O primeiro navio construído em Pernambuco, o petroleito suezmax João Cândido, ganhou os mares exatamente às 12h desta sexta-feira (25). Em sua viagem inaugural, o navio parte do Porto de Suape rumo à plataforma P-38, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A cerimônia contou com a presença do governador Eduardo Campos, da presidente da Petrobras, Graça Foster, do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o prefeito de Ipojuca, Pedro Serafim e do presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore, Ariovaldo Rocha, além do presidente do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Otonioel Silva Reis.
Em um discurso de pouco mais de dez minutos, Eduardo Campos disse estar feliz com o passo que Pernambuco está dando com o lançamento do petroleiro. “Hoje é dia de festejar o talento e o trabalho pernambucano. O João Cândido é a recuperação da indústria naval do Brasil. Antes o dólar ia e o desemprego ficava”, afirmou Campos, entusiasmado.
O navio seria o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), do Governo Federal, mas acabou perdendo o posto para o Celso Furtado, do Estaleiro Mauá (Niterói-RJ), entregue no fim do ano passado. A Transpetro recebe o petroleiro pernambucano um ano e oito meses depois da previsão contratual, que era setembro de 2010. E além de atrasado, o João Cândido ficou mais caro: dos R$ 300 milhões iniciais, ele saiu por R$ 363 milhões para a Transpetro, com acréscimo das correções monetárias previstas em contrato. No entanto, de acordo com balanço do próprio estaleiro, o navio custou cerca de R$ 495 milhões. Segundo a Transpetro, o valor excedente fica sob responsabilidade do Atlântico Sul.
Houve constantes rumores que o petroleiro teria falhas estruturais, mas, oficialmente, o João Cândido recebeu o “certificado de classe”, documentação necessária para seu registro junto ao Tribunal Marítimo brasileiro, emitido pela sociedade classificadora American Bureau of Shipping. Isso significa que o navio segue normas vigentes na indústria naval internacional. Ontem, durante visita da Imprensa ao navio, o diretor de Comissionamento do EAS, engenheiro naval Paulo Sergio Cardoso, disse que “o resultado foi tão bom que apenas uma prova de mar foi necessária.
FOLHA-PE

