Profissional mais caro no NE

Estudo aponta que, por causa da carência de mão de obra, as empresas chegam a pagar até 40% mais

Paulo Magnus, CEO da MV, diz ter dificuldade de encontrar profissional capacitado

As empresas têm que desembolsar mais para ter os profissionais das áreas de engenharia, construção civil, tecnologia da informação e finanças. Estudo da Michael Page, empresa especializada em recrutamento de pessoal, mostra que as grandes corporações chegam a pagar 25% mais caro para contratar um técnico e 40% a mais para os cargos de gerência no Norte e Nordeste. A carência de mão de obra local alavanca o piso salarial e estimula o ágio das contratações. As pessoas que vêm de fora exigem uma compensação para deixar a zona de conforto do Sudeste e Sul do país e se fixarem numa região “desconhecida”, apostando no longo prazo.

A efervescência dos novos investimentos em Pernambuco, em especial no Porto de Suape, aumenta a demanda por pessoal qualificado. O gerente de finanças e vendas da Michael Page no Nordeste, Pedro Sales, explica que há carência de mão de obra para suprir as necessidades da instalação das empresas. “Pelo tamanho dos investimentos feitos aqui, falta bagagem técnica aos profissionais para assumir algumas posições.” Ele cita como exemplo a fábrica da Fiat, em Goiana, que vai demandar profissionais que já vivenciaram esse tipo de projeto.

Outro fator que puxa para cima a remuneração desses profissionais é o deslocamento do Rio de Janeiro e São Paulo para a região Nordeste. As empresas têm que bancar um salário maior porque essas pessoas têm que se instalar na nova cidade e pagar aluguel. “É um conjunto de fatores que encarece a contratação do profissional e aumentam os custos da empresa”, avalia Sales.

O estudo da Michael Page com profissionais de todas as regiões do país mostra que aproximadamente 15% das contratações de executivos realizadas no primeiro semestre do ano foram localizadas fora do eixo Rio-São Paulo. Os cargos técnicos exigiram um plus na remuneração de 25%. Já os de gerência tiveram aumento de 45% porque a exigência de qualificação para as posições de chefia é maior. “Os cargos de gestão exigem um upgrade maior do que o nível técnico”, justifica Pedro Sales.

Além disso, o profissional mais experiente deixa de lado a sua carreira de sucesso no Sudeste. E larga tudo para começar outra vida. Segundo Sales, o nível de desistência desses executivos é baixo no Nordeste porque eles vislumbram a possibilidade de fazer carreira. “É um desafio sair da zona de conforto para assumir algo novo com potencial de crescimento profissional.”

DIARIO DE PERNAMBUCO

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