,2 bilhões de 2012. O EBITDA, por sua vez, teve um crescimento de 18%, elevando-se de R$ 53,4 bilhões em 2012 para R$ 63,3 bilhões em 2013.

As reservas provadas no Brasil alcançaram 16 bilhões de barris de óleo equivalente, Reserva/Produção de 20 anos e Índice de Reposição de Reservas de 131%, acima de 100% pelo 22º ano consecutivo. Nosso sucesso exploratório foi de 75% em 2013, 100% no pré-sal.

Outro destaque foi o Leilão do campo de Libra, primeiro sob o regime de partilha de produção, resultando no consórcio Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC, empresas vencedoras com reconhecida experiência offshore e robustez financeira.

Destacamos que os excelentes resultados operacionais alcançados em 2013, assim como as menores taxas de ocorrências registráveis de acidentes fatais e de volume vazado em toda a história da Companhia, deram-se mesmo com a crescente elevação do homem-hora exposto ao risco.

O Planejamento Estratégico Horizonte 2030: PE 2030

A Petrobras teve aprovado pelo CA – Conselho de Administração em 25 de fevereiro de 2014, o seu Plano Estratégico – Horizonte 2030. Ao analisar o ambiente de negócios no mundo (shale gas, tight oil e outras fontes fósseis e renováveis) além das mudanças do marco regulatório brasileiro, com a criação dos regimes de Cessão Onerosa e Partilha, dentre outras, a nossa Companhia pavimenta seus caminhos para produzir, em média, 4 milhões bpd de óleo de 2020 a 2030. Assim nos posicionaremos entre as cinco maiores empresas integradas de energia do mundo.

A partir desta média de produção de 4 milhões de bpd, foram estabelecidas as estratégias para os demais segmentos de negócio, como a expansão da capacidade de refino para 3,9 milhões bpd em 2030, em sintonia com o crescimento do mercado doméstico, bem como a atuação da área internacional com ênfase na exploração de óleo e gás na América Latina, África e EUA.

Com o Plano Estratégico 2030, a Petrobras reafirma sua Missão de “atuar na indústria de petróleo e gás de forma ética, segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, fornecendo produtos adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua”.

O Plano de Negócios e Gestão: PNG 2014 – 2018

Alinhado ao PE 2030, o CA também aprovou o PNG 2014-2018, totalizando US$ 220,6 bilhões a serem investidos pela Petrobras nos próximos 5 anos. Outros US$ 63,0 bilhões deverão ser aportados por empresas parceiras em projetos no Brasil, totalizando US$ 283,6 bilhões.

As metas de produção de petróleo da Petrobras no Brasil são de 3,2 milhões bpd em 2018 e de 4,2 milhões bpd em 2020. Em 2018, o pré-sal representará 52% da nossa produção de petróleo.

Para atingir esses objetivos, a Petrobras investirá US$ 153,9 bilhões em E&P no Brasil, dos quais 60% destinados ao pré-sal e 40% ao pós-sal. Destaque também para a conclusão da Refinaria Abreu e Lima, já em 2014, e do primeiro trem de refino do Comperj em 2016.

 

Assim, ao adotar premissas de preços internacionais de petróleo decrescentes e de taxas de câmbio mais baixas (Real mais valorizado em relação ao Dólar americano), as condições para a análise de financiabilidade são, sim, mais rigorosas. Nossas simulações demonstram que trajetória de câmbio com taxas mais elevadas (Real desvalorizando em relação ao Dólar americano) melhoram os resultados da Petrobras no horizonte 2014-2018, mesmo nos casos em que não se considera a imediata paridade dos combustíveis aos preços internacionais.Como fonte de recursos para esses investimentos, a Petrobras utilizará, principalmente, sua geração operacional de caixa. O crescimento da produção nos tornará exportadores líquidos, e, desse modo, nossas receitas totais em Reais serão maiores se a taxa de câmbio for mais alta (Real mais desvalorizado em relação ao Dólar americano) ou se o preço internacional do petróleo subir.

Os Programas Estruturantes estão mantidos no PNG 2014-2018, como ferramenta de gestão que assegurará, junto com os projetos de investimento, o crescimento da Companhia nos próximos anos.

Sim, estamos construindo uma Empresa de maior valor: a capacitação de nossos empregados, o domínio das tecnologias necessárias para a implantação dos projetos, nossas relevantes reservas de petróleo, a produção crescente e a incessante busca pelo aumento da eficiência, produtividade e disciplina de capital nos levarão a resultados melhores. A valorização das ações e o justo retorno aos acionistas é consequência natural do cumprimento de nossas obrigações.”

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2 Comments

    1. Amigo, não devemos permanecer no campo do “achismo”. Só podemos criar convicções se estivermos suficientemente informados. Daí a importância de buscar as várias fontes de notícias. Obrigado por seu comentário.

      Responder

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