Plano de desenvolvimento para o setor de petróleo, gás e naval irá implantar cadeia de fornecedores

Portal Brasil

O objetivo do Plano é reunir fornecedores e ampliar capacidade de produção de empresas brasileiras

Para incentivo à criação e desenvolvimento dos APLs, o plano prevê a utilização de instrumentos de apoio já existentes, como iniciativas da Petrobras e crédito do BNDES

Lançado na última quarta-feira (27), o Plano de Desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs) para o setor de petróleo, gás e naval, terá como meta a implantação, em até um ano e meio, de seis cadeias de fornecedores em cinco regiões: Rio Grande-São José do Norte (RS), Ipatinga-Vale do Aço (MG), Ipojuca-Suape Global (PE), Maragogipe-São Roque (BA) e Itaboraí-Conleste (RJ).

Para viabilizar a implantação desses polos de fornecedores, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) espera que empresas de serviços, como hotelaria, cozinha e limpeza industrial, também tenham interesse em se estabelecer nessas regiões.

Segundo o coordenador-executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Paulo Alonso, seriam APLs nas áreas de mecânica, automação industrial, eletricidade e calderaria, entre outros segmentos. Alonso informa, ainda, que alguns desses cinco estados já tinham iniciativa para instalação de APLs.

“Estamos juntando todos esses agentes, autoridades dos estados, Federações das Indústrias e Sebrae, além de instituições de pesquisa e universidades que possam oferecer todo o suporte de tecnologia e de conhecimento que essas empresas vão precisar para se desenvolver”, disse Alonso.

Instrumentos

Para incentivo à criação e desenvolvimento dos APLs, o plano prevê a utilização de instrumentos de apoio já existentes, como iniciativas da Petrobras e crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outros programas poderão ser desenvolvidos e incorporados ao longo da execução do projeto, como ações para fortalecimento da cultura de cooperação, desenvolvimento de fornecedores e ampliação da capacidade produtiva, desenvolvimento tecnológico e inovação, acesso a mercados e elaboração de planos de negócios ou modelos de sustentação dos investimentos privados.

Para a secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa Menezes, o Brasil pode se tornar um fornecedor global do setor de petróleo e naval. Segundo ela, o plano tem o objetivo de fortalecer as empresas fornecedoras, contribuindo para que a indústria nacional ocupe, cada vez mais, um papel relevante no fornecimento de bens e serviços para a Petrobras e, uma vez que essas empresas atendam aos requerimentos técnicos das operadoras instaladas no Brasil, estarão prontas para atender aos requisitos de qualquer empresa.

O plano é uma das ações previstas em acordo assinado dia 13 de agosto de 2013 por MDIC, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Petrobras. Durante o evento, foi assinado um contrato entre o MDIC e a ABDI para a prestação de consultoria a empresas de porte médio e médio-grande na cadeia de petróleo e gás, que também integra o Plano Brasil Maior, por meio do conselho de competitividade.

Arranjos produtivos são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, como: governo, associações, empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Os APLs também são denominados de sistemas produtivos locais ou clusters.

O fortalecimento da cadeia produtiva dos fornecedores da indústria de petróleo e gás busca aproveitar as oportunidades oferecidas pelas descobertas recentes, especialmente na camada pré-sal. Os principais investimentos no setor são monitorados pela segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2).

Segundo o sexto relatório do programa, em 2012 houve resultados importantes em relação ao pré-Sal, que comprovam o potencial de produção de petróleo e gás natural, com destaque para as descobertas em Carcará, Carioca Nordeste e Sapinhoá, e nas áreas de cessão onerosa, em Franco e Nordeste de Tupi. No pós-Sal, o destaque são as recentes descobertas feitas em águas profundas na Bacia do Sergipe.

No âmbito do PAC2 foi iniciada a perfuração de 304 poços exploratórios, sendo 143 em mar e 161 em terra, dos quais 251 já foram concluídos.

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