20120515-022802.jpg

O Brasil tem chances de fazer avançar a sua indústria, com mais tecnologia e competitividade. Os investimentos de petróleo e gás no País são um dos caminhos para desenvolver a cadeia produtiva brasileira, segundo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho. “O Brasil nesse momento enfrenta ameaças, mas também oportunidades muito relevantes. Tomemos o exemplo dos investimentos de petróleo e gás, que apresentam oportunidade de desenvolver a cadeia produtiva competitiva a partir do País”, afirmou Coutinho nesta segunda-feira, durante a abertura do XXIV Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Coutinho citou ainda a cadeia de produção do etanol e a produção de bens duráveis, como a indústria automotiva, especialmente a fabricação de caminhões. De acordo com o presidente do BNDES, é preciso avançar nas indústrias já consolidadas no Brasil, mas também nas que estão por se estabelecer, como a de energias renováveis, farmacêutica de bioprodutos, aeronáutica e aeroespacial. “Não há por que amesquinhar a perspectiva brasileira e não pensar de forma ambiciosa.”

O executivo apontou a necessidade de investimentos contínuos para acompanhar o avanço da tecnologia e aumentar a competitividade. “A indústria de eletroeletrônicos e materiais elétricos, bens de consumo, indústria de engenharia e serviços, indústria de construções, elétricas, metais, plásticos, tudo isso pode parecer que são setores tradicionais. Nós estamos vivendo um momento de aceleração da mudança tecnológica, e todos os segmentos, inclusive nos setores onde aparentemente o ritmo da tecnologia é lento, serão afetados, por exemplo, pelo avanço da nanotecnologia.”

Poupança

Além de falar sobre a indústria, Coutinho também comentou as prioridades do governo Dilma no evento, entre elas a de aumentar o esforço de investimento e poupança no País, junto com a meta de erradicação da pobreza. “Temos uma agenda relevante de curto prazo, uma agenda para os próximos anos, que inclui a grande tarefa de erradicação da pobreza extrema. É a meta fundamental do governo Dilma Roussef e também é a prioridade aumentar esforço de investimento e poupança do País, ampliando a taxa agregada de investimentos, incluindo fontes privadas de longo prazo. Isso inclui a necessidade de diversificação de fontes de financiamento”, disse o presidente do BNDES.

Coutinho citou ainda como desafios o desenvolvimento empresarial junto com a sustentabilidade ambiental, desenvolvimento de infraestrutura e sistema logístico, além dos esforços para aumentar a produtividade.”Finalmente, temos o desafio de aumentar a grande tarefa de aprofundar a capacidade competitividade da economia e principalmente da indústria”, afirmou. “Não é uma agenda trivial.”

De acordo com Coutinho, o Fórum Nacional tem contribuído todos os anos com a agenda brasileira dando ideias e sugestões importantes, “que tem sido acolhidas pelo governo, em muitos casos se transformado mesmo em iniciativas do governo”, acrescentou.

Anúncios