Petrobras quer terminar 2012 com captação R$ 52,5 bilhões

A Petrobras pretende levantar mais US$ 4 bilhões (R$ 8,4 bilhões) ainda neste ano e encerrar 2012 com captação de US$ 25 bilhões (cerca de R$ 52,5 bilhões), disse nesta segunda-feira (10) o gerente-executivo de planejamento financeiro e gestão de riscos da companhia, Jorge Nahas Neto.

Até o momento, o valor de captações acumulado no ano é de US$ 21 bilhões (R$ 44,1 bilhões) segundo o executivo.

A captação de recursos, que inclui emissões de bônus e outros títulos de dívida, já supera a média anual projetada no plano de negócios 2012-2016, que é de US$ 16 bilhões (R$ 33,6 bilhões) por ano.

O valor já foi superado nos dois anos anteriores, segundo o gerente-executivo. A companhia captou US$ 21 bilhões (R$ 44,1 bilhões) em 2010 e US$ 24 bilhões (R$ 50,4 bilhões) em 2011.

“Cerca de 92% da nossa dívida é no longo prazo, o que demonstra o perfil de risco que podemos ter com refinanciamento”, disse Nahas. “A nossa dívida vence no momento em que estaremos gerando caixa. Em 2016, 2017, vamos gerar caixa suficiente para estabilizar o fluxo de caixa”.

ORIGEM DAS CAPTAÇÕES

Nahas Neto não detalhou a origem de todas as captações, mas lembrou que foram realizadas duas operações de “bonds” –uma de US$ 7 bilhões (R$ 14,7 bilhões) e outra de US$ 3 bilhões (R$ 6,3 bilhões)–, além de operações diretas de empréstimo.

“Os outros US$ 15 bilhões [R$ 31,5 bilhões]vêm de diferentes fontes, como bancos, agências de crédito a exportação e outras. São diferentes fontes; nós temos até dez fontes”, disse o executivo.

Para 2013, ele diz acreditar que haverá um volume relativamente menor de captações da estatal, mas não adiantou valores. “Estamos revendo nosso planejamento estratégico, e só depois disso que poderemos divulgar”, disse.

REDUÇÃO DE CUSTOS

O executivo também disse que a estatal anunciará, ainda em 2012, as metas de seu programa de redução de custos. “Estamos implantando o Procop [Programa de Otimização de Custos Operacionais] e anunciaremos as metas ainda em 2012”, disse Neto.

Ele diz que os custos da estatal têm subido por conta dos gastos com mão de obra e serviços. “Temos feito alguma gestão interna para conseguirmos ter custos sob controle”, disse Nahas Neto no seminário Reavaliação do Risco Brasil 2012, promovido pelo jornal “Valor Econômico” no Rio de Janeiro.

“Vamos ter a melhor refinaria como referência no nosso benchmark, para que todas tenham benchmark interno de custo unitário. Depois vamos avançar no benchmark internacional”, disse, referindo-se às melhores práticas internacionais.

 

Folha.com

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