Complexo de Suape é exemplo de gestão integrada

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O Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco, possui uma gestão integrada com os municípios do seu entorno. São sete cidades que recebem capacitação de mão de obra; monitoramento dos danos do meio ambiente; além de fortalecimento e fomento de fornecedores por meio do Territórios Estratégicos. O projeto é tocado pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisa de Pernambuco (Condepe-Fidem).

“A intensidade do crescimento de Suape provocou uma pressão muito grande no território do entorno. Temos experiências no Brasil e no mundo. Se você não cuida, você tem fenômenos difíceis de lidar”, comentou o diretor-presidente da Condepe-Fidem, Antônio Alexandre da Silva Júnior, em entrevista ao O POVO.

Um dos principais problemas, no caso de Suape, é o ecológico, já que a área do Complexo está próxima a estuários, manguezais, à Mata Atlântica e um polo turístico. O trabalho articulou um conjunto de atores para criar um projeto com o objetivo de cuidar do território do entorno.

“Fizemos diretrizes para uma ocupação sustentável do território estratégico de Suape. Demorou dois anos para ficar pronto”, informa o diretor.

Suape fica localizado entre os municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, que tiveram a primeira onda de impacto. Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada tiveram a segunda onda de impacto.

“A gente viu que já tinham mais três municípios com impacto. Depois reconheceram Sirinhaém, Rio Formoso e Ribeirão, a terceira onda”, explicou Silva Júnior. Hoje, o complexo tem áreas de ocupação industrial; expansão da área industrial; áreas urbanizadas; áreas passíveis de expansão urbana e áreas de proteção ambiental.

Cadeia produtiva

Em polos industriais existem um movimento de procura espontânea de fornecedores e mão de obra, como acontece muito no setor metal-mecânico, em produtos intermediários (insumos e embalagens, por exemplo) e serviços. Mas também existe a procura induzida, resultado de uma estratégia para área de desenvolvimento econômico.

“É o que se chama de componente endógeno. As empresas estão conectadas em escala global. Compram em qualquer lugar do mundo, desde que se adequem aos padrões e especificações exigidas. Por isso, a importância do fomento local, para que seja competitivas”, analisa.

Sobre a falta de mão de obra qualificada, o diretor ressalta a mudança nas exigências. “A gente tinha pessoas de ensino fundamental e profissionalizante. Há quinze anos, supria a necessidade. O perfil inverteu. Hoje, exige educação formal de nível médio e formação técnica ou tecnológica. É um profissional que vai ter uma atuação menos de trabalho repetitivo e mecânico para ser operador de máquina”. (AJ)

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