Falta de planejamento prejudica municípios no entorno de Suape

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Oito cidades, que integram o território estratégico do Porto, são afetadas.
Moradores reclamam de falta de infraestrutura e aumento da violência.
Do G1 PE

O crescimento econômico acelerado do Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife, trouxe consequências negativas para moradores de cidades estratégicas para o complexo portuário. A falta de infraestrutura, aumento da violência e má conservação das estradas são reclamações constantes da população local. As dificuldades foram mostradas em reportagem do Bom Dia Pernambuco desta sexta-feira (29).

Fazem parte do território estratégico de Suape os municípios do Cabo de Santo Agostinho, de Escada, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Ribeirão, Rio Formoso e Sirinhaém. As cidades mais afastadas do Porto lutam para entrar na rota do desenvolvimento. No entanto, para algumas delas, os planos não saíram do papel.

Os moradores do Cabo e de Ipojuca viram de perto a violência nas cidades crescer. “Se for para a praia de Gaibu, vá num dia de domingo, para ver o crack rolando ali, a bandidagem. O perigo é enorme”, denuncia o marceneiro Elias Santos. Na rota para o porto, sobram buracos nas estradas, que passam pelos dois municípios. As rodovias não acompanharam o aumento do fluxo de veículos na região.

Em novembro de 2011, a Prefeitura de Sirinhaém comemorava a criação de um distrito industrial que iria mudar a economia do município. Até este ano, a terraplanagem que seria feita pelo governo do estado não saiu do papel. No mesmo ano, a cidade de Rio Formoso se preparava para ser o polo de eletroeletrônica, mas a principal empresa adiou a vinda por causa da readequação do projeto. A outra indústria interessada na instalação teve o financiamento atrasado. As obras, que já poderiam estar prontas, começaram há pouco tempo em um terreno doado pela prefeitura.

Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Márcio Stefanni, as empresas que seriam instaladas no município de Sirinhaém não comprovaram a capacidade financeira de seguir com as obras. “Caso nós fizéssemos as obras de terraplanagem, como prometido, gastaríamos recursos público e a empresa não se instalaria. Então aguardamos a negociação, o firme da empresa de ter o financiamento”, afirma.

Ainda de acordo com ele, cerca de 10% da riqueza pernambucana é produzida no território estratégico de Suape. “Então gera impostos, gera fonte para que nós invistamos nessas melhorias necessárias. Quero dizer que nesses últimos cinco anos foram investidos em mobilidade, na melhoria viária do complexo, cerca de R$ 431 milhões para melhorar a fluidez do tráfego, melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nós queremos que elas trabalhem, mas queremos também que elas voltem para casa, se divirtam com seus filhos”, explica

Em relação à falta de segurança, o secretário citou projetos do Executivo estadual, como o Pacto pela Vida, para ajudar a manter a qualidade de vida da região. “Chegou muita gente de fora, gente que não tinha a cultura do local. Mas nós procuramos pacificar a região. Sabemos que nem tudo está perfeito, mas sabemos que está melhor do que antes”.

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