De olho no futuro e cada dia mais interconectados

Tendências que hoje mobilizam 2,5 bilhões de pessoas na rede foram discutidas no Encontro Locaweb

Thiago Neres

Evento inédito no Recife
mobilizou mais de 400
profissionais de internet (FOTOS: ARTHUR DE SOUZA/ESP.DP/D.A PRESS)

Evento inédito no Recife mobilizou mais de 400 profissionais de internet

Imagine a vida sem Google e Facebook. Ou, pior ainda, sem internet. Parece impossível, certo? A verdade é que somos cada vez mais dependentes das novas tecnologias. E elas vão surgindo e se renovando num ritmo tão rápido que quase não dá  para acreditar que a rede mundial de computadores, no formato como conhecemos hoje, é recente: começou a se popularizar na década de 1990.

Perceber a velocidade dessas transformações e como elas impactam vida pessoal e negócios traz à tona outra questão: como será o futuro da internet?

Este foi o tema de uma palestra realizada ontem à tarde pelo consultor em inovação digital Luli Radfahrer, durante o 15° Encontro Locaweb de Profissionais de Internet. O evento – inédito no estado – reuniu um público de mais de 400 pessoas no Mar Hotel, no bairro de Boa Viagem, no Recife. O portal Pernambuco.com, dos Diários Associados, foi um dos patrocinadores do encontro.

A estimativa para os próximos dez anos é que surgirão mais de 3 bilhões de novos usuários conectados à web. Vale lembrar que, atualmente, o total de internautas gira em torno de 2,5 bilhões. Desde 2010, o YouTube consome sozinho mais banda do que todo o resto da rede. Diante desses números, Luli, que trabalha com internet desde 1994 e é professor-doutor de Comunicação Digital da USP, traça um panorama do que podemos esperar.

Segundo o pesquisador, tudo estará conectado a um computador, recebendo e interpretando informações. “Os objetos vão ter personalidade própria, algo que começamos a ver com o assistente de voz Siri da Apple. A Samsung possui um protótipo de smartphone que detecta a emoção do usuário com 65% de precisão analisando temperatura da mão, movimentos e outros fatores. É mais do que muitos namorados conseguem perceber”, comenta.

Tudo isso leva ao conceito de Big Data. Em outras palavras, um monte de computadores processa tudo o que você faz. Isso acontece quando você visita uma página, curte alguma postagem, faz check-in no FourSquare e coloca fotos nas redes sociais. No início do ano, Mark Zuckerberg deu uma amostra desse poder ao lançar o Facebook Graph Search, uma ferramenta de busca potente que trabalha com filtros avançados. Por exemplo, dá para descobrir quantos e quais moradores de determinada cidade frequentam certo cinema e gostam de um filme em específico. É quase um radar de gente.

“É assustador, principalmente se levarmos em conta que o Facebook indexa mais de um bilhão de pessoas, 240 bilhões de fotos e um trilhão de conexões. Informação vale dinheiro e pode ser negociada entre pessoas, instituições e governo. Mas, ao contrário do petróleo, esta moeda precisa ser renovada para ter valor, então temos algum controle. Vejam o Orkut, como era e como é hoje. Se as pessoas abandonam o serviço, ele não se sustenta”, pontua Luli.

DIARIO DE PE

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