Giulia Camillo

Segundo Burti, a carga burocrática para quem quer iniciar é mais pesada do que a tributária

Presidente do conselho deliberativo do Sebrae-SP afirma que, atualmente, há pouca oportunidade nas empresas, por isso é preciso ensinar os jovens a empreender.

Desde 2002, o Sebrae-SP desenvolve ações de Educação Empreendedora junto a crianças e jovens do ensino formal, com o objetivo de fomentar a cultura empreendedora.

“É preciso preparar a juventude para que ela saiba que ela não precisa depender dos outros, que ela pode ser criadora da própria empresa”, afirma Alencar Burti, presidente do conselho deliberativo do Sebrae-SP.

Por que é importante ensinar empreendedorismo na formação básica?

O empreendedorismo parte de dentro das pessoas. Quando o jovem tem 15 ou 16 anos, é fundamental incentivar isso. Hoje nas empresas há pouca oportunidade, pelos efeitos da crise.

Então é preciso preparar a juventude para que ela saiba que ela não precisa depender dos outros, que ela pode ser criadora da própria empresa. Nossa função é incentivar, disseminar a ideia de que empreendedorismo é um caminho que dá ao ser humano liberdade.

Qual a maior dificuldade em preparar os professores?

O problema é que há uma distância de linguagem entre o aluno e o professor. Hoje, a linguagem em que o jovem tem interesse é a linguagem da informação. É essa percepção de mundo novo, da velocidade da comunicação é fundamental para o jovem.

Aquele professor que ficava só passando a matéria não atrai mais o interesse dos alunos. Então tem que discutir isso. Mas tem dado certo.

Quais os obstáculos para um jovem abrir uma empresa?

Ele deve fazer uma autoanálise e ver se gosta de empreender. Porque não tem nada fácil na vida. E tem a carga burocrática, que para quem quer iniciar é mais pesada para do que a tributária.

Agora facilitaram para micro e pequenas empresas. Mas é difícil até fechar uma empresa, se você não tiver sucesso. Demora 10 anos. Precisa estar preparado.

BRASIL ECONÔMICO

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