Palácio do Planalto vai assumir construção do Arco Metropolitano. Obra está orçada em R$ 1,5 bilhão, o que equivale a 20% do total do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) executado até outubro deste ano em todo o Brasil.

A presidente Dilma Rousseff, depois de cancelar visita ao estado em novembro, pode vir para lançar o edital de licitação da via que contornará a Região Metropolitana do Recife, apontada como fundamental para a economia pernambucana.

O Arco Metropolitano foi idealizado para melhorar a logística de exportação de Pernambuco e de parte do Nordeste, via o Complexo Portuário de Suape, reduzindo o gargalo existente entre os municípios de Igarassu e Cabo de Santo Agostinho, como alternativa para a BR-101. O leilão deverá ser realizado em março. A empresa vencedora, então, tem seis meses para apresentar o projeto, que precisa ser aprovado para o início da obra. A expectativa do governo federal é antecipar os prazos para que a construção do arco comece no início do segundo semestre. O prazo de conclusão é de 36 meses.

Solução para a Mata Norte

O gargalo no tráfego entre o Norte e Sul da Região Metropolitana do Recife era preocupação há tempos para o governo do estado, principalmente por causa do acesso ao Complexo Portuário de Suape. A ideia de construção de uma rodovia alternativa à BR-101 no entorno da RMR começou com a possibilidade de uma Parceria Público Privada (PPP), em 2011. Ganhou força com a negociação para a instalação da fábrica da Fiat em Goiana. O Arco Metropolitano passou a ser um dos pré-requesitos da multinacional italiana para escolher Pernambuco como
cenário para o seu investimento.

O governo do estado, então, contratou estudos técnicos para a construção da rodovia. Ao final, o orçamento previsto foi de R$ 1,2 bilhão. Em agosto de 2012, Eduardo Campos solicitou que a construção do arco fosse incluída no programa federal de concessões. O assunto foi tratado em reunião do governador com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em Brasília. Em janeiro deste ano, o governo do estado desapropriou 868 hectares.

Dois meses depois, um acordo entre os governos estadual e federal, a equipe de Dilma Rousseff anunciou que a obra será custeada pela União. Na ocasião, integrantes da equipe de Eduardo Campos  “comemoraram” a decisão publicamente, porque o alto custo da obra seria bancado pelo governo federal. Este, por sua vez, alegou que, como PPP, seria injustificável cobrar pedágio em área urbana. O valor previsto para a obra subiu para R$ 1,5 bilhão.

A rodovia foi inserida no Programa de Aceleração do Crescimento Rodoviário (PAC), que corresponde a quase todo o orçamento do Dnit. Neste ano, o órgão teve um orçamento nominal de R$ 15 bilhões, mas executou R$ 7,5 bilhões. O arco corresponde a 20% desse valor e será licitado no Regime Diferenciado de Contratação (RDC), um mecanismo criado para acelerar obras. Em 2013, está prevista a liberação de R$ 100 milhões para o projeto. A partir de 2014, a previsão é de que sejam desembolsados R$ 400 milhões anualmente.

Saiba mais
O atual projeto do Arco Metropolitano tem 77 KM que ligarão os municípios de Igarassu e Cabo de Santo Agostinho*. O orçamento atual da obra é de R$ 1,5 bilhão. 36 meses é o prazo de conclusão a partir do início da construção.

* O traçado ainda pode ser alterado e o trajeto ganhar um acréscimo de 21 KM

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