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É esperado um salto na produtividade do Terminal de Múltiplo Uso com os novos equipamentos

Berlim. Estão perto de um final feliz as negociações que a Cearáportos mantém com a multinacional Maersk, gigante mundial da navegação, cujos navios fazem escala semanal no Porto do Pecém. Essas tratativas têm um objetivo: dotar o Terminal de Múltiplo Uso (Tmut) do Pecém de dois “portainers” – gigantescos e modernos guindastes que movimentam contêineres.

Os novos guindastes têm o dobro da capacidade de movimentação de contêineres em comparação aos hoje usados no Porto. O gerente de Linhas da Maersk (centro), Thiago Covre, reuniu-se com diretores da CearáportosFotos: Divulgação
Ontem, ao meio-dia, no estande da Maersk na Fruit Lojista, maior feira de frutas do mundo, que se realiza nesta capital, reuniram-se Waldir Frota Sampaio, diretor de Infraestrutura e Desenvolvimento Operacional, e Francisco Gomes Oliveira, diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, e Thiago Covre, gerente de Linhas para a América Latina da Maersk.
Ao final da reunião, os três confirmaram que, “muitos brevemente”, o porto do Pecém receberá os dois “portainers”. Com eles, a produtividade do Tmut dará um salto.

A Cearáportos espera aumento na movimentação no Pecém neste ano, em relação a 2012 Foto: Alex Costa
Esses guindastes têm capacidade, cada um, de movimentar de 60 a 70 contêineres por hora. Os atuais guindastes que operam no Pecém – do tipo MHC – movimentam no máximo 30 contêineres por hora.
Contrato

“Nossa expectativa é de que, na próxima semana, a do Carnaval, deveremos fechar o contrato com a Maersk para a instalação dos dois guindastes no Terminal de Múltiplo Uso”, anunciou Waldir Frota Sampaio. “Acho que dará certo”, confirmou o executivo da Maersk, Thiago Covre.

A importação e a instalação desses equipamentos serão feitas pela empresa APM, uma operadora portuária controlada pela Maersk, que opera no Pecém.
Por sua vez, o diretor comercial da Cearáportos, Francisco Gomes Oliveira, também transmitiu boas notícias. A primeira foi que a empresa construiu uma área especial para o abrigo dos contêineres vazios. No ano passado, pela inexistência dessa área, grande parte da safra de frutas foi exportada por outros portos, como Mucuripe e Natal, o que reduziu a movimentação de carga e a receita da empresa.

Movimentação

“Pecém vai movimentar, neste ano, 5,5 milhões de toneladas de carga de importação e de exportação, número bem maior do que os 4,1 milhões de toneladas movimentadas em 2012”, estima, prevendo ainda o incremento da importação de clínquer pela fábrica da Companhia de Cimento Apodi, no município de Quixeré, na Chapada do Apodi.
“Teremos a importação de um milhão de toneladas só de clínquer para as cimenteiras da Apodi e da Votorantim”, disse.
O jornalista viajou a Berlim a convite do Sebrae-CE

EGÍDIO SERPA *
COLUNISTA

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