MPEs terão fatia maior nas compras

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Andrielle Mendes – Repórter

Governo do Rio Grande do Norte e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) assinaram ontem um acordo de cooperação para ampliar a participação das micro e pequenas empresas nas compras governamentais. A ideia é aumentar o número de micro e pequenos empresários no cadastro de fornecedores do Estado e dos Municípios. Além de capacitar os empresários, o Sebrae/RN vai organizar encontros de negócios e buscar uma maior oferta de crédito para as empresas que vencerem as licitações.

Embora sejam maioria no estado – 99,2% do total – os micro e pequenos fornecem apenas 7,5% de tudo que é comprado pelo Estado e pelos Municípios. O número é de 2007, mas segundo Eduardo Viana, gerente de Acesso ao Mercado do Sebrae/RN, não sofreu grandes alterações. A meta, segundo ele, é dobrar o volume comercializado em dois anos.

No Brasil, a fatia dos micro e pequenos negócios nas compras fica em torno de 5% ou 6%, afirma Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional, que também participou da solenidade. O ideal, de acordo com ele, é que chegue a 15% ou 20%.

Uma ferramenta que poderá contribuir para ampliar a participação dos micro e pequenos nas compras governamentais é o portal Licita Fácil RN, lançado ontem pelo governo do estado, Sebrae/RN e Tribunal de Contas do Estado (TCE). O empreendedor que se cadastrar no portal terá acesso a duas listas, uma dos cursos oferecidos pelo Sebrae e outra dos pregões e licitações em curso. Os cursos são gratuitos. A ideia, segundo Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional, é exportar o modelo para outros estados.

Outra ferramenta que será útil neste processo é o Inovatec, programa de apoio à inovação e tecnologia voltado para as micro e pequenas empresas dos setores do comércio, indústria, serviços e agronegócio, lançado também ontem pelo governo do estado e pelo Sebrae. O programa custará R$ 2 milhões e subsidiará consultorias, cursos e capacitação, segundo João Bôsco Freire, gerente de inovação e tecnologia do Sebrae-RN. A meta é atingir 3,6 mil empresas no estado. “O investimento em inovação e tecnologia permitirá ao micro e pequeno vender para o governo”, ressaltou Sílvio Bezerra, presidente do conselho deliberativo do Sebrae no RN.

Todo este esforço faz sentido. As micro e pequenas respondem por 60% de todos os postos de trabalho formais no país. O Estado, entretanto, só agora despertou para isso, segundo a governadora Rosalba Ciarlini. “Antes, valorizávamos apenas as grandes empresas”, reconheceu. Apesar dos entraves, a participação dos micro e pequenos nas compras governamentais, a nível nacional, avançou.

No ano passado, eles venderam 500% a mais do que venderam ao governo federal em 2002. O valor comercializado saltou de R$ 2,5 bilhões para R$ 15,9 bilhões em nove anos. O desafio, segundo Luiz Barretto, é repetir a façanha nos municípios. No Rio Grande do Norte, 11 prefeituras já aderiram a proposta. “O mercado público é muito importante”, justificou Barretto.

Tribuna do Norte

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