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As rotas mais pedidas foram Galeão-Ezeiza (Argentina), com 262 novos voos e 59.756 assentos extras, e Brasília-Guarulhos, com 288 voos e 45.558 assentos

Laryssa Borges, de Brasília

Nova malha aérea: Rotas entre RJ e Buenos Aires, e Brasília e SP são as mais procuradas (Mário Angelo/Sigmapress/Folhapress)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta quinta-feira ter autorizado 1973 novos voos para o período de 6 de junho a 20 de julho, data em que as autoridades estimam o fluxo em massa de turistas e torcedores para a Copa do Mundo. Os números da agência reguladora ainda podem ser alterados, já que as companhias aéreas que pediram para ter o direito de novos voos e horários de pousos e decolagens ainda podem fazer ajustes internos antes de comercializar as passagens.

Além dos novos voos, cerca de 78.000 voos tiveram alguma alteração de horário em território brasileiro para atender a demanda dos torcedores. Ao todo, a Anac recebeu mais de 160.000 pedidos de novos horários ou alteração dos pousos e decolagens já existentes em 25 aeroportos. Com a nova malha aérea, o governo trabalha com a possibilidade de existir voos em horários de baixa demanda, como de noite, madrugada e no meio da tarde.

As cinco rotas mais pedidas à Anac foram Galeão-Ezeiza (Argentina), com 262 novos voos e 59.756 assentos extras ofertados; Brasília-Guarulhos, com 288 voos e 45.558 assentos; Fortaleza-Guarulhos, com 205 voos e 35.214 assentos; Santos Dumont (RJ)-Viracopos (Campinas), com 284 voos e 33.512 assentos e, por fim, Galeão (RJ)-Aeroparque (Argentina), com 242 voos e 30.100 assentos.

Entre as cidades-sede do campeonato, as rotas mais pedidas foram Brasília-Guarulhos (228 voos), Fortaleza-Guarulhos (205 voos), Santos Dumont-Campinas (284 voos), Natal-Guarulhos (105 voos) e Recife-Guarulhos (59 voos).

Desde o final do ano passado, os aeroportos tiveram de informar sua capacidade de fluxo de passageiros. Em dezembro, as empresas apresentaram os pedidos de voos para avaliação do governo federal. Nos próximos meses, elas podem continuar apresentando novas solicitações.

Embora tenha evitado falar em risco de “caos aéreo”, o diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, disse que os aeroportos vão operar com limites de movimentação altos, mas não acima da capacidade. “As empresas, diante da intenção de voo, pediram para a Anac, que viu a capacidade em aeroportos e se empresas tinham condições de prestar esses voos, com aeronaves que cabem na pista, por exemplo”, disse. “Garantimos que os voos estão sendo aprovados dentro da capacidade dos aeroportos”, completou.

Ao aprovar os novos voos e as alterações de rotas, a Anac levou em conta a capacidade de aviões liberarem a pista rapidamente após o pouso, o tamanho dos pátios onde os aviões esperam estacionados, a capacidade do terminal de passageiros e a capacidade de controle de tráfego aéreo. Para os aeroportos de maior movimentação de passageiros – Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo – a agência reguladora vai monitorar os terminais durante todo o período de 6 de junho a 20 de julho. Em aeroportos com fluxo localizado de passageiros, como os de Fortaleza, Salvador ou Cuiabá, cidades que sediarão poucos jogos da Copa do Mundo, o monitoramento do governo será apenas no período próximo das partidas.

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