Rota 232 muda vida de artesãos

Uma visita à Feira de Negócios do Artesanato (Fenearte), que terminou ontem, no Centro de Convenções de Pernambuco, rendeu ao visitante muito mais frutos do que uma sacola cheia de objetos dos mais variados locais do Brasil e do mundo.

Proporcionou também um contato próximo ao artista, ao artesão que trabalha o barro, o couro, a madeira. Difícil mesmo foi não se surpreender com a arte e com as histórias de gente que tem seu trabalho reconhecido – e, com is­so, suas vidas mudadas. Se o artista tem que ir aonde o povo está ou, com a lógica invertida, o povo tem que ir até o artista, nos últimos anos, algumas ações têm proporcionado isso. O Governo do Estado, através da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), está investindo em promoção e divul­gação da cultura popular, entre elas a Fenearte, que já está em sua 13ª edição, e a Rota 232.

Assim como feiras, guias e roteiros são importantes para respaldar o trabalho de artistas e estabelecimentos que trabalham com atendimento ao turista, como restaurantes e hotéis. A Rota 232 é uma dessas vitri­nes. Na segunda edição, o pro­jeto é uma parceria da Empetur e da Folha de Pernambu­co. O livreto, lançado em 14 de junho e encartado na edição da Folha de 17 de junho, contemplou dezenas de artesãos do interior de Pernambuco, mapeando o artesanato do Estado desde Vitória de Santo Antão a Parnamirim, assim co­mo a gastronomia das localida­des.

Passeando pela feira, visitando os quiosques de arte popular, a reportagem da Folha constatou que, de fato, para vender, a propaganda é o melhor negócio. É por isso que ter seu nome vinculado a uma publicação como o Guia Rota 232 é a melhor visibilidade que um artista possa almejar. Isso porque, para garantir presença no guia, é preciso que seu produto tenha qualidade atestada pela equipe da Empetur e da reportagem da Folha. E, o melhor, não há custos para os artistas.

Para o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa, essa divulgação é importante porque, com os artistas mais conhecidos, eles acabam vendendo mais e, consequentemente, têm sua renda aumentada. Além disso, é um bom fomentador do turismo, aproximando o público da produção. “A Rota ilustra e indica como o turista pode chegar aos estabelecimentos, além de colocá-lo em contato com o artista. Ele pode agendar com os mestres uma visita ao ateliê, ver como o artista trabalha o barro”, contextualiza.

Um dos maiores colecionadores de arte popular do Brasil, o senador Jarbas Vasconcelos prestigiou a feira e falou sobre a importância de ações de divulgação para a valorização da cultura do povo pernambucano: “A arte popular é a exposição mais forte da cultura de um Estado, de um país. O reconhecimento do trabalho é importante para essa gente. Em Pernambuco, temos um dos artesanatos mais ricos do mundo, na cerâmica, na madeira”.

Com o guia circulando há mais de um mês, a repercussão não poderia ser melhor entre os artistas, como podemos atestar nos depoimentos colhidos pela reportagem. “É uma forma de prestigiar nosso Estado, é um serviço prestado a Pernambuco, já que divulga nossas riquezas e, com isso, acaba fomen­tando a economia da região”, pontua a gerente de Marketing da Folha de Pernambuco, Joanna Costa.

FOLHA-PE

Anúncios

Comente agora!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s