O valor do poder criativo para o empreendedor

Muito se fala da criatividade e do empreendedorismo característicos do brasileiro. Pois é justamente da conjunção dessas duas particularidades que costumam surgir alguns negócios de sucesso. É claro que tudo depende da disponibilidade do empreendedor em valorizar o impulso criativo.

As ideias e a criatividade têm uma coisa que chamamos na área de auditoria de “valor intangível”. Uma obra de arte tem um “valor intangível” que transcende qualquer recurso financeiro. O mesmo acontece com as boas ideias, os produtos, serviços e as iniciativas que despertam o interesse dos consumidores. Pessoas ou empresas criativas possuem esse valor diferenciado, que pode se transformar em notáveis recursos.

Sabemos que existem vários caminhos que levam ao empreendedorismo. Há pessoas que nascem empreendedoras e levam essa característica por toda a vida. Outras vivem em sociedades, ambientes ou famílias que tendem a estimular o empreendedorismo de seus integrantes.

Mas há também aqueles que por iniciativa, por necessidade, ou até por acidente se tornam empreendedores. Para todos, o conhecimento, a informação e a iniciativa são as matérias básicas para, de fato, empreender.

O grande desafio é perceber uma oportunidade, dispor dos recursos necessários para montar um negócio que atenda a essa condição (aí vale investir economias pessoais, juntar-se a sócios, pedir empréstimos…), garantir a estrutura necessária para produzir ou prestar serviços com qualidade e colocar em prática as ideais, sejam elas criativas, ou não.

Tudo isso sempre lembrando que é essencial aplicar uma boa gestão ao empreendimento e às pessoas envolvidas. No campo da criatividade, percebemos também que a inovação aplicada aos negócios, aos produtos e serviços também é bem-vinda.

Tomando-se os devidos cuidados para que todos esses fatores citados anteriormente sejam adotados e aplicados de maneira adequada e segura, a probabilidade de sucesso de um negócio aumenta significativamente.

Atualmente percebemos alguns problemas na gestão dos empreendimentos: os empreendedores às vezes demoram a colocar em prática boas ideais que podem transformar seus negócios; o planejamento e gestão ainda não são os mais adequados para garantir a perenidade dos negócios; pouco se investe na boa capacitação e treinamento dos profissionais de apoio; os investimentos em gestão são raros e restritos; e, talvez, falte um pouco mais de ousadia dos empresários.

Muitas vezes, o gestor sabe que tem uma boa ideia em mãos, mas teme fracassar ao tentar colocá-la em prática. Isso tende a abortar o impulso empreendedor, e muitas boas ideias acabam se perdendo por falta de ousadia.

Assim, a equação tende a ser simples e progressiva: um bom negócio que possui uma adequada gestão, adicionado a generosas e regulares porções de criatividade, inovação e disposição calculada e responsável ao risco fatalmente tenderá a resultar em uma receita de sucesso, garantindo prosperidade ao empreendedor e ao empreendimento. Sabemos que nada é assim tão simples, mas, com vontade e criatividade, também não é impraticável.

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Eduardo Pocetti é sócio-líder da área de mercado empreendedor da KPMG no Brasil / BRASIL ECONOMICO

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