Agência de fomento já apoia empreendedor

Instituição estrutura programas e operações nas áreas têxtil e de confecções, transporte e produção de leite

A Agência de Fomento de Pernambuco já está a todo vapor. Apesar de ainda não inaugurada, a instituição que é ligada à Secretaria Estadual de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo já está estruturando algumas operações e programas direcionados a arranjos produtivos locais como têxtil e confecções, produção de leite, transporte (com foco em sindicatos e cooperativas de táxi), compras governamentais e saúde. O capital inicial é de R$ 35 milhões.

O presidente da agência, Agnaldo Nunes, explica que a definição da data de inauguração, inicialmente prevista para o próximo dia 8, ainda depende da agenda do governador Eduardo Campos e de outras autoridades. ´A inauguração seria algo mais solene, mas o trabalho já começou. Estamos com 15 consultores montando as primeiras operações e programas`, diz Agnaldo.

A Agência de Fomento funciona em uma casa na Avenida Agamenon Magalhães, 906, ao lado da quadra do Clube Português. O objetivo é financiar e estruturar novas cadeias produtivas, apoiando micro e pequenos empreendedores em todas as modalidades operacionais previstas pelo Banco Central. Nesse momento, os consultores estão discutindo detalhes como valor mínimo e máximo de cada financiamento, prazos para pagamento e carências.

´Nossa ação é proativa. Vamos aos setores levando nossa intenção de fomentar atividades como capacitação, ampliação, adequação tecnológica. Aliás, já tivemos alguns contatos iniciais com o setor têxtil e vamos buscar os representantes dos demais segmentos para levantar as carências`, afirma o presidente da agência.

A expectativa é a de que a instituição chegue a 2015 com um capital de R$ 100 milhões aportados pelo tesouro estadual, sem falar na captação junto a outros bancos de fomento, como BNDES, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além do Banco Mundial. ´Queremos aumentar nossa capacidade de financiamento, pois um capital de R$ 35 milhões inicial é pequeno diante do tamanho e das carências de Pernambuco`.

A Agência deFomento trabalhará de forma articulada com parceiros como Sebrae, Fiepe, Fecomércio, câmaras de dirigentes lojistas, secretarias estaduais e prefeituras. O analista de serviços financeiros do Sebrae-PE, João Albuquerque, acredita que a instituição vai ajudar muito no desenvolvimento de pequenos negócios, inclusive diminuindo a burocracia que se tornou comum nos bancos oficiais.

´Os bancos tradicionais tendem a tratar desiguais de forma igual, principalmente em relação às garantias. Exigem do pequeno empresário a mesma documentação do grande e com isso muita gente fica de fora`, avalia João. Sobre as garantias, Agnaldo Nunes lembra que a agência tem as mesmas obrigações junto ao Banco Central. ´Não podemos fazer operações sem garantia, mas queremos dar mais agilidade ao processo. Os contratos de fornecimento, por exemplo, poderão ser usados como garantia`, esclarece.

“O trabalho já começou. Estamos com 15 consultores montando as primeiras operações e programas` Agnaldo Nunes, presidente da Agência de Fomento de Pernambuco

Micheline Batista | Diário de PE

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