Clima econômico melhora no mundo, e Brasil mantém a fase do boom

Situação é mais favorável em toda a América Latina, mas fase ainda é de declínio; no país, houve melhora no índice de expectativas

O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina avançou de 5,0 para 5,2 pontos entre janeiro e abril de 2012, segundo levantamento trimestral realizado pela FGV em parceria com o instituto alemão Ifo, da Universidade de Munique. A avaliação sobre a situação atual teve leve piora, mas as expectativas melhoraram. A região permanece na fase de declínio do ciclo econômico.

A tendência de melhora do ambiente econômico na América Latina segue o que ocorre em âmbito mundial. O ICE apurado pelo Ifo para 119 países subiu de 4,6 para 5,3 pontos entre janeiro e abril. O Índice de Expectativas no mundo aumentou de 4,6 para 5,8 pontos.

O ICE melhorou para todos os países analisados pela Sondagem da América Latina, exceto para Argentina, Paraguai e Venezuela. O Brasil (6,2) e a Colômbia (6,7) mantiveram a pontuação de janeiro, e o principal avanço foi anotado no Chile (4,9 para 6,2 pontos).

Brasil – Ao manter a pontuação em 6,2 pontos, o Brasil permaneceu próximo da media histórica dos últimos 10 anos, de 6,1 pontos.

O ranking do ICE na América Latina em abril de 2012 (os números entre parênteses indicam as pontuações em janeiro de 2012):
01. Peru: 7,2 (6,4) – Manteve a fase de boom econômico.
02. Colômbia: 6,7 (6,7)  – Manteve a fase de boom econômico.
03. Equador: 6,7 (6,0) – Saiu da fase de declínio e passou para fase do boom.
04. Uruguai: 6,4 (6,3) – Manteve a fase de declínio.
05. Brasil: 6,2 (6,2)  – Manteve a fase de boom.
06. Chile: 6,2 (4,9) – Manteve a fase de declínio.
07. Bolívia: 5,0 (4,3) – Manteve a fase de recessão.
08. México: 4,8 (4,1) – Manteve a fase de declínio.
09. Argentina: 3,4 (4,7) – Manteve a fase de declínio.
10. Venezuela: 3,4 (4,5) – Saiu da fase de recuperação e entrou na fase de recessão.
11. Paraguai: 3,0 (4,2) – Saiu da fase de declínio e entrou na fase de recessão.
• América Latina: 5,2 (5,0) – Manteve a fase de declínio.

Os principais problemas apontados pelos especialistas nos países da América do Sul:
• Argentina: inflação, falta de confiança nas políticas do governo e falta de competitividade.
• Bolívia: falta de confiança nas políticas do governo.
• Chile: falta de mão de obra qualificada.
• Colômbia: falta de competitividade.
• Equador: falta de confiança nas políticas do governo e falta de competitividade.
• Paraguai: falta de confiança nas políticas do governo, falta de competitividade e de mão de obra qualificada, desemprego e escassez de capital.
• Peru: falta de mão de obra qualificada.
• Uruguai: barreiras às exportações, inflação, falta de competitividade e de mão de obra qualificada.
• Venezuela: inflação, falta de confiança nas políticas do governo, falta de competitividade e de mão de obra qualificada, barreira às exportações e déficit público.
• Brasil: falta de competitividade e de mão de obra qualificada.

CIDADE BIZ

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