Rochelli Dantas – Diario de Pernambuco
A compra do material chinês deve acontecer até o décimo navio encomendado pela Transpetro ao estaleiro situado em Suape. Estratégia vem sendo utilizada desde o Dragão do Mar. Foto: Deborah Ghelman/Divulgação
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) continuará importando megablocos da China para construir navios. A estratégia está sendo utilizada desde a construção do Dragão do Mar, terceiro navio construído no local, para que o cronograma dos 22 navios encomendados pela Transpetro (subsidiária da Petrobras) seja cumprida. A compra do material chinês deve acontecer até o décimo navio.

“Pelo tempo e produtividade que temos precisamos importar até a construção do décimo navio, quando a nossa curva de aprendizagem será normalizada. Em termos de custo, para nós não é vantajoso esta compra. Seria mais barato produzir aqui, mas só assim cumpriremos os prazos estabelecidos”, afirmou o presidente do EAS, Otoniel Reis, sem revelar em quanto o custo será acrescido.

De acordo com Reis, a operação não afeta o índice de nacionalização de 65% determinado pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef). A peça vinda da China possui 11,5 mil toneladas de casco e será acoplado à parte do navio que já está em construção em solo pernambucano.

O processo de desembarque no Porto de Suape é complexo. Os navios que transportam o equipamento precisam ter acesso único ao cais principal do Porto. Isso porque, durante a operação, um navio submerge para que a peça bóie e, em seguida, fique apoiada no navio submerso, que transporta o equipamento até o Estaleiro Atlântico Sul.

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