Parques tecnológicos buscam empresas para ancorar projetos

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Os parques tecnológicos do Brasil estão prospectando novos centros de pesquisa de companhias globais. No Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, serão investidos R$ 500 milhões, por dez empresas âncoras, até 2013. Este ano, o Instituto Tecnológico Vale (ITV) será implantado no Parque de São José dos Campos (SP), com investimentos de R$ 223 milhões.

No Rio Grande do Sul, o Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica (TecnoPUC) procura parceiros em áreas como energia e meio ambiente. Em Recife (PE), o Porto Digital, que já hospeda a IBM e a Microsoft, quer receber mais duas corporações, até o final de 2013, do mercado de tecnologia da informação (TI) e economia criativa. Para chamar a atenção das grandes empresas, os complexos acenam com a intermediação de recursos de agências de fomento, acesso a grupos de pesquisas nas universidades e isenção de IPTU.

“Os parques precisam apresentar um ecossistema de inovação favorável para as empresas, o que inclui instituições científicas qualificadas e um bom fluxo de estudantes e pesquisadores”, afirma Guilherme Ary Plonski, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

De acordo com a entidade, os 25 parques em funcionamento no Brasil têm, em média, duas empresas âncoras por operação. “São centros de desenvolvimento ou engenharia de corporações que lideram cadeias produtivas com companhias nascentes e de menor porte.”

O Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, criado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), abriga dez grandes empresas que vão construir centros de pesquisa entre 2011 e 2013. A lista inclui a Schlumberger, Baker Hughes, Usiminas, Siemens e a GE, a adesão mais recente, em uma área vizinha ao parque.

“O centro de pesquisa da GE é o quinto da empresa no mundo e vai ocupar uma área de 50 mil m2, com recursos de US$ 150 milhões”, afirma o diretor do parque, Maurício Guedes. Por conta da exploração do pré-sal, o cluster carioca virou um catalisador de companhias da área de petróleo & gás. No final do ano passado, inaugurou o primeiro centro internacional de pesquisas para tecnologias do pré-sal.

“Estamos próximos do centro de pesquisa da Petrobras e dos laboratórios da UFRJ”, justifica. Além de gigantes da área de petróleo, há empresas de TI, biotecnologia e cosméticos interessadas em fincar bandeiras no local.

Segundo Guedes, os parques brasileiros atraem as corporações por conta de maiores oportunidades de negócios e pela estabilidade econômica, além da presença de centros acadêmicos reconhecidos internacionalmente. “Mas faltam políticas públicas voltadas à inovação, com um programa nacional de apoio à implantação de clusters e dotação orçamentária adequada.”

Criado em 2006, o Parque Tecnológico de São José dos Campos já recebeu R$ 200 milhões de aportes públicos e R$ 1,1 bilhão do setor privado. Conta com quatro empresas âncoras – Embraer, Vale, Sabesp e Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) – com centros de desenvolvimento nas áreas de aviação, energia, saneamento ambiental e saúde, respectivamente. Este ano, será implantado o Instituto Tecnológico Vale (ITV), da Vale, voltado à pesquisa de fontes renováveis de energia, com investimentos de R$ 223 milhões.

“Oferecemos intermediação de recursos de agências de fomento e aproximação com grupos de pesquisas, além de isenção de IPTU”, afirma José Raimundo Coelho, diretor geral do parque, que procura parceiros que facilitem o adensamento de cadeias produtivas na indústria espacial e de TI. “Queremos ter 200 companhias residentes até 2015.”

No ano passado, o complexo paulista finalizou a construção de um prédio de cinco mil m2 para receber pequenas empresas, atraídas pelas atividades dos centros de desenvolvimento. O espaço abriga 27 companhias de tecnologia, eletrônica, geoprocessamento, aeronáutica e biomedicina. Nesse semestre, devem começar as obras de um novo centro empresarial, para 40 empreendimentos e três laboratórios de óleo & gás e TV digital.

“A projeção de crescimento do número de empresas no parque é de 20% ao ano, nos próximos cinco anos”, afirma Roberto Moschetta, diretor do TecnoPUC. O parque gaúcho recebeu sua primeira âncora, a Dell, em 2002, e hoje abriga mais sete grandes companhias – HP, Accenture, Totvs, Stefanini IT Solutions, Tlantic, Petrobras e RBS. “Estamos prospectando parceiros de TI, energia, biotecnologia e ciências da saúde”, informa Jorge Audy, pró-reitor de pesquisa da PUC-RS.

“As companhias devem ter potencial de geração de negócios para empresas locais e criação de empregos qualificados”, diz o diretor de inovação do Porto Digital, de Recife, Guilherme Calheiros. “A meta é atrair mais duas corporações até 2013, nas áreas de TI e economia criativa.”

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