“Teremos mais opções de armazenamento, e isso é algo interessante. Também é bom que haja concorrência entre os portos secos. Essa necessidade se dá pela alta demanda do Porto de Suape. Entre 2003 e 2011, triplicou o volume de carga”, disse o auditor fiscal Sérgio Garcia da Silva Alencar, que faz parte da comissão de licitação. Aos interessados, uma boa notícia: o prazo para a entrega das propostas vai além dos 45 dias usuais, chegando a até cinco meses. Isso porque é preciso entregar uma licença prévia ambiental. A concessão será de 25 anos, prorrogáveis por outros dez.
Segundo Garcia, a empresa que ganhar o pleito terá 18 meses para conseguir o alfandegamento e construir o próprio porto seco. Para sair vencedora, a empresa precisa entregar dois envelopes: o de proposta e o de habilitação. “Vamos escolher o ganhador e checar se ele está habilitado. Caso não esteja, passamos para o segundo lugar e assim por diante”, contou Garcia. No sexto ano de funcionamento, outros R$ 7 milhões devem ser desembolsados. Por último, no décimo ano, haverá novo aporte de R$ 16 milhões. Dentro da nova construção, o papel da Receita será apenas o de fiscalização. Todo o processo de armazenagem e movimentação ficará a cargo de quem obter a concessão. A área mínima deverá ser de 8,8 hectares.
O atual porto seco, que fica localizado no Jiquiá e tem concessão pertencente à JSL, deve se mudar, até dezembro deste ano, para Ponte dos Carvalho, no Cabo de Santo Agostinho. A mudança será feita para uma planta três vezes maior do que a atual. “Notamos que seria melhor ficarmos mais próximos de Suape”, contou o administrador do porto, Vinícius Constantino. Nenhuma informação a mais pôde ser dada, já que a empresa está passando por um “momento de silêncio”, devido à emissão de debêntures. Essa unidade possui uma área total de 32 mil metros quadrados. Em 2011, passaram pelo local 407,7 mil toneladas em mercadoria.
FOLHA-PE