20120618-144112.jpg

Por Edneia Moura | @comexblog

O tema virtualização é ainda pouco difundido entre as Tis das pequenas, médias e até das grandes corporações. Muitas empresas investem na aquisição de novos hardwares servidores para a acomodação de suas aplicações de software, esquecendo-se que a virtualização pode ter impacto mais significativo sobre as arquiteturas de TI da empresa, apoiando nos novos modelos de negócio, facilitando o caminho para uma estrutura orientada a serviços alinhada com a nuvem e reduzindo os custos de ativo fixo dispendidos.

A virtualização de aplicações também é tema recente no mercado, mas a sua disseminação é uma questão de tempo. Muitas equipes de TI passarão a usá-la, de uma forma ou de outra. Na forma de serviços desktop, a virtualização de aplicativos é empregada na maioria das grandes organizações para apoiar escritórios remotos.

Ao nível da aplicação individual, a virtualização é usada para evitar problemas de compatibilidade na instalação de novos aplicativos através de uma rede ampla de usuários.

A virtualização de aplicativos de negócios oferece vantagens em termos de agilidade e flexibilidade. Por exemplo, a virtualização de aplicativo pode ser uma estratégia efetiva para a redução de custos para a criação de um escritório temporário ou um projeto temporário.

Devido à capacidade da virtualização para conter e controlar as interações com o sistema operacional, um aplicativo virtualizado deixa para trás muitos poucos detritos digitais. Isso permite que um servidor comprado para um projeto seja realocado em outro de forma muito mais rápida e eficiente quando o projeto inicial estiver concluído.

Podemos citar o Windows 7 como grande catalisador e propulsor para o emprego de virtualização de aplicativos, qual a migração é forçada em virtude da ausência de suporte nas versões anteriores. Mesmo as organizações que evitaram a atualização para o Windows Vista estão se movendo para o Windows 7, e apesar de enfrentarem problemas de compatibilidade com seus aplicativos, não desistem de encontrar soluções para compatibilizá-los e torna-los altamente produtivos. A tecnologia de virtualização de aplicativos como a App-V da Microsoft que, permite virtualizar cerca de 30 aplicações, incluindo aplicativos baseados em IE6, Adobe Acrobat Reader, Firefox e Quickbooks.

Porém, há cenários que não se prestam a virtualização de aplicativos. Por exemplo, ela pode ser difícil de usar, se não impossível, para virtualizar os aplicativos que interagem de forma significativa com o sistema operacional no nível do kernel (Linux). Do ponto de vista menos técnico, se uma organização padroniza em toda a empresa uma versão específica de um conjunto de aplicativos ou aplicação, provavelmente faz sentido executar esse software nativamente.

Um outro cenário limitado, é o uso da virtualização para aplicações de “missão crítica” baseadas em servidor de dados. Já é sabido que por medidas de segurança, não devem ser aplicadas. Mas isso está mudando. A Microsoft já está testando uma versão de sua tecnologia de virtualização de aplicativos para aplicativos de servidor, conhecida como Servidor App-V. O Servidor App-V será parte de uma nova versão do console de gerenciamento Microsoft System Center, e se destina ao uso conjunto com o Azure.

A virtualização tem sido, e continua a ser, um dos blocos de construção da infraestrutura da Web 2.0 corporativa. Para gerentes de TI, a virtualização de hardware está tendo um impacto direto no ROI. As ramificações de virtualização de aplicativos são menos diretas, a longo prazo, mas potencialmente mais significativas e especialmente diante do crescimento da computação móvel. Como dizem: é hora da TI se preocupar com o back-end e menos com o cliente, a qualidade para este será consequência de um bom planejamento.

Anúncios