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Como pode-se ver no levantamento da Fecomércio cerca 31,3% de todos os empreendedores entrevistados no Polo de Confecções possuem lojas no Moda Center, seguido pelos que têm lojas no Polo Caruaru (26,0%) enquanto no Parque das Feiras essa parcela é de 19,3%.

A maioria dos empreendedores entrevistados no Polo Caruaru possui lojas apenas nesse Centro de Compras (82,4%), enquanto 17,6% têm estabelecimentos em outros municípios da região. Nessa segunda situação, 47,4% das lojas localizam-se em Toritama e 42,1% em Santa Cruz do Capibaribe, além de unidades em Surubim, Altinho, Gravatá e São Caetano.

No Parque das Feiras 63,9% dos empreendedores consultados possuem lojas somente nesse Centro de Compras, o que influencia no contato comercial que seus estabelecimentos mantêm com fornecedores fora do Polo de Confecções. Pouco mais de 1/3 dos empreendedores (36,1%) têm lojas em outras cidades, as quais 44,3% localizam-se em Caruaru e 67,0% encontram-se em Santa Cruz do Capibaribe.

Quanto ao Moda Center 81,9% dos entrevistados têm estabelecimentos apenas no município deSanta Cruz do Capibaribe, daí a razão da significativa proporção de lojistas que fabricam seus produtos adquirirem a matéria-prima no próprio município, o que contribui para baratear os custos de produção.Entre os empreendedores que possuem lojas em outros municípios, equivalentes a 18,1% das pessoas pesquisadas nesse Centro de Compras, a maior parcela desses estabelecimentos está em Caruaru (55,4%) enquanto pouco mais de 1/3 localizam-se em Toritama, registrando-se ainda unidades comerciais nos municípios pernambucanos de Garanhuns, Parnamirim e Recife, bem como em cidades do Ceará, Alagoas e Bahia.

CONTRATAÇÃO – Apesar da boa expectativa de desempenho prevista pelos empreendedores dos Centros de Compras do Polo de Confecções no que diz respeito às vendas na época natalina de 2013, que historicamente é o período em que o varejo mais contrata mão-de-obra temporária, observou-se que somente 37,2% dos entrevistados disseram ter essa pretensão.

A previsão de contratar esse tipo de trabalhador é maior no Polo Caruaru, mesmo assim externada por menos da metade dos entrevistados (48,2%).No Parque das Feiras a contratação de mão-de-obra temporária com o objetivo de atender o movimento de compradores no final de ano foi aventada por 44,3% dos empreendedores, enquanto no Moda Center mais de ¾ dos entrevistados declararam a intenção de não contratar mão de obra temporária para o final de ano (77,6%).

Uma das características dos micronegócios, como é o caso da maioria dos empreendimentos dos Centros de Compras do Polo de Confecções, é o uso limitado de ferramentas de informática nos estabelecimentos, principalmente como uma das formas de obterem conhecimentos sobre o ambiente de negócios, conhecerem as especificidades e as exigências do mercado consumidor, da concorrência, as novidades do mercado, as novas formas de gestão, o uso de tecnologias etc. Mesmo assim, nota-se que a internet, uma das principais ferramentas da informática, ainda não é bastante utilizada, como deveria, pelos empreendedores desse Polo. Observa-se que menos de 1/3 dos estabelecimentos (29,1%) fazem uso desse instrumento.

A maior proporção de empreendedores que lança mão dessa ferramenta foi observada no Polo Caruaru, onde 37,6% dos empreendedores têm essa prática. No Parque das Feiras o uso da internet é praticado por 27,5% dos empreendedores, enquanto no Moda Center a proporção de entrevistados que não utilizam essa ferramenta é expressiva, conforme indicação de 76,7% das pessoas.

Entre os que usam a internet como ferramenta de trabalho, 63,0% informou utilizá-la como um meio para divulgação e propaganda do seu negócio. Foi também significativa a indicação do uso desse instrumento para pesquisar novos produtos e modelos, o que ocorre com 1/3 dos empreendedores entrevistados que utilizam a internet. Por sua vez, 20,4% dos empreendedores buscam a internet como uma forma de incrementar as vendas.

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FORMAS DE ATRAIR – Apesar do baixo uso da internet como instrumento para melhorar as vendas, observa-se que é significativa a proporção de empreendedores dos Centros de Compras do Polo de Confecções que lançam mão de estratégias de vendas para estimular a comercialização (57,6%). Essa proporção é maior no Polo Caruaru, com mais de 2/3 dos entrevistados utilizando esse tipo de estratégia para alavancar o faturamento dos negócios (69,4%). No Moda Center a parcela de pessoas que lança mão desse artifício para incrementar as vendas corresponde a 56,0% enquanto no Parque das Feiras essa proporção é de 47,5%.

Entre as estratégias mais utilizadas pelos empreendedores para aumentar as vendas, destacam-se os descontos para pagamento à vista (65,2% dos empreendimentos) e a realização de promoções, sugerida por 47,7% dos entrevistados. É também significativa a estratégia de ampliar a oferta da variedade de produtos visando aumentar o faturamento, com 46,3% dos empreendedores lançando mão desse artifício. Entre as estratégias utilizadas, nota-se que já existe um embrião na visão de alguns empreendedores ao sugerirem o uso de novas práticas administrativas visando uma gestão mais moderna (3,1% dos entrevistados apontaram nessa direção, enquanto apenas 2,2% insistem na tática de sortear prêmios.

A estratégia de descontos para pagamento das compras à vista é mais usada no Parque das Feiras (75,0% dos empreendedores) e menos praticada no Moda Center (51,1%), ao passo que no Polo Caruaru é feita por 69,4% dos entrevistados. As promoções são mais comuns no Parque das Feiras e no Polo Caruaru, com aproximadamente 2/3 dos empreendedores lançando mão dessa manobra, enquanto no Moda Center apenas 18,8% a utilizam. Nesse último Centro de Compras o meio preferido pelos empreendedores para atrair a clientela é investir na ampliação da variedade dos produtos, estratégia utilizada por 55,3% dos entrevistados, ao passo que no Polo Caruaru e no Parque das Feiras essa parcela corresponde, respectivamente, a 44,3% e 39,3%.

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