Pernambuco para smartphones

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TECNOLOGIA O Recife se destaca cada vez mais num setor de alto valor agregado: a produção de aplicativos para celulares mais modernos
Angela Fernanda Belfort

Certamente você já usou o celular para jogar, pesquisar uma informação, ter acesso a programação de um evento, um campeonato ou até um calendário. Se fez, usou um aplicativo, facilmente acionado no aparelho ou comprado em alguma loja online, o que também pode ser feito do próprio telefone. O que talvez você não saiba é que o Recife se tornou um polo de fabricação de aplicativos e já existem mais de 10 empresas desenvolvendo estes produtos.

A produção ocorre em todo o País, mas uma parte se concentra nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife. “O aplicativo não é uma febre que vai passar. Ele veio para ficar. Os celulares inteligentes estão mais baratos e as pessoas estão usando mais a internet, acessando de vários lugares”, explica o diretor de Desenvolvimento Nordeste da empresa Fingertips, Pedro Henrique Macedo Sampaio. A Fingertips produz vários tipos de aplicativos.

O crescimento deste mercado se reflete diretamente no faturamento das empresas que atuam nesse setor. “Em 2008, o nosso faturamento foi de R$ 100 mil. No ano passado, atingiu R$ 8 milhões e em 2012 a expectativa é de R$ 14 milhões”, conta Pedro Henrique. A empresa faz parte do Porto Digital, começou com o nome de Mobimídia em 2008, denominação que usou até 2010. No ano passado, Mobimídia e a Fingertips viraram a mesma empresa, passando a fazer parte do grupo.mobi, companhia paulista líder em soluções para mobilidade. “A associação com um grupo de fora foi boa, porque passamos a atender o mercado nacional”, explica Pedro.

SMARTPHONE

O grande indutor do crescimento do consumo dos aplicativos foi o smartphone. No Brasil, são 220 milhões de linhas ativas de celulares, dos quais 40 milhões são inteligentes.

“A grande demanda pelo smartphone provoca o aumento no consumo dos aplicativos. Das vendas totais de celulares feitas no Brasil, 18% são de smartphones. Para 2013, a expectativa é que esse percentual chegue a 30%”, resume o gerente geral de mobilidade da Microsoft, Celso Winik.

Previsões feitas pela consultoria Strategy Analytics estimam um crescimento de 38% no mercado de aplicativos móveis em 2012 em todo o mundo. Isso significa que serão baixados 32 bilhões de aplicativos no planeta.

Uma parte desse crescimento está relacionado ao uso de aplicativos pelas empresas que estão colocando não só o seu marketing, mas disponibilizando serviços. É por isso que executivos da área já falam que atualmente está se consolidando o M(mobile)-commerce. “Todo mundo estará presente no mobile web. Quem investiu e mediu o retorno, vai fazer de novo. Aqueles que não fizeram, estão pensando em começar”, conta Pedro.

A Fingertips emprega 16 pessoas no Recife e mais 20 desenvolvedores em São Paulo. Cerca de 90% dos clientes da empresa estão no Sudeste. A empresa desenvolveu um aplicativo sobre o campeonato brasileiro de futebol que foi acessado por mais de 100 mil usuários.

Nesse caso, o aplicativo foi patrocinado por uma grande companhia e os donos de celulares o baixaram sem custo, tendo acesso a informações sobre o torneio, matérias dos times etc. O crescimento grande deste mercado também chega nas empresas recém-criadas. Com 10 meses de existência, a empresa recifense Ubee desenvolveu apenas um produto, um aplicativo que será usado pelo varejo, informando promoções que estão ocorrendo de acordo com o perfil do usuário do celular. “Já temos cinco clientes da área de varejo no Recife, mas não posso dizer quem são”, conta o diretor da Ubee, André Ferraz. A empresa tem seis sócios e recentemente contratou dois profissionais. A expectativa é de faturar entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões nos seus primeiros 12 meses.

JOVENS

O diretor da Ubee, André Ferraz, tem apenas 20 anos, é estudante de informática do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diz que a ideia do aplicativo surgiu porque tinha dificuldade de achar o que precisava num centro de compras devido à falta de informações.

A Ubee ficou entre as 30 melhores startups (empresas iniciantes) no Prêmio ebootcamp, da Universidade de Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos.

JORNAL DO COMMERCIO

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