Recursos serão usados em núcleo de empreendedorismo e tecnologia da economia criativa, com setores como cine e design

O Porto Digital vai investir R$ 12,5 milhões para estruturar o seu núcleo da chamada economia criativa. Uma parte dos recursos já foi empregada na aquisição de um imóvel no Bairro do Recife, na Rua do Observatório. No local será instalado o Porto Mídia, um centro de empreendedorismo e tecnologia da economia criativa, que, neste caso, vai incluir os setores de games, cine, vídeo e animação, multimídia, software, design, publicidade e propaganda. Nos seus sete primeiros anos, o Porto Digital recebeu R$ 20 milhões.

A economia criativa reúne os mais diversos setores, como música, moda, cinema e animação, entre outros. No entanto, o núcleo do Porto Digital decidiu abarcar apenas os setores citados acima.

Os novos R$ 12,5 milhões serão empregados na reforma, recuperação e adequação do imóvel, estruturação dos laboratórios da economia criativa, treinamento, capacitação, criação de uma incubadora de negócios criativos e um showroom uma espécie de museu para as artes digitais, segundo o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya.

Os recursos para implantar o núcleo de economia criativa estão sendo bancados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Estado. O núcleo vai contar com equipamentos específicos que hoje só estão disponíveis em São Paulo, como os que são usados na finalização de filmes.

Os produtores poderão fazer a finalização, a mixagem de áudio e a de vídeo no Recife. Isso vai beneficiar a cadeia do curta [DO e da propaganda”, afirma Saboya. O equipamento citado por ele custará R$ 180 mil.

O núcleo não terá equipamentos para fazer a finalização de filmes em película de 35 milímetros porque servirá para finalizar áudio e vídeo digitais. Estamos olhando para o futuro, diz o presidente.

Deixamos de ser um parque monotemático quando incorporamos a economia criativa, argumenta. A decisão de abrigar o novo setor foi tomada em maio do ano passado. Atualmente, a instituição já reúne 16 empresas da área. Esses dados mostram que é importante apostar nessa nova economia, resume Saboya.

Até o ano passado, o Porto Digital, fundado há 11 anos, abrigava só negócios na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). As empresas que fazem parte da instituição vão ter um faturamento conjunto estimado em R$ 1 bilhão, este ano. O salário médio mensal das pessoas que trabalham no parque tecnológico é de R$ 2,7 mil, valor duas vezes maior que a renda média dos trabalhadores do Recife.

O Porto Digital captou R$ 70 milhões nos últimos três anos, recursos que serão liberados, em projetos, até 2013. Atualmente, a estrutura tem 191 organizações, duas incubadoras e gera 6,2 mil empregos.

Jornal do Commercio

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