Semiárido vai ganhar programa

AMANDA CLAUDINO

A seca é uma característica intrínseca da Re­gião Nor­deste e, por isso, não há como evitá-la. Mas é possível conviver com ela. Por esse motivo, entidades e movimentos da sociedade civil, como a Cáritas Regional Nordeste 2 (NE 2), em conjunto com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape) e com a Arquidiocese de Olinda e Recife (AOR) devem entregar aos governos Federal e dos estados do Nordeste, no dia 20 de março, um Plano Regional de Convivência com o Semiárido. O documento contém diretrizes que podem auxiliar os representantes públicos a pensarem em políticas voltadas para as famílias agricultoras.

O plano trabalha com eixos baseados em experiências desenvolvidas por mais de 120 instituições. Dentre os temas, figuram a educação contextualizada, o meio ambiente, a reforma agrária, a assistência técnica, políticas agrícolas e os recursos hídricos. “Embora queiramos que a água da Transposição (do Rio São Francisco) seja disponibilizada para os pequenos agricultores, pensamos na estruturação de obras menores”, explicou o presidente da Fetape, Doriel Barros.

Para ele, o problema do semiárido vai além de problemas infraestruturais e das ações emergenciais. “São gastos volumes enormes com esses projetos e não fica nada para o povo. Essas pessoas perdem tudo”. “Nós queremos que o Estado cumpra seu papel para que a população saia dessa situação”, concordou o secretário da Cáritas NE 2, padre Jandeílson Alencar.

FOLHA -PE

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