Uma Nova Visão das Pequenas e Médias Empresas

Por Diniz Aguillar. ///.

A Psicopatologia do trabalho, como um modelo de estudo das alterações que ocorrem na organização, graças ás mudanças promovidas pelo homem no ambiente e na dimensão das empresas é um tema importante e referencial para um estudo mais profundo na administração. É com essa visão que Morgan diz que as organizações são muitas coisas ao mesmo tempo.

Como as organizações conseguem manter-se em equilíbrio psíquico e saúde mental, mesmo com as pressões do trabalho e as constantes mudanças na economia e nas condições de físicas, químicas e biológicas, é no mínimo uma questão de interesse para estudiosos do assunto e estrategistas de planejamento organizacional. Hoje muitas organizações montam estratégias defensivas, que permeia a interface entre a saúde mental e a organização do trabalho.

As organizações da personalidade dos profissionais e a realidade produzida pelas empresas são componentes importantes para análise, onde entram conceitos do “homem abstrato” e “homem concreto”, que interferem nas atividades funcionais e de gestão das organizações. Isto está muito evidenciado em organizações onde a gestão do conhecimento e a educação empreendedora estão presentes, como o SEBRAE.

É comum encontrar nos indivíduos que atuam no Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa situações de conflito ou de discussão entre os registros imaginários e os de realidade, produzidas principalmente, pelos profissionais, que dão o suporte e treinamento ás pequenas empresas, e que se defrontam constantemente com os aspectos reais das gestões familiares. Estas relações são impregnadas de um contexto personalizado pelo proprietário ou família e ainda relações de trabalho, construídas na informalidade e no improviso gerencial.
Estas pequenas organizações, na visão de muitos consultores setoriais ou de atuação pontual, estão com diferentes pontos de apoio e fundamentação na sua administração e gestão de negócios, tornando-as difíceis de serem entendidas, tanto pelo órgão de apoio e transferência de conhecimentos como pelo SEBRAE, assim como, para os seus clientes e consumidores, que tentam entender a natureza e o foco de negócios desta pequena e média empresa. Tudo isto está ligado ao modo de pensar da organização.

No SEBRAE, os consultores tentam num primeiro momento entender o modo de pensar da organização, com o “DIAGNÒSTICO”, que sem dúvida é a base para o entendimento da organização. Muitas vezes no diagnóstico, a consultoria tenta avaliar a identidade da pequena empresa e de seu administrador, para num segundo momento formar a idéia principal da organização, com a discussão centrada no reconhecimento social do negócio e de seus pares.
Muitas vezes, pequenas e médias empresas passam por um processo de sofrimento, principalmente quando a saúde de seus trabalhadores e a eficácia da empresa está ligada ao processo contínuo de educação empreendedora e de gestão eficiente e criativa que movimenta a economia de muitos estados. É com estes processos empresariais e funcionais que os consultores e técnicos do SEBRAE se deparam diariamente, quase sempre em processos demorados, em fases finais de degradação da gestão, e com um sofrimento ligado ao “masoquismo” profissional, oriundo da pouca informação, e baixo aprendizado das técnicas para o prazer no trabalho.

As entidades de apoio e desenvolvimento das pequenas empresas como o SEBRAE, convivem constantemente com os processos derivados de pouca condição da organização do trabalho, sofrimento e desgaste dos trabalhadores na administração de suas tarefas e conquista da produtividade e falta de motivação pela ausência de incentivos e pontos de reconhecimento do sucesso funcional.

É talvez este sofrimento do trabalhador e do gestor da pequena e média empresa, que faz o SEBRAE se voltar para uma área que quase não era focalizada nos processos de educação empreendedora, denominada atualmente de “Gestão de Pessoas”. A produtividade nos próximos anos estará ligada com certeza, na visão do SEBRAE, repassada pelos seus técnicos e consultores, nas consultorias de apoio, ao “Prazer no Trabalho. Isto é irreversível.

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