Setor 2.5: uma nova forma de empreender e gerar impacto social

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Relatório de inteligência setorial do Sebrae/SC aponta crescimento deste perfil de negócios no país

Há um novo tipo de negócios em franco crescimento no mundo que permite aos empreendedores unir sustentabilidade financeira e impacto positivo à sociedade. É o chamado setor 2.5, formado por empresas que não são somente destinadas ao lucro, mas que também não são simplesmente ONGs ou entidades sem fins lucrativos.

O Brasil ainda não conta com uma regulamentação oficial para este tipo de empresa, nem mesmo pesquisas mais consistentes sobre o setor, mas de acordo com o relatório sobre Sustentabilidade do Sistema de Inteligência Setorial do Sebrae, publicado em novembro de 2013, este modelo de negócios vem crescendo no país. Do total de empresas que procuram o Sebrae, entre 20% e 30% são projetos com este perfil.

Um exemplo clássico de empresa do setor 2.5 é o Grameen Bank, primeiro banco especializado em microcrédito, concebido pelo professor bengalês Muhammad Yunus. O foco de Grameen é gerar um impacto social a partir da redução da pobreza, ao criar oportunidade de negócios para a parcela mais pobre da população – seu objetivo, portanto, não é somente o lucro pelo lucro. Ainda que não seja a prioridade, em quase todos os anos de sua operação o banco gerou dividendos que foram reutilizados para expandir sua atuação e melhorar sua estrutura.

Não há limites bem definidos para o setor 2.5, mas existem valores em comum entre os empreendedores:

– Ter impacto social e ambiental e viabilidade econômica
– Estar alinhado com a realidade local
– Causar impactos diretos na sociedade
– Gerar valor para as comunidades
– Promover o desenvolvimento das pessoas
– Manter a finalidade lucrativa

Os primeiros negócios com este perfil no Brasil surgiram entre 2006 e 2007. E o perfil dos empreendedores do setor 2.5 tem mudado nos últimos anos: dos jovens em início de carreira, perfil mais comum até 2010, atualmente boa parte dos empreendedores são pessoas que já atuaram em grandes empresas como bancos e em consultorias. Para financiar estes projetos, existem diversos fundos para investimento em iniciativas sociais e também aceleradoras e incubadoras de negócios que auxiliam os empreendedores a escalar seus projetos e aprimorar o modelo de negócios.

Veja abaixo as dicas do Sebrae para quem deseja entrar nesse setor:

– Compreenda bem o mercado em que você está inserido ou quer integrar. Pesquise as oportunidades e fontes de financiamento;

– Identifique e mantenha o foco no impacto social desde o início. A motivação é importante e essencial;

– Informe-se sobre os aspectos e características do empreendedorismo, uma vez que os negócios que tiveram sucesso até o momento foram idealizados por pessoas que já empreenderam anteriormente;

– Faça seu planejamento financeiro focado na sustentabilidade do negócio e monitore os resultados e os impactos promovidos;

– Invista em apoio técnico, capacitação e desenvolvimento contínuo.

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