Imagem inline 1O governo deu as primeiras linhas do novo regime automotivo que entra em vigor em 2013 e expira em 2017. O texto final será publicado hoje no Diário Oficial da União e inclui basicamente novas condições para as fabricantes instaladas no país. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros importados de até 30 pontos percentuais poderá ser reduzido de acordo com os investimentos e o índice de nacionalização dos modelos.

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, destacou que a meta principal do governo é ampliar o percentual do conteúdo de peças e materiais nacionais dos atuais 40% para 65%. “As empresas incluem serviços e investimentos em marketing como conteúdo nacional na conta. Mas, para 2013, vamos exigir que esse conteúdo seja de, no mínimo, 55% de peças e materiais nacionais”, afirmou.

“Os objetivos do regime já são conhecidos. O primeiro é aumentar o conteúdo regional, que será medido pelo volume de peças e insumos estratégicos no país. O segundo é assegurar o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação”, destacou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel.

Para Pimentel, as empresas que não estão instaladas ainda no Brasil e querem vir montar fábricas no país, terão que apresentar um projeto de investimento de seus novos modelos. “Durante a construção da fábrica, essas empresas terão direito a um crédito tributário do IPI que recolherem, ou seja, elas pagarão IPI sobre os importados no período de construção. Mas esse IPI será creditado de volta em até 50% da produção futura”, completou.

Do Correio Braziliense

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