Polo de construção pode receber R$ 200 milhões

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O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) pode receber um investimento da ordem de R$ 200 milhões para a formação de mais um polo de fábricas. Trata-se do cluster que a Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE) planeja construir. No entanto, os 90 hectares necessários para o empreendimento ainda não tem o Ceará como destino certo, segundo o presidente da Coopercon, Marcio Novaes, pois a entidade também negocia com o complexo industrial e portuário pernambucano de Suape.

Noventa hectares de área serão necessários para o empreendimento.

“Nós temos o interesse de resolver isso no mais breve espaço de tempo com a definição do governo do Estado do Ceará. O governador Cid Gomes disse que tem todo o interesse, mas chegou a hora de sair do interesse e partir para a formalização e diretamente para o negócio”, declarou ontem pela manhã durante visita ao Cipp, quando percorreu de helicóptero com cooperados todo o complexo e visitou as instalações da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE-CE) e o Porto do Pecém.

Novaes contou que o prazo esperado por ele para anunciar o destino do Cluster é maio, quando ele irá à Seul, na Coreia do Sul, acompanhado de Cid Gomes para fechar a vinda do principal negócio do cluster: uma fábrica da Hyundai no valor de R$ 100 milhões e que ocupará uma área de cinco hectares.

Parceiro espanhol

Ele revelou ainda que uma indústria espanhola especialista no trabalho com aço também está interessada no cluster. Além desta, o presidente da cooperativa contou quer já tem definido uma fábrica de gesso, outra de concreto e uma de corte e dobra de aço, a qual necessita de mais cinco hectares para se instalar.

“A Coopercon quer colocar todas as indústria ligadas à construção civil e ao próprio mercado imobiliário tudo no Pecém. E a na construção civil temos a vantagem de o emprego de mão de obra ser muito intensivo”, ressaltou na presença do presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Cede), Alexandre Pereira, e o diretor de Infraestrutura da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Eduardo Neves.

De olho no setor imobiliário

Outra oportunidade de negócios mencionada pelos cooperados da construção civil na visita foi a demanda por moradia no Pecém. De acordo com eles, “todos os cooperados tem interesse em fazer as casas, pois, no Cipp, deverão ter pelo menos 30 mil unidades e não é só de Minha Casa, Minha Vida (MCMV)”.

Diante da provocação, Eduardo Neves adiantou aos empresários que o Plano Diretor do complexo dispõe de áreas pré-destinadas a determinados setores e voltou a propor uma reunião na Adece para definir terrenos apropriadas para a construção de condomínios e casas na região.

“É muito bom vocês virarem um pouco as costas para Fortaleza e olharem para cá, pois a mão de obra básica vai ser tirada desses municípios vizinhos e nós vamos ter demanda de casas para cá”, afirmou. Sem nada oficialmente definido na visita, eles marcaram de se encontrar na Adece no próximo dia 18.

Competição com Suape

Os empresários ainda provocaram os representantes do governo estadual no que diz respeito às vantagens oferecidas por Suape para a instalação do Cluster em terras pernambucanas. Segundo contaram, o governo de lá chega a doar terrenos para os investidores do complexo, o que não acontece no Ceará. De pronto, o diretor de Infraestrutura da Adece rebateu: “Nós orientamos o empresário a comprar direto do proprietário, pois o governo daqui só pode fazer isso por lei – que não temos – e dependendo do interesse do Estado no negócio, ele pode compensar o gasto do terreno com serviço como terraplanagem”.

Negócios com a CSP

Mesmo sem o polo de construção civil definido para o Pecém, a Coopercon já possui propostas para atuar ao Cipp, de acordo com Novaes. A demanda partiu da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), a qual, segundo ele, precisa de alguém que faça o corte e a dobra do aço usado nas obras do empreendimento dentro do canteiro. “Hoje, no Ceará, trabalhamos no mercado com cerca de 30 mil toneladas por ano, o que gera de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões de negócios de aço e eu não imagino para a construção da siderúrgica um valor menor que esse”, estimou, depois de afirmar que a demanda da CSP ainda não foi repassada para a Coopercon.

ZPE elabora plano de negócios

Um dos anfitriões para os empresários da construção civil que visitaram o Pecém ontem, o presidente da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE-CE), Eduardo Macêdo, disse que o órgão dirigido por ele está planejando um plano de negócios para definir o público alvo e em quais regiões do Brasil e do mundo o Ceará deve captar novos investidores para o empreendimento. O trabalho deve ser finalizado nas próximas semanas.

Macêdo contou que o documento é fruto do trabalho de uma nova diretoria da ZPE do Ceará, a comercial, que elabora, junto do plano específico para a captação, uma política comercial e um plano de divulgação e marketing.

Referências apontam foco

“Mas nós já temos duas grandes referências que apontam a nossa vocação. Uma é a pauta de exportação do Estado do Ceará e a pauta de exportação do Porto do Pecém. Isso nos dá uma pista. E a outra é a vocação que se inicia agora com estas duas grande âncoras, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a Vale Pecém”, observou.

Com isso, Eduardo Macêdo diz entender “que a ZPE do Ceará pode se tornar um cluster de indústria de base, como a siderúrgica e a mineração”.

Atualmente, ele contou que os profissionais encontram-se todos na sede administrativa do órgão, no Pecém, em treinamento. A primeira carga da CSP, anda armazenada no porto, deve ser recebida por eles para o primeiro processo alfandegário da ZPE ainda este mês.

Inauguração oficial

Sobre a inauguração oficial, que esperava a presidente Dilma Rousseff, Macêdo foi ponderado: “a nossa operação é em todos os aspectos uma referência para o País. Temos o maior projeto de ZPE do Brasil e somos pioneiros. Muita gente trabalhou para isso e não é uma bandeira só do Ceará. Por tudo isso, eu acho que merece uma atenção em esfera nacional”. (AOL)

Fonte: Diário do Nordeste (CE)/ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA

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